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Publicado por fernandofinanças em Setembro 14, 2009
O PIB cresceu 1,9% no segundo semestre de 2009 com relação ao primeiro semestre de 2009, está 1,5% negativo em 2009 e 1,3% positivo nos últimos 12 meses. Abaixo segue tabela com resumo dos resultados do PIB:

Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, o crescimento da despesa de consumo das famílias aumentou 2,1% (fruto do pacote de estímulo econômico com a redução de ipi de automóveis, de bens da “linha branca” etc), as exportações cresceram 14,1% e as importações 1,5%.
Comparando o 1° semestre de 2009 com o mesmo de período de 2008, somente o setor de serviços apresentou resultado positivo, com crescimento de 2,4%. A indústria decresceu 7,9% e a agropecuária 4,2%.
Na indústria todas as atividades apresentaram desempenho negativo em comparação com 2008. A indústria de transformação decresceu 10,0%, construção civil -9,5%, eletricidade e gás, água, limpeza e esgoto -4,0%, extrativa mineral -0,8% – com destaque para a retração da extração dos minérios ferrosos em 27,4% e aumento da extração de petróleo e gás em 5,9%.
O quadro abaixo resume as principais atividades e indicadores:

Fonte: IBGE
Embora a realidade para a indústria seja de reduções de posições de estoques e aumento da capacidade instalada, ainda não há sinais de recuperação econômica nos Estados Unidos e Europa. Contudo, alguns fatores que estão atuando como coadjuvantes estão impactando e mostrarão resultados no curto e médio prazo, a saber:
a) aumento das exportações de suco de laranja para os EUA devido a vitória na OMC – Organização Mundial do Comércio – das práticas de subsídios desleais aos produtores daquele país;
b) aumento das cotas hilton de exportações de carnes bovinas nobres para a Europa e avanço no atendimento das exigências fitossanitárias por parte de mais fazendas, inclusive de pontos mais críticos como a rastreabilidade dos animais;
c) aumento na cotação do petróleo;
d) queda na produção de trigo na Argentina e África;
e) Desestímulo da atividade siderúrgica na China;
f) aumento da demanda doméstica pelo 23° trimestre consecutivo;
g) redução do volume dos estoques;
h) aumento da capacidade produtiva.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 9, 2009
As operações de Homebroker (transações via internet) bateram 6 recordes operacionais em agosto/09
1) recorde em volume total R$ 42,54 bilhões
2) recorde em volume médio diário R$ 2,02 bilhões
3) recorde em quantidade de negócios 4.392.467
4) recorde em média diária de negócios 209.165
5) recorde em participação no volume financeiro 19%
6) recorde em participação no volume de negócios 30,4%
O valor médio por operação foi de R$ 10,72 mil.
Esses dados são frutos da confiança na nossa economia. É o ímpeto de homens e mulheres apostando economias às vezes acumuladas em toda uma vida, gestores de fundos, eu, você… Ajudando as nossas empresas a se capitalizarem, “oxigenando” o mercado!
Contudo, aproveito para criticar e trazer para compor o outro lado da Tribuna da dialética e da construção da informação e do conhecimento as proposições veiculadas em alguns meios de comunicação que a bola da vez é a análise gráfica do comportamento das ações. “Esqueça a análise fundamentalista!”, bradam. É… são esses “profetas” que escrevem livros pós-crise, que após uma notícia bombástica sobre fraudes, problemas judiciais e trabalhistas envolvendo (até recentemente) companhias conceitudas, as suas famosas “blue chips”, ações bastante líquidas e valorizadas despencam, companhias quebram e os profetas do pós-alguma-coisa aparecem e culpam as variáveis do icógnito… Mas não perdem a oportunidade de vender seus livrinhos…
Como postei em 23/12/08 sobre as ferramentas do my yahoo!, do yahoo! finanças e do excel em 27/11/08 para auxiliar o trabalho do investidor, hoje complemento esse suporte com as ferramentas fantásticas do ipod e iphone da apple. O software “Stocks” desses aparelhos é atualizado pelo Yahoo! a cada 20 minutos com informações de ações do mundo todo! Você pode adicionar suas ações e acompanha-las rapidamente com valorização percentual ou em moeda, e um gráfico que pode ser configurado como cotações do dia, da semana, do mês, de 3 meses, de 6 meses, de 1 ano e de 2 anos. Concilie essas ferramentas gráficas com informações sobre a empresa, do mercado local, nacional, internacional e pondere o retorno em função de um determinado risco e tire suas próprias conclusões.

