Fernando Finanças

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IEA corta previsões de demanda global de derivados de petróleo

Publicado por fernandofinanças em Junho 30, 2009

O IEA, International Energy Agency, organismo internacional regulador do mercado de petróleo, cortou expressivamente a previsão de demanda global em reflexo da recessão econômica internacional e declarou forte ameaça de crise nas regiões produtoras.

Esta previsão é 3.3m b/d (três milhoes e trezentos mil barris por dia) inferior a previsão anterior para 2013.

A OPEP espera atender 8% da demanda global. Esse índice é fundamental para a formação de preço internacional do óleo cru. A redução do percentual de participação da OPEP no atendimento à demanda global traz receio ao mercado a exemplo do que ocorreu em 2008, onde a quebra no fornecimento contribuiu para a cotação do barrial a US$ 147 no índice Nymex (EUA). Hoje, 30/06/09, o barril está cotado em US$ 71,30.

A crescente onda de confiança numa recuperação econômica da economia mundial tem influenciado a elevação da cotação do petróleo em quase 100% desde fevereiro deste ano, mas que o ocorre hoje é apenas a redução dos estoques na indústrias, não refletindo nenhum aumento de demanda.

Fonte: Financial Times

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Enquanto isso, com os outros países membros do BRIC

Publicado por fernandofinanças em Junho 24, 2009

Vamos agora comparar a situação do Brasil com relação aos demais países do grupo BRIC (B=Brasil, R=Rússia, I=Índia, C=China)

Rússia

As ações das empresas russas acumulam queda de mais de 20% somente em junho, configurando a Rússia como um dos mercados mais voláteis do mundo. Investidores apontam os problemas estruturais da economia russa como causadores do agravamento da crise, e que causará uma falência significativa de grandes empresas a partir do segundo semestre, visto que a crise ainda não foi mais intensa devido a elevação do preço do petróleo em 2009 em quase 95%. Fato que não deve se sustentar por muito tempo devido à fraca demanda pela commoditie e fortalecimento do dólar. Vários setores importadores já apontam a queda na demanda interna, como, por exemplo, o de carnes – oriundas principalmente do Brasil.

Índia

As ações das empresas indianas despecaram 1,4% puxadas pelas quedas das ações do banco ICICI, pela empresa de tecnologia INFOSYS, e da indútria tabagista ITC Ltda. A queda do índice foi amortizada pela valorização das ações da gigante energética Reliance Industries, e pela exploradora estatal de óleo Natural Gas Corp. A Reliance Industries tem a maior representatividade na formação do índice da bolsa de valores. O índice de confiança na economia nacional está elevado e os investidores expressam confiança nas reformas econômicas feitas pelo governo, o que ocasionou a valorização do índice em 28,3% em maio, maior alta em 17 anos. A reeleição de alguns membros do parlamento, que trabalham em reformas de abertura de capital e fortalecimento das vendas das estatais energéticas e de extração de óleo, trouxe confiança aos investidores.

China

Se arrastam desde 2006 reformas financeiras importantes na China. Contudo, com o advento da crise financeira internacional, essas reformas serão aceleradas durante os próximos três anos. De 2002 até 2008 as exportações chinesas cresciam em média 27% ao ano.  Com a recessão internacional – e principalmente nos EUA, seu principal cliente -, os chineses terão que se adaptar a um crescimento das exportações em torno dos 5% de 2009-2012. Para assegurar um crescimento bruto da produção doméstica em 8%, a China terá que empreender reformas no mercado interno para compensar o que foi perdido nas receitas de exportações. Para tanto, duas ações são primordiais: 1) Desestatizar e não intervir na indústria doméstica, despolitizando-a e possibilitando que as mesmas sejam mais eficazes e competitivas, 2) empreender em larga escala uma reforma financeira que possibilite melhorar a alocação de investimentos, fazendo com que o crescimento da economia decorra de forma mais rentável. Atualmente, para combater a crise da oferta de crédito internacional, a China disponibilizou junto aos grandes bancos nacionais, linhas de crédito voltadas para as pequenas e médias empresas, que sentem mais dificuldades para obtenção de crédito e dar continuidade em programas de crescimento.

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Relatório do FMI prevê recessão global profunda e de lenta recuperação

Publicado por fernandofinanças em Abril 23, 2009

O relatório publicado pelo FMI em 02/04/09 prevê que a economia global vai desacelerar -1,3% em 2009 com relação a 2008. A previsão inicial para 2009 era de crescimento de apenas +0,5% mas com os desdobramentos da crise na Europa e Ásia os números foram revistos.

A crise já desponta como a pior queda da economia global desde a Segunda Guerra Mundial, episódio que arrasou boa parte da Europa e Japão, maiores potências econômicas da época. As perdas financeiras estão orçadas em $ 4,1 trilhões até o fim de 2010.

Para a China, o FMI prevê crescimento de 6,5% em 2009 e de 7,5% em 2010. Para a Índia, as previsões são de 4,5% e 5,6% respectivamente. O apontamento de que os preços ao consumidor caíram 0,2% em 2009 e cairão mais 0,3% em 2010 não expressa toda a realidade atual visto que as exportações do ramo siderúrgico da China para a América Latina está subsidiada pelo governo daquele país, de forma que outros players internacionais como EUA e Brasil, entraram com processos antidumping na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a China que está praticando competição deslelal de preços. As exportação chinesas desse produto cresceram 90% em 2009 e as brasileiras decresceram aproximadamente 40%.

Para o Brasil, o FMI prevê que em 2009 o país terá crescimento negativo de 1,5% devido a queda de cotações de nossas commodities. Para 2010 o crescimento seria de 1,6%.

Um fato importante que precisa ser considerado é que o processo de ajuste de estoques que sinalizaram uma queda de no volume de 13,5% na produção industrial embora tenha tido ocorrido aumento de 3,8% no volume de vendas e de 10,15% na receita (comparando  fev/09 com fev/08) é um sinal que a economia doméstica está aquecida. Essa redução no volume de produção, serviu para escoar estoques e fazer caixa, deixando o patrimônio das empresas mais líquido. Portanto, como o consumo doméstico está aquecido e ainda temos alguns meses de isençao de IPI para a indústria automobilística e cuja isenção se extenderá em breve para todo o segmento industrial da ”linha branca” (geladeiras, freezers, máquina de lavar roupas etc) teremos sim forte expansão da atividade industrial já a partir de abril.

O cenário ficará mais favorável se a OMC acatar e impor sanções à China caso ela insista em intervir politicamente em assuntos que são na verdade de regulação das forças do mercado. Além dos produtos siderúrgicos, os produtos têxteis estão invadindo os mercados e pressionando as empresas com concorrência desleal devido aos altos subsídios e baixos custos de produção, visto que a qualidade dos direitos trabalhistas na China ainda é bastante precária.

Bem como, a partir da inversão dos pólos financeiros – originada na atual crise – que tradicionalmente concentravam os investimentos nos países desenvolvidos mas que agora direcionam um volume maior de investimentos nas economias emergentes como o Brasil (prática conhecida como Carry Trade), podemos contar com a confiança do investidor internacional a partir até mesmo do respaldo do presidente dos EUA, Barack Obama, com a injeção de capital em nossa economia. O fato tem gerado altas consistentes nas cotações das ações nacionais. Contudo, a fragilidade da especulação a partir do Carry Trade é que o atrativo é pura e simplesmente o retorno obtido pelas altas taxas de juros em comparação com países desenvolvidos e de estarmos sob os holofotes do mundo financeiro. Mas a partir da publicação do relatório do FMI a possibilidade de ocorrer fuga de investimentos principalmente no curto prazo é considerável.

Não sou tão otimista como a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que projetou crescimento de 2,0% em 2009. Acredito em um crescimento entre 0,5% e 1,0% pois os números de nossas exportações estão em queda exponencial em vários setores como carne, siderúrgia, petróleo, agrícola, e têxtil. E não há mudança no curto prazo na elevação da demanda internacional por esses setores.