Ipod da Apple e o software "Stocks"
Hoje, 09/09/2009, em comemoração ao dia do administrador dou os parabéns a todos os administradores que com dinamismo e intelecto são como “maestros”
tocando a sinfonia de tambores da produção da vida material de todo o mundo…
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 4, 2009
Segundo dados do Ministério do Trabalho, o RN perdeu 11.620 postos de trabalho (saldo entre contratações e demissões) em 2009. A tabela abaixo expõe as contratações e demissões por setor:

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego - M.T.E.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 3, 2009
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MIDC – as exportações do RN caíram 23,73% entre janeiro e julho de 2009 comparando com o mesmo período do ano anterior.
No período supra citado as embarcações em 2008 totalizaram US$ 185.624.098 e em 2009 US$ 141.582.622.
Em 2008, as 40 maiores empresas exportadoras representavam 81,57% dos embarques do RN totalizando US$ 151.405.186 entre janeiro e julho. Já em 2009, no mesmo período citado, as mesmas 40 empresas representaram 95,23% e embarcaram US$ 134.391.247.
Abaixo, segue tabela consolidada por atividade econômica dos resultados das 40 maiores empresas exportadoras do RN:

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Das 40 maiores empresas exportadoras do RN, apenas 11 tiveram resultados positivos na comparação 2009/2008, a saber:

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
A retração na demanda internacional e a perda de competitividade e receitas com o câmbio desfavorável com a valorização do real impactam significativamente nesses resultados.
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Publicado por fernandofinanças em Julho 1, 2009
Semana passada o Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC) discutiu os entraves do comércio de produtos agropecuários, onde estiveram presentes representantes dos governos de 153 países para tratar de questões sanitárias e fitossanitárias bem como revisar a aplicação das normas para o comércio internacional. Destacaram-se as questões envolvendo o Japão, Colômbia e México.
Os representantes do governo brasileiro colocaram em pauta a chamada Preocupação Comercial Específica (Specific Trade Concer, em inglês), que reivindicava a aplicação das recomendações do Codex Alimentarus acerca dos Limites Máximos de Resíduos (LMR) de pesticidas, não consideradas pelo governo do Japão na importação do café brasileiro. As autoridades japonesas informaram durante o evento que estão realizando estudos para a adoção de de novo LMR.
Quanto à Colômbia, a pauta discutiu os requisitos sanitários exigidos para a importação de gelatina.
Já com relação ao México, foram reiterados os compromissos e acordado auditorias para auditar empresas exportadoras de carne cozida e não enlatada.
Fonte: Ministério da Agricultura
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Publicado por fernandofinanças em Junho 30, 2009
O IEA, International Energy Agency, organismo internacional regulador do mercado de petróleo, cortou expressivamente a previsão de demanda global em reflexo da recessão econômica internacional e declarou forte ameaça de crise nas regiões produtoras.
Esta previsão é 3.3m b/d (três milhoes e trezentos mil barris por dia) inferior a previsão anterior para 2013.
A OPEP espera atender 8% da demanda global. Esse índice é fundamental para a formação de preço internacional do óleo cru. A redução do percentual de participação da OPEP no atendimento à demanda global traz receio ao mercado a exemplo do que ocorreu em 2008, onde a quebra no fornecimento contribuiu para a cotação do barrial a US$ 147 no índice Nymex (EUA). Hoje, 30/06/09, o barril está cotado em US$ 71,30.
A crescente onda de confiança numa recuperação econômica da economia mundial tem influenciado a elevação da cotação do petróleo em quase 100% desde fevereiro deste ano, mas que o ocorre hoje é apenas a redução dos estoques na indústrias, não refletindo nenhum aumento de demanda.
Fonte: Financial Times
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Publicado por fernandofinanças em Junho 25, 2009
A CNI, Confedereção Nacional das Indústrias, a mais importante entidade da sociedade civil organizada que representa a indústria brasileira, se reuniu em 23/06/09 e avaliou os resultados do primeiro ano da Política de Desenvolvimento Produtivo, sugerindo aperfeiçoamentos.