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Reunião da OPEP antecipada para reverter crise do petróleo

Publicado por fernandofinanças em Outubro 22, 2008

A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) antecipou a reunião que estava marcada para novembro/08 para ainda em outubro/08 onde irão decidir por uma redução de petróleo de aproximadamente 1 milhão de barris por dia para forçar uma valorização da commoditie no mercado global.

Mohammad Ali Khatibi, representante iraniano da OPEP, argumenta que a decisão acompanhará também a redução do consumo global de petróleo que foi de 2 milhões de barris por dia.

O fato é que a retomada da valorização do barril no mercado de contratos futuros da commoditie irá reduzir a margem de lucro obtida com a queda do barril e a alta do dólar, o que propiciou resultados de lucros voluptuosos até agora. Além do mais, teremos um cenário de desaceleração econômica global, desemprego crescente (a Organização Internacional do Trabalho aponta que a crise financeira atual acarretará no acréscimo de 20 milhões de desempregados no mundo), onde os aumentos de preços não serão bem vindos, o que acarretará redução no consumo de petróleo e derivados e problemas para as empresas do setor. Ademais, a estabilização do crédito no sistema financeiro internacional irá reduzir a valorização do dólar frente a outras moedas (principalmente pelo retorno da confiança dos investidores nos papéis fora dos EUA) o que prejudicará ainda mais a lucratividade global das empresas.

Esse cenário favorecerá o mercado de biocombustíveis quando a disponibilidade de crédito se estabilizar, os investimentos forem retomados e a competitividade do preço frente ao petróleo se instaurar.

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Pacote para salvar os bancos americanos é aprovado

Publicado por fernandofinanças em Outubro 3, 2008

O congresso aprovou e o presidente George W. Bush sancionou uma planta do salvamento do financeiro-mercado $700 bilhões projetada destravar mercados de crédito e restaurar a confiança no sistema bancário nacional americano.

Foi invertida a rejeição do congresso no começo dessa semana que afundou o mercado global. A medida autoriza o governo comprar recursos das instituições financeiras afetadas pela crise.

O plano contem $149 bilhões nas reduções de impostos, fator que as companhias responsabilizam como princípios geradores. “Estas etapas representam a ação decisiva para facilitar a trituração de crédito que está ameaçando agora nossa economia” disse Bush na casa branca.

O Congresso aprovou a medida 263 a favor contra 171 votos contrários, quatro dias após ter rejeitado uma versão anterior. A derrota do plano de salvamento em 29 de setembro causou uma queda de 778 pontos na média industrial de Dow Jones, alertando dúzias dos deputados a alterar seu voto.Essa foi a maior intervenção no mercado desde Franklin Roosevelt.

O plano não é perfeito, mas isto certamente é melhor do que não fazer nada. Agora o FED – Banco Central Americano – tem que ser muito agressivo sobre comprar uma grande quantidade de hipotecas e títulos dessas instituições muito rapidamente.

A gota-d´agua do mercado de bolsa de valores foi na segunda-feira 29/09/08 e soou como um “acorde!!!!” a muitos países

Alternativa republicana

Um grupo de republicanos tentou a noite passada oferecer uma alternativa que gastasse somente $250 bilhões até o fim do ano. O congresso deveria aprovar somente $50 bilhões por mês para distribuir este ano.

Agitação econômica

É necessário impedir a propagação da agitação econômica iniciada por um número recorde das execuções de hipotecas do sistema habitacional. As primeiras vítimas foram os bancos Lehman Brothers Holdings Inc., que faliu no mês passado, Fannie Mae, Freddie Mac e American International Group Inc., que foram estatizadas pelo governo.

Paulson incitou o congresso dar-lhe imediatamente a autoridade legislativa para tomar a ação. Os legisladores responderam questionando o aumento do risco, mais dae (dispositivo automático de entrada) para impedir execuções de hipotecas e limites na compensação executiva nas companhias que tiram proveito do programa.

Bush endossou um acordo, dizendo que era necessário impedir uma retirada dolorosa.

A agitação do mercado de crédito está abatendo os governos locais. Os estados e as municípios dos E.U.A. negociaram aproximadamente $700 milhões de ligações tax-exempt esta semana, menos de 15 por cento de uma semana típica; edições novas da taxa fixa de s.