Segundo o documento, foi constatado pela análise dos impactos da crise financeira internacional nos diversos segmentos da atividade economica brasileira, que a indústria sofreu os efeitos mais intensos. Para reverter esses efeitos, a CNI propõe a criação de instrumentos que ativem a demanda, elevem a produtividade e competitividade internacional. Caso contrário, os efeitos negativos da crise irão recrudescer e tornará a economia menos preparada para enfrentar o pós-crise.
Segue abaixo um resumo das recomendações e preocupações do relatório emitido pela CNI:
- Reduzir a oneração das exportações e dos investimentos;
- Incrementar a estrutura e a competitividade – essa última oriunda de uma reforma parcial no sistema tributário – da indústria;
- Adaptação dos instrumentos financeiros para criação de capital de giro;
- Adoção de medidas reforçadoras e incentivadoras de investimentos na indústria;
- Criação uma agenda legislativa que foque em ações de elevar a competitividade e crescimento da indústria;
- Analisar cuidadosamente algumas iniciativas legislativas que podem minar a capacidade das empresas de gerar empregos como por exemplo a redução da jornada de trabalho; e
- Priorizar a agenda da desburocratização e avançar nos debates sobre o papel e os impactos dos mecanismos de controle e fiscalização principalmente na área ambiental, que têm desestimulado as decisões de investimento no setor.
Os seguintes fundamentos econômicos são considerados como sólidos e necessários pela entidade:
- Equilíbrio fiscal de longo prazo;
- Estabilidade da moeda;
- Equilíbrio das contas externas; e
-Respeito às regras da economia de mercado.
De todas as observações feitas pela CNI, a única que analiso com reservas é a de desburocratização da fiscalização e controle ambiental, tendo em vista o grau elevadíssimo de corrupção e de pilhagem de tudo o que for possível de ser obtida alguma vantagem financeira no nosso sofrido país. A fauna e flora brasileira em toda a sua diversidade e recursos é um tesouro único, que já sofre com roubo e devastações de toda sorte.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 24, 2009
Vamos agora comparar a situação do Brasil com relação aos demais países do grupo BRIC (B=Brasil, R=Rússia, I=Índia, C=China)
Rússia
As ações das empresas russas acumulam queda de mais de 20% somente em junho, configurando a Rússia como um dos mercados mais voláteis do mundo. Investidores apontam os problemas estruturais da economia russa como causadores do agravamento da crise, e que causará uma falência significativa de grandes empresas a partir do segundo semestre, visto que a crise ainda não foi mais intensa devido a elevação do preço do petróleo em 2009 em quase 95%. Fato que não deve se sustentar por muito tempo devido à fraca demanda pela commoditie e fortalecimento do dólar. Vários setores importadores já apontam a queda na demanda interna, como, por exemplo, o de carnes – oriundas principalmente do Brasil.
Índia
As ações das empresas indianas despecaram 1,4% puxadas pelas quedas das ações do banco ICICI, pela empresa de tecnologia INFOSYS, e da indútria tabagista ITC Ltda. A queda do índice foi amortizada pela valorização das ações da gigante energética Reliance Industries, e pela exploradora estatal de óleo Natural Gas Corp. A Reliance Industries tem a maior representatividade na formação do índice da bolsa de valores. O índice de confiança na economia nacional está elevado e os investidores expressam confiança nas reformas econômicas feitas pelo governo, o que ocasionou a valorização do índice em 28,3% em maio, maior alta em 17 anos. A reeleição de alguns membros do parlamento, que trabalham em reformas de abertura de capital e fortalecimento das vendas das estatais energéticas e de extração de óleo, trouxe confiança aos investidores.