Empréstimos da emergência

O governandor da Califórnia Arnold Schwarzenegger comunicou a Paulson a noite passada, informando que a Califórnia ou outros estados podem precisar empréstimos federais da emergência de manter operações do governo se a crise de crédito continuar.

Esta crise do crédito tem o poder levar a economia americana a uma parada, ‘ ‘ Escreveu Schwarzenegger escreveu em um e-mail a Paulson.

As companhias reforçaram na sustentação da medida do salvamento. Os fabricantes de automóveis requerem padrões mais resistentes de crédito, e divulgaram queda de 27 por cento nas vendas de automóveis nos Estados Unidos no mês passado.

O mercado para as commercial papers (notas promissórias a curto prazo e não-garantidas), de empréstimo a curto prazo para empresas, sofreu mais uma grande queda essa semana. A queda foi de $94.9 bilhão, ou 5.6 por cento, durante essa semana terminada primeiro de outubro.

Arriscado e caro

Ainda, os deputados rejeitaram no começo dessa semana o acordo que os líderes congressionais confeccionaram com o executivo, dizendo o eram demasiado arriscados e caros.

O Senado aprovou pacote – depois de ampliado e esclarecidos os termos em um documento de 450 páginas, diferente das 3 páginas do documento inicial elaborado por Paulson- a plano de salvamento contém uma cláusula de aumento provisório no limite no seguro de depósito federal a $250.000 de $100.000.

O Senado igualmente amarrou o pacote a uma extensão bienal das reduções de impostos que favorecerão indivíduos e corporações em aproximadamente $149 bilhões durante a próxima década, um movimento popular entre republicanos da casa. As provisões incluem $17 bilhões nos créditos para o desenvolvimento de energia solar, eólica e dos outras tecnololgias de energia renovável.

O democrata Barack Obama e o republicano John McCain retornaram da campanha eleitoral presidencial para votar para o pacote no Senado esta semana.

Obama disse que tinha conversado com diversos deputados na tentativa de gerar a sustentação para o pacote

Segurança e transparência

Um grande número de membros de congresso não tinham votado pois queriam alguma garantia que estes $700 bilhões não estavam indo para alguns bancos mas que de fato, estavam resgatando o mercado de crédito.

“A ação que o congresso tomou é hoje um torniquete” disse John McCain hoje no Arizona.

O pacote igualmente afirma a segurança da economia americana e dá a autoridade econômica o poder para suspender normatizações contábeis que os banqueiros e outros executivos afirmam que agravará seus problemas.

O regulamento-padrão do pacote chamado de justo-valor exigirá que as companhias revejam recursos e relatem perdas se seus valores declinam. Os deputados e a associação americana dos banqueiros requerem a suspensão desse regulamento, por forçar as empresas a relatar perdas mais profundas do que as necessárias em recursos tais como hipotecas do subprime.

Fonte: Bloomberg

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Fim do modelo de crescimento econômico da China

Publicado por fernandofinanças em Setembro 30, 2008

A maior crise financeira desde a Grande Depressão de 1930 provavelmente causará muitos anos de enfraquecimento do modelo de crescimento econômico da China a partir das exportações.

Diante da fracasso do plano de resgate de Wall Street pela Câmara dos Estados Unidos, não há ainda outra alternativa para solução da crise de crédito, o que causará recessão na economia global sem precedentes e difícil de prever quando irá acabar e quais as sequelas globais que irá deixar.

Para o continente asiático, uma grave consequencia da crise já é inegável. Com a iminente recessão americana, a queda do consumo enfraquecerá as exportações da Ásia para aquele país.

A crise da queda na demanda dos Estados Unidos para o continente asiático é um problema urgente, visto que o mercado bursátil da China está se descapitalizando rápido demais e com a já prevista diminuição nas taxas de crescimento econômico, o consumo de produtos como commodities, minerais e agrícolas oriundos de outras partes do mundo também vão cair, bem como as contas da balança comercial entre esses países e a China.