China
Se arrastam desde 2006 reformas financeiras importantes na China. Contudo, com o advento da crise financeira internacional, essas reformas serão aceleradas durante os próximos três anos. De 2002 até 2008 as exportações chinesas cresciam em média 27% ao ano. Com a recessão internacional – e principalmente nos EUA, seu principal cliente -, os chineses terão que se adaptar a um crescimento das exportações em torno dos 5% de 2009-2012. Para assegurar um crescimento bruto da produção doméstica em 8%, a China terá que empreender reformas no mercado interno para compensar o que foi perdido nas receitas de exportações. Para tanto, duas ações são primordiais: 1) Desestatizar e não intervir na indústria doméstica, despolitizando-a e possibilitando que as mesmas sejam mais eficazes e competitivas, 2) empreender em larga escala uma reforma financeira que possibilite melhorar a alocação de investimentos, fazendo com que o crescimento da economia decorra de forma mais rentável. Atualmente, para combater a crise da oferta de crédito internacional, a China disponibilizou junto aos grandes bancos nacionais, linhas de crédito voltadas para as pequenas e médias empresas, que sentem mais dificuldades para obtenção de crédito e dar continuidade em programas de crescimento.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 23, 2009
Conforme divulgado pelo MTE no mês de maio de 2009 o saldo entre contratações e demissões foi positivo em 131.557 vagas em todo o país. Durante todo o ano de 2009 o saldo está positivo em 180.011 e nos últimos 12 meses, positivo em 580.269.
Embora que, das 131.557 vagas, 52.927 vagas criadas em maio foram destinadas a colheita de safra na agropecuária, que se extinguem após o seu término, 44.029 vagas foram criadas no setor de serviços, 17.407 em construção civil e 14.606 no comércio, que tendem a ter uma permanência maior do trabalhador sob contratação formal.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 19, 2009
O volume de vendas e de receitas do varejo no Brasil em abril/09 em comparação com abril/08 cresceu 6,9% e 13,0% respectivamente, na série com ajuste sazonal.
No primeiro quadrimestre de 2009, foram registrados elevação de 4,5% e de 10,6% no volume de vendas e em receita, nessa ordem.
Contudo, na comparação entre abril/março de 2009 apenas duas das oito atividades do varejo apresentaram taxas de variação positivas para o volume de vendas Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo + 0,8% e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação +8,9%. Apresentaram resultados negativos as atividades de Combustíveis e lubrificantes -0,8%, Tecidos, vestuário e calçados -1,7%, Móveis e eletrodomésticos -2,0%, Artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos -1,0%, Livros, jornais, revistas e papelaria -2,7%, e Outros artigos de uso pessoal e doméstico -2,4%. No geral, esse desempenho negativo está fortemente influenciado pelas restrições de crédito, crise de confiança, e crescimento do preço de compra acima do IPCA.
Segue abaixo, tabela contendo os resultados por atividade.

Abaixo, as contribuições estaduais para o volume de vendas comparando abril/09 e abril/08.

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Publicado por fernandofinanças em Junho 18, 2009
A segunda semana de junho de 2009 traz uma notícia animadora segundo dados do Ministério do Comércio Exterior: a balança comercial nesse período traz um superávit de US$ 737 milhões em apenas 4 dias. O volume de exportações totalizou US$ 2,508 bilhões e as importações um total de US$ 1,771 bilhão.
O acumulado das exportações da primeira quinzena do mês de junho/09 foi de US$ 6,042. Esse total representa 75,8% do volume total exportado em todo o mês de junho/08.
No ano, o acumulado das exportações foi de US$ 61,526 (redução de 22,4% com relação ao mesmo período de 2008). As importações acumularam em 2009 a soma de US$ 50,209 (redução de 28% comparado com o mesmo período de 2008). O saldo da balança comercial até a segunda semana de junho/09 totaliza US$ 11,317 bilhões (aumento de 18,4% com relação ao mesmo período de 2008).
Destaques:
1) semi-manufaturados: açúcar bruto, celulose, couro e peles.
2) básicos: devido à alta das cotações das commodities soja em grão e petróleo, aumento nos embarques de minério de ferro e carne bovina
3) manufaturados: etanol, laminados planos, óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores e geradores.