A bolsa de Xangai acumula uma perda de 64% de 16/07/07 até agora. A dependência da Ásia pela necessidade de equilíbrio dos mercados internacionais para absorção de suas exportações não dá muito dinamismo à sua economia para consumo interno e afeta sobremaneira o desenvolvimento econômico da região.

A iminente crise da Ásia é vista por muitos especialistas como mais destrutiva que a crise do subprime americana, devido à intricada interdependência das balanças comerciais dos países com a China, principalmente.

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Dow Jones em queda recorde

Publicado por fernandofinanças em Setembro 29, 2008

Dow Jones Industrial despencou no fechamento de hoje -6,98% com a média de suas ações “blue chip” (ações com muita liquidez, que são negociadas constantemente no mercado) caindo depois do anúncio que inesperadamente o Congresso dos Estados Unidos rejeitou o pacote de US$ 700 bilhões, visto pelo mercado como essencial para dissipar uma crise financeira global.

A votação foi de 228 votos contra o pacote e 205 a favor.

Foi a maior queda em um dia desde outubro de 1987.

A bolsa de valores Nasdaq, do mercado de tecnologia, teve seu pior dia desde abril de 2000, quando estourou a bolha da Internet, e fechou em baixa de -9,14%

Imediatamente, o fracasso do pacote financeiro fará novas vítimas como a Wachovia Corp, e os bancos europeus.

Fonte: Reuters

Quando a discussão entra no campo político-partidário em detrimento do técnico e racional, percebemos que nós brasileiros não temos exclusividade nas posições e posturas mesquinhas e irracionais. Às vésperas das eleições nos EUA, os políticos receiam em tomar medidas drásticas e prejudicar suas votações no próximo ano, visto que, pesquisas apontam que os americanos não estão entendendo claramente essa crise e não estão favoráveis que a conta seja paga com o dinheiro do contribuinte. Essa crise, não tenham dúvida, é uma crise do capital global sim, mas que se originou e foi alimentada pelos gestores de instituições financeiras dos Estados Unidos. Onde analistas de mercado receberam ordens para ignorar os avisos de risco dos softwares alertando sobre o fator exponencial do risco do subprime quando das operações com derivativos de derivativos. Eles não devem salvar o mundo. Devem consertar o erro que cometeram.

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US$ 700 bilhões para resgatar mercado financeiro dos EUA

Publicado por fernandofinanças em Setembro 21, 2008

O Governo Bush solicita ao congresso a aprovação da liberação de US$ 700 para comprar as hipotecas não liquidadas do sistema financeiro americano. A iniciativa de intervenção no mercado é a maior desde a depressão de 1930.

O plano desenhado pelo secretário do Tesouro Henry Paulson, está focada em impedir que o congelamento do crédito deixem o sistema financeiro e econômico em recessão.

O plano conta ainda com cortes de gastos públicos nos departamentos de defesa, educação, saúde e serviços à população.

Fonte: Bloomberg

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Crise do mercado de subprime americano: origens, reflexos e oportunidades.

Publicado por fernandofinanças em Setembro 20, 2008

A crise do mercado de subprime (ou alto risco) americano originou-se na expansão do crédito para pessoas de menor poder aquisitivo dos EUA, principalmente no setor imobiliário. As hipotecas dos imóveis dos consumidores de crédito eram securitizadas e renegociadas ou dadas em garantia em negociações entre a instituição que cedia o crédito com outras instituições. Esse título, ou seja, esse derivativo acabou originando um derivativo dele mesmo. A transferência do risco acaba gerando um efeito dominó exponencial, pois a transferência do risco entre os players do mercado acaba comprometendo a liquidez de vários personagens ao mesmo tempo. Quando a inadimplência eclodiu, as seguradoras e os bancos se viram diante de uma bolha financeira, pois os derivativos, de alto risco, não se liquidaram. E instituições históricas e grandiosas faliram em poucos meses e semanas.

Essa crise no sofisticado mercado financeiro de subprimes, ou derivativos de derivativos, afeta o mercado global de maneira diferente, de acordo com o envolvimento – ou não – dos outros players na cadeia. Para o governo dos Estados Unidos, resta amargar com o desembolso de 1 trilhão de dólares para resgatar os sobreviventes da crise, com a expectativa de curto e médio prazo (provavelmente até meados do segundo semestre de 2009) de recessão. A retomada do crescimento do PIB, reconstrução do Fundo Soberano Americano, retorno de investimentos e financiamentos mais volumosos no mercado o país deve ocorrer de forma mais significante na virada de 2009 para 2010.

Para os demais players, como o grupo de países emergentes BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – o impacto da crise foi sentida pela falta de crédito disponível junto aos fornecedores americanos e pela recessão global, e não pela fragilidade dos fundamentos econômicos destes países. Segue abaixo os principais reflexos da crise no grupo BRIC:

Brasil

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: Contratos efetivados pelo governo federal elevando os gastos públicos em 13,1% para 2009. O cálculo, segundo o economista-chefe da corretora Conveção, Fernando Montero, é feito da seguinte maneira: considerando que a previsão pessimista do governo do aumento no PIB é de 3,5% multiplica-se esse valor por dois (reflexo no aumento da arrecadação) soma-se com o IPCA de 2009 de 5,5% = 12,5%, próximo dos 13,1% do cálculo do aumento das despesas, mas já com déficit nas contas públicas de 0,6% do PIB / fuga dos investidores internacionais que repatriam suas divisas para os mercados de origem para assegurar liquidez e diminuir riscos o que gera escassez de crédito, que impactará nos investimentos que aportarão no curto e médio prazo (devendo refletir num PIB real menor em 2009, o que aumentará ainda mais o déficit público) / dólar em alta / commodities em baixa / inflação com viés de alta / aumento dos juros / cenário até favorável a exportação, mas com a economia global em recessão, não haverá demanda.

Rússia

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: O governo russo põe à prova a economia do país forçando a paralisação das duas principais bolsas de valores, a MICEX e RTS, para frear a queda dos índices que são os piores desde a crise russa de 1998 / a cotação do preço do petróleo russo caiu 40% com relação a setembro de 2007 (embora boa parte dessa queda se deva à fuga de investimentos após a invasão à Geórgia) / o ministro das finanças russo promete US$ 60 bilhões para ajudar bancos locais.

Índia

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: O pânico do sistema financeiro global chega às bolsas de valores indianas (fechamento negativo 5% em 18/09/08) / a HINDUSTAN PETROLEUM vende o barril de petróleo a menos de US$ 92,00 em 16/09/08 / as ações de empresas indianas que lideram o mercado de softwares caíram drasticamente em 12/09/08 devido ao temor da valorização do dólar frente ao euro possa afetar o crescimento dos rendimentos na exportação desses produtos / a seguradora americana AIG Inc – que precisou de US$ 85 bilhões de dólares emprestados do governo dos EUA para não falir – possui duas joint-ventures com o conglomerado indiando TATA, o que gera expectativas sobre possíveis desvalorizações das ações quando e se houver descapitalização do grupo TATA.

China:

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: Ações caem e os investidores estão preocupados com as repercussões da falência da Lehman Brothers e o escândalo do leite contaminado com produtos químicos / os investidores chineses não recuperaram a confiança mesmo depois que o governo americano resgatou o AIG com US$ 85 bilhões, o que ajudou a levantar os mercados no Japão e na Coréia do Sul / o índice das ações do continente asiático foram negociadas em Hong Kong abaixo 6,2%, menor índice desde março de 2007 / o governo selecionou ações das principais empresas daquele país e designou a criação de uma agência governamental para acompanhar e comprar essas ações caso suas cotações despenquem / a venda de automóveis na china teve o pior desempenho em dois anos devido ao aumento no preço dos combustíveis e da queda da demanda no mercado / a maior refinaria da Ásia que é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, a SINOPEC CORP, vai reduzir o volume de refino e de importação de óleo cru em 10% para baixar os volumes de seu estoque / a maior produtora de níquel da China, a Jinchuan Group ltd, vai reduzir produção em 10 mil toneladas por ano, para equiparar-se a fraca demanda mundial.