Comércio exterior é feito com competência pelo setor empresarial nacional, que aproveitou o período de baixa demanda internacional desde o início da crise em setembro/08 e ajustou suas operações para essa nova realidade. Tornou-se mais competitivo internacionalmente. E estamos no caminho certo. O nosso presidente tem feito visitas a países e blocos econômicos importantes para deslanchar acordos comerciais bilaterais, posto que, com o fracasso da rodada doha de regulação comercial global, essa é uma alternativa para atração de divisas externas. Contudo, não nos esqueçamos: temos que desenvolver a economia internamente, fortalecendo a geração de emprego e renda, aumentando o volume de investimentos em infra-estrutura e em educação, fazendo reforma tributária e combatendo a corrupção.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 10, 2009
Tenho recebido alguns comentários de amigos blogueiros me perguntando se fiquei pessimista com o desenrolar da crise, tendo em vista os últimos posts do blog. Bom, primeiramente, temos que ser realistas: realmente não fomos atingidos por uma marolinha e sim por uma “tempestade de verão”. Desemprego, queda na produção industrial e nas exportações abalaram a economia brasileira, – como tenho postado desde 20/09/08, sobre queda do PIB para 2009.
Podíamos realmente estar em uma situação um pouco mais favorável do que estamos hoje, se o governo tivesse sido mais incisivo e menos político-eleitoreiro e não tivesse alocado tantos recursos em despesas correntes com pessoal, por exemplo, e tivesse focado em investimentos como os previstos no moroso PAC, Programa de Aceleração de Crescimento, o que movimentaria a economia, aquecendo a produção das indústrias – conforme postamos em 19/02/09. A redução do do volume de investimentos em formação de capital fixo já no quarto trimestre de 2008 foi de 81% comparado com o terceiro trimeste do ano passado. Esse fato, contribuiu para a atual estagdeflação que enfrentamos hoje. Mas como em todos os posts, reitero que nossa situação é bem mais favorável que a de vários países desenvolvidos ou em desenvolvimento, pelos fatos que abordaremos a seguir.
Segundo dados do IBGE, a nossa economia está em recessão técnica. Recessão técnica ocorre quando durante dois trimestres seguidos há redução no PIB de uma determinada economia. No último trimestre de 2008 a redução do PIB foi de -3,6% e no primeiro trimestre de 2009 -0,8%.
No primeiro trimestre de 2009, conforme postamos em 23/04/09, as empresas produtoras ajustaram estoques devido a queda na demanda e para fazer caixa o que representou queda de 13,5% na produção industrial. Contudo, houve aumento no consumo doméstico de 3,8% em volumes e de 10,15% em receita, sinal que a demanda interna continua aquecida. Fato comprovado, pois o setor de serviços cresceu 0,8% no período. Receio que poucas economias no mundo tenham esses números.
Foram acertadas algumas medidas adotadas pelo governo como redução da taxa selic para estimular o crédito, e redução de IPI para o setor de automóveis e do segmento da “linha branca” ou eletrodomésticos.
Essas ações asseguraram milhares de empregos e reduziram as demissões. E não tenham dúvida, mais importante que elevação da renda da população, no atual momento é mais sustentável para a nossa economia redistribuir renda, criar e assegurar empregos, diminuindo a desigualdade social, possibilitando menor dependência das transações internacionais e fortalecendo a base de nossa economia com o consumo doméstico e com o fortalecimento das empresas.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 4, 2009
As exportações do agronegócio no Brasil em abril de 2009 recuam 4,7% com relação a abril de 2008.
O volume de exportações totalizou US$ 5,483 bilhões e as importações totalizaram US$ 679 milhões, apresentando superávit de US$ 4,804 bilhões. As importações apresentaram queda no volume de negócios de 13,4%.
Os produtos que representaram maiores taxas de crescimento foram:
o complexo soja +12,2%: os subprodutos da soja tiveram forte alta em volume exportado mas queda abrupta de preços;
complexo sucroalcooleiro +21,1%: o açúcar teve aumento de 8,2% nos preços e de 36,7% em volume. Já as exportações de álcool tiveram redução de -13% em volume e de -22% em preço;
animais vivos +14,6%
produtos apícolas +113,7%.
Os produtos que apresentaram decréscimo na exportação foram:
carnes – 11,3%: o volume exportado de carne bovina recuou 4,9% e sofreu queda na cotação de 15,4%, a carne de frango in natura teve aumento na quantidade embarcada de 28,2% e queda de -18,7% na cotação, a carne suína sofreu -28,5% de redução na cotação e aumento de 8,1% na quantidade exportada.
couro e seus produtos – 49,4%
produtos florestais -10,9%
café -12,2%: dificilmente se recuperará no decorrer de 2009, pois a safra 2009/2010 está no ciclo bianual de baixa do café tipo arábica e também devido a seca que assola as regiões produtoras no sul e sudeste.