Como se pôde observar, os impactos no grupo BRIC se deu na ausência de oferta de crédito para continuidade dos projetos de expansão econômica dos países, e pela recessão global, o que ocasionou resgates dos investimentos por receio de mais quebras e/ou para recuperar liquidez dos investidores.

A tendência no curto prazo deve ser uma visão mais simplista e cautelosa para investimentos. A volta da rentabilidade dos papéis agrícolas, os investimentos a auferir com biomassa e até mesmo imóveis (com perspectivas de médio a longo prazo) podem ser bastante lucrativas nesse momento de baixos índices. Com essas considerações, a recessão global até 2009 ocasionará:

a) menos consumo de derivados de petróleo (aumento dos estoques e queda das ações);

b) os recursos escassos dos consumidores podem elevar a demanda do combustível oriundo de biomassa como álcool, geralmente mais baratos que os derivados de petróleo;

c) a tendência de repatriar investimentos em outros países deve oxigenar as economias nacionais com divisas, elevando o consumo de alimentos e, conseqüentemente, as ações dessas empresas;

d) os setores infra-estruturais como energia, construção civil, telecomunicações, transportes, terão que se superar para tornar suas operações mais rentáveis sem ou com pouco crédito. O que elevará as ações de algumas empresas desses segmentos.

Por fim, do entendimento da crise do subprime americano, façamos como Wu Xiaoling, ex-representante do Banco Central Chinês, que desperta para a necessidade de mecanismos regulatórios atuantes para o mercado e que as atividades sofisticadas com derivativos de derivativos devem ser evitadas. Realmente, a tão aclamada auto-regulação do mercado não existe!!! O mercado é falho. Soros sempre teve razão.

Fontes: Reuters e ValorEconômico

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Resgate do AIG Inc.

Publicado por fernandofinanças em Setembro 17, 2008

O governo americano emprestou a partir de recursos publicos US$ 85 bilhões para o AIG Inc para resgatar o banco da falência. Desde o início da crise, o governo dos EUA já desembolsou US$ 900 bilhões para evitar um colapso no sistema financeiro: US$ 29 bilhões para financiar a compra do Bear Stearns para o JPMorgan, US$ 100 bilhões para resgatar o Fannie Mae e o Freddie Mac, US$ 300 bilhões para o Federal Housing Authority, US$ 85 para o AIG e o restante para demais resgates e empréstimos a outras instituições.

Fonte: Reuters

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Mais capítulos da crise do subprime dos EUA

Publicado por fernandofinanças em Setembro 16, 2008

O sistema financeiro Americano foi sacudido esse domingo. Esse que foi considerado o mais tumultuado fim de semana da história da bolsa de valores de Wall Street, onde o quarto maior banco de investimentos dos EUA, o Lehman Brothers Holdings Inc com 158 anos de mercado pediu concordata, e o também banco de investimentos, Merril Lynch & Co., aceitou a proposta de compra do Bank of America Corp. Enquanto isso, o American International Group Inc clama por ajuda pois estava com liquidez negativa de US$ 14,5 bilhões para cumprir com suas obrigações junto aos credores.

O governo dos EUA que resgatou Fannie Mae e Freddie Mac – ambas do setor de hipotecas – na semana passada, jogou duro com a Lehman Brothers e retirou qualquer possibilidade de ajuda a seus compradores, Barclays PLC e Bank of America. Esse último inclusive já emitiu proposta de compra pelo Merrill Lynch – a maior corretora de varejo americana – a US$ 29,00 por ação ou US$ 44 bilhões. Executivos do Lehman estão esperançosos em vende-lo para a Barclays PLC ou pedir concordata, pois a recusa de intervenção governamental deve-se a proteção do mercado americano, para que o Lehman não arraste as demais empresas para a falência junto com ele.

O AIG Inc um dos bancos líderes mundias em seguros e serviços financeiros teve queda de 61% no valor das suas ações ontem (15/09/08) solicitou ajuda ao FED (Banco Central Americano) de US$ 14,5 bilhões mas está tentando um empréstimo entre US$ 70 a US$ 75 bilhões com Goldman Sachs Group Inc. and JPMorgan Chase & Co. para reposição de caixa do AIG.

Fonte: Wall Street Journal

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