Abaixo, segue gráfico com a evolução mensal das exportações e importações entre 2008 e 2009.

Fonte: Elaborado pela SRI /MAPA a partir de dados da SECEX / MDIC
Para melhor compreensão dos agronegócios brasileiros, segue abaixo tabela com nossos maiores parceiros comerciais.

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Publicado por fernandofinanças em Junho 3, 2009
O relatório do IBGE divulgado em 01/06/09 aponta que a produção industrial brasileira recuou 14,7% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período de 2008. No acumulado de doze meses, em trajetória descendente desde outubro, o indicador registrou taxa de -3,9% , sua marca mais baixa desde junho de 1996.
Abaixo, segue tabela com resumo dos índices por categorias.

Em comparação com abril de 2008, os seguintes setores apresentaram acentuada redução na produção: veículos automotores -24,8%, máquinas e equipamentos -32,3%, metalurgia básica -27,9%, material eletrônico e equipamentos de comunicações -44,0%.
Ainda analisando a comparação com abril de 2008, o índice da categoria de uso de bens de capital apresentou recuo de -31,7% , influenciados pelos índices negativos da indústria de bens de capital para uso misto -33,9% (resultado da desaleração de investimentos nas áreas de telefonia celular e informática) e bens de capital para transporte -15,4% (resultado da redução da fabricação de caminhões e tratores).
Com relação ao segmento de bens de consumo duráveis, o recuo de -21,6% do índicecom relação a abril de 2008 foi influenciado principalmente pela queda nos volumes dos ítens automóveis -15,6%, eletrodomésticos -16,8%, e telefones celulares -44,9%.
O desempenho do segmento de bens intermediários com relação a abril de 2008 foi influenciado negativamente pela queda na produção da metalurgia básica -27,9%, veículos automotores -33,1%, extrativismo -11,6%, borracha e plástico – 21,2%, e outros produtos químicos -10,0%. Contudo, sofreu influência positiva no desempenho da indústria alimentícia +9,4% (devido ao aumento na produção de açúcar cristal).
O segmento de bens de consumo semi e não duráveis recuou -4,2% influenciado por todos os ítens com exceção dos carburantes que tiveram desempenho positivo de +4,9% com destaque para a elevação na produção de álcool.
A retração de 14,7% na comparação de janeiro a abril de 2009 contra igual período de 2008 é a maior da série histórica e representa um dado generalizado relativo as quatro categorias de uso do capital, de vinte e quatro setores e 63 dos 76 subsetores industriais.
A tabela abaixo representa a curva da produção industrial no acumulado de janeiro de 2007 a abril de 2009.

Contudo, devemos considerar – conforme postamos em 23/04/09 – que o varejo no brasil teve elevação de 3,8% no volume de vendas e 10,15% no total de receitas comparando fevereiro de 2009 com o mesmo mês de 2008. Isso demonstra que o consumo doméstico está aquecido e que boa parte da redução da produção industrial deve-se bem mais a escoamento dos estoques para fazer caixa para as empresas e de desaquecimento da economia global – consequente reflexo nas quedas das exportações conforme post anterior – do que sinais internos de agravamento da crise na indústria brasileira.
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Publicado por fernandofinanças em Maio 25, 2009
Bom pessoal, uma dica para quem quer investir em empregabilidade e se atualizar e aprofundar os conhecimentos na área de Finanças Coorporativas é o MBA da FGV-MRH. Os professores são da FGV mas as aulas serão ministradas aqui em Natal mesmo.
O valor da mensalidade está muito acessível e com certeza trata de um plus na carreira profissional.
Informações com a sra Naide nos telefones (84) 3201-0705 e (84) 3201-0753.
Abaixo, segue resumo do conteúdo programático.
PARTE COMUM
1) Análise Econômico-Financeira
2) Auditoria das Demonstrações Financeiras
3) Contabilidade Avançada
4) Contabilidade Financeira
5) Economia Empresarial
6) Finanças Corporativas
7) Gestão de Custos
8 ) Matemática Financeira
9) Orçamento Empresarial e Fluxo de Caixa
10) Planejamento Tributário
PARTE COMPLEMENTAR
1) Administração de Capital de Giro
2) Análise de Projetos de Investimentos
3) Comunicação Interpessoal
4) Estratégia de Empresas
5) Jogos de Negócios
TÓPICOS ESPECIAIS
1) Controladoria
2) Ética e Responsabilidade Social
3) Gestão de Projetos
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Publicado por fernandofinanças em Maio 6, 2009
Segue abaixo tabela atualizada em 06/05/09 às 08:10 com dados humanos dos desabrigados, desalojados e afetados pelas fortes chuvas no RN.

Fonte: Defesa Civil/RN
O número de afetados é impressionante. O Governo Estadual dispobilizou equipes do corpo de bombeiros, defesa civil, dois helicópteros para auxiliar no socorro e remoção da população.
Contudo, conforme ocorrido nessa mesma época do ano passado, sem aportes proporcionais aos danos sociais e econômicos pelo Governo Federal, a economia do nosso estado acumulará prejuízos que impactará na sobrevida de empresas do agronegócio e empresas salineiras da região do Alto-Oeste que representam parcela significativa do PIB estadual.
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Publicado por fernandofinanças em Maio 5, 2009
Conforme ocorrido em 2008, as fortes chuvas do período castigam o RN e 8 municípios ja enviaram ao governo federal pedido de decretação de estado de emergência. No ano passado, o governo federal prometeu ajuda de R$ 98 milhões mas só repassou R$ 7 milhões.
A Defesa Civil estima que aproximadamente 35 mil habitantes estejam desabrigados, em decorrência das inundações originadas pela sangria de açudes e barragens, bem como do forte aumento no nível dos rios.
As inundações já afetam os agroprodutores e carcinicultores das regiões do Seridó e Alto-Oeste. A previsão da Emater/RN é de perca de 70% da safra 2009.
As atividades agrícolas e de carcinicultura no RN tem forte vocação exportadora via “packing houses”, representando boa parte do resultado das exportações do estado.
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Publicado por fernandofinanças em Abril 24, 2009
O número de desempregados subiu 0,5% em relação a fevereiro/09 e está em 9% da população economicamente ativa. Isso representa a desocupação de 141 mil postos de trabalho. o volume de contratações não foi significativo e representou a contratação para 9 mil postos de trabalho.
Fonte: IBGE
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Publicado por fernandofinanças em Abril 23, 2009
O relatório publicado pelo FMI em 02/04/09 prevê que a economia global vai desacelerar -1,3% em 2009 com relação a 2008. A previsão inicial para 2009 era de crescimento de apenas +0,5% mas com os desdobramentos da crise na Europa e Ásia os números foram revistos.
A crise já desponta como a pior queda da economia global desde a Segunda Guerra Mundial, episódio que arrasou boa parte da Europa e Japão, maiores potências econômicas da época. As perdas financeiras estão orçadas em $ 4,1 trilhões até o fim de 2010.
Para a China, o FMI prevê crescimento de 6,5% em 2009 e de 7,5% em 2010. Para a Índia, as previsões são de 4,5% e 5,6% respectivamente. O apontamento de que os preços ao consumidor caíram 0,2% em 2009 e cairão mais 0,3% em 2010 não expressa toda a realidade atual visto que as exportações do ramo siderúrgico da China para a América Latina está subsidiada pelo governo daquele país, de forma que outros players internacionais como EUA e Brasil, entraram com processos antidumping na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a China que está praticando competição deslelal de preços. As exportação chinesas desse produto cresceram 90% em 2009 e as brasileiras decresceram aproximadamente 40%.
Para o Brasil, o FMI prevê que em 2009 o país terá crescimento negativo de 1,5% devido a queda de cotações de nossas commodities. Para 2010 o crescimento seria de 1,6%.
Um fato importante que precisa ser considerado é que o processo de ajuste de estoques que sinalizaram uma queda de no volume de 13,5% na produção industrial embora tenha tido ocorrido aumento de 3,8% no volume de vendas e de 10,15% na receita (comparando fev/09 com fev/08) é um sinal que a economia doméstica está aquecida. Essa redução no volume de produção, serviu para escoar estoques e fazer caixa, deixando o patrimônio das empresas mais líquido. Portanto, como o consumo doméstico está aquecido e ainda temos alguns meses de isençao de IPI para a indústria automobilística e cuja isenção se extenderá em breve para todo o segmento industrial da ”linha branca” (geladeiras, freezers, máquina de lavar roupas etc) teremos sim forte expansão da atividade industrial já a partir de abril.
O cenário ficará mais favorável se a OMC acatar e impor sanções à China caso ela insista em intervir politicamente em assuntos que são na verdade de regulação das forças do mercado. Além dos produtos siderúrgicos, os produtos têxteis estão invadindo os mercados e pressionando as empresas com concorrência desleal devido aos altos subsídios e baixos custos de produção, visto que a qualidade dos direitos trabalhistas na China ainda é bastante precária.
Bem como, a partir da inversão dos pólos financeiros – originada na atual crise – que tradicionalmente concentravam os investimentos nos países desenvolvidos mas que agora direcionam um volume maior de investimentos nas economias emergentes como o Brasil (prática conhecida como Carry Trade), podemos contar com a confiança do investidor internacional a partir até mesmo do respaldo do presidente dos EUA, Barack Obama, com a injeção de capital em nossa economia. O fato tem gerado altas consistentes nas cotações das ações nacionais. Contudo, a fragilidade da especulação a partir do Carry Trade é que o atrativo é pura e simplesmente o retorno obtido pelas altas taxas de juros em comparação com países desenvolvidos e de estarmos sob os holofotes do mundo financeiro. Mas a partir da publicação do relatório do FMI a possibilidade de ocorrer fuga de investimentos principalmente no curto prazo é considerável.
Não sou tão otimista como a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que projetou crescimento de 2,0% em 2009. Acredito em um crescimento entre 0,5% e 1,0% pois os números de nossas exportações estão em queda exponencial em vários setores como carne, siderúrgia, petróleo, agrícola, e têxtil. E não há mudança no curto prazo na elevação da demanda internacional por esses setores.
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Publicado por fernandofinanças em Março 25, 2009
De longe éramos a nação sentindo menores impactos da crise internacional até mesmo entre os países desenvolvidos. Éramos. Infelizmente as declarações de nosso presidente o Sr Luiz Inácio Lula da Silva não só são inadequadas do ponto de vista econômico mas também do ponto de vista psicológico e político.
Tudo isso devido às declarações de nosso presidente comparando os efeitos da crise como um tsunami nos Estados Unidos e como uma marolinha no Brasil, foram inadequadas e deram corpo a “marolinha”.
Do ponto de vista econômico, não somos um oásis econômico auto-suficiente em meio ao caos global. Como subsistema de um sistema econômico e financeiro global sofreremos com as “sinapses” com o mercado global, seja pelo avanço do protecionismo alfandegário, queda das exportações - oriundas pela queda da demanda global – ou mesmo pela intensidade e duração da crise de outros subsistemas (países) e suas realidades individuais. No nosso caso, estamos com fundamentos econômicos robustos (com boa liquidez e bom caixa nas empresas) e com reserva de recursos para intervir em auxílio a setores mais expostos à crise e ainda investir, que é o caso do PAC.
Do ponto de vista político, essas declarações servem de munição pesada para uma oposição medíocre que têm se baseado unica e exclusivamente nesse fato, mas não tem coragem de repetir, por exemplo, a frase proferida pelo economista Jim O´Neil do Goldman Sachs ao The Wall Street Journal atestando a condição de emergente ao Brasil pela força e robustez com que tem passado por essa crise.
Do ponto de vista psicológico, a “marolinha”, que agora já é uma “onda” com alguns pés, faz cair por terra a confiança no governo do presidente Lula e na condução da política econômica na medida que o emprego industrial recuou 2,4% nos últimos 3 meses e pela primeira vez na série tem saldo negativo em comparação ao mesmo perído do ano passado (-0,1%). O faturamento das indústrias caiu 4,3% em janeiro/09 em comparação a dezembro/08 e 13,4% em comparação ao mesmo mês de 2008.
Todos esses fatores são interdependentes, pois como percebido em todo o globo, a duração e a intensidade da crise vai depender não só de medidas assertivas dos Bancos Centrais de todos os países, mas também de fé e confiança dos povos, das empresas e dos investidores na recuperação do sistema econômico-financeiro.
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