Fernando Finanças

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Posts com Tag ‘commodities’

Em tempos dos créditos de carbono, onde fica a logística reversa de produtos poluentes?

Publicado por fernandofinanças em Setembro 15, 2009

Hoje está sendo muito discutido entre reuinões do G20, na rodada DOHA, nos blocos econômicos e entre empresas, as metas de redução da emissão de carbono na atmosfera que agravam e aceleram o efeito estufa.

O assunto tem progredido de tal forma que as reduções empresarias já são tratadas como valores mobiliários negociados em bolsas de valores e em balcão, onde os clientes compram os créditos de carbono para dessa forma atingirem as metas de redução estipuladas.

Contudo, a preocupação com a poluição da atmosfera é tão importante quanto a poluição do solo, dos mananciais, dos lençóis freáticos e do desmatamento das florestas, principalmente no caso do Brasil e sua tradição em atividades em commodities agrícolas e extrativistas, com menos desenvolvimento do parque industrial de produtos manufaturados e de alta tecnologia, o que empobrece nossa infra-estrutura em processar os componentes poluentes dos produtos que consumimos como pilhas, baterias de celular, pneus etc. Até mesmo produtos básicos como óleo de cozinha, que tem alto poder de contaminção da água – pois um litro de óleo pode contaminar até 25.000 litros de água – não recebem tratamento pois a realidade brasileira de saneamento básico é precária e ainda pior é a realidade do tratamento do esgoto doméstico.

Analisemos o caso da Prefeitura da Cidade de São Paulo que através da lei 13.316/2002 regulamentou no ano passado a responsabilidade pela coleta, destinação final e reutilização de embalagens e pneumáticos por parte de fabricantes e distribuidores desses produtos em 50% no primeiro ano após a validade da lei, 75% no segundo ano e 90% no terceiro ano.

È uma legislação de primeiríssimo mundo que destoa de nossa realidade de coleta de lixo público (qué de responsabilidade do poder público!), de saneamento básico, de cultura da população e da classe empresarial quanto a coleta seletiva e reciclagem.

Abre-se, então, uma brecha para a logística reversa (ou a logística de retorno do mercado para a empresa) e a responsabilidade social das empresas em conscientizar seus consumidores e coletar seus componentes poluidores do meio-ambiente. É a aplicação de uma lei da física traduzida para o ambiente empresarial “Nada se perde. Tudo se transforma.” A iniciativa privada conscientiza seus consumidores e disponibiliza postos de coleta dentro de sua cadeia de negócios. O poder público reforça a comunicação da responsabilidade de todos em destinar corretamente esses produtos poluentes, equipa os veículos de coleta, também disponibiliza postos de coleta, e promove a coleta dos postos até os locais de reciclagem ou destinação final desses produtos.

Seguem abaixo alguns exemplos de oportunidades de negócios com reciclagem de produtos costumeiramente descartados:

óleo de cozinha = sabão em pedra, detergentes, biocombustível;

pilhas e baterias = artefatos cerâmicos e vidros;

tubo de pasta de dente = telhas e materiais diversos na indústria da construção;

pneu = combustível-alternativo, asfalto, solado para calçados, tapetes, pisos;

isopor = tijolo poroso, argamassa, cimento leve.

As ações de responsabilidade ambiental e social tomadas pelas empresas são reconhecidas pelo mercado, que está cada vez mais consciente em consumir produtos de empresas que tenham tais preocupações.

Por outro lado, nos deparamos com novos conceitos e ações de marketing além do pós-venda: o pós-consumo. Esse passo do marketing aumenta a experiência do cliente com a marca e possibilita fixar mais profundamente a marca nas intenções de compra do cliente. E isso é operacionalizado por inúmeras formas de merchandising, promoção de pós-venda, brindes etc etc que atraem e muito mais que satisfazem os clientes. Os encantam.

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PIB cresce 1,9% no segundo semestre de 2009 com relação ao primeiro semestre

Publicado por fernandofinanças em Setembro 14, 2009

O PIB cresceu 1,9% no segundo semestre de 2009 com relação ao primeiro semestre de 2009, está 1,5% negativo em 2009 e 1,3% positivo nos últimos 12 meses. Abaixo segue tabela com resumo dos resultados do PIB:

pib 2009

Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, o crescimento da despesa de consumo das famílias aumentou 2,1% (fruto do pacote de estímulo econômico com a redução de ipi de automóveis, de bens da “linha branca” etc), as exportações cresceram 14,1% e as importações 1,5%.

Comparando o 1° semestre de 2009 com o mesmo de período de 2008, somente o setor de serviços apresentou resultado positivo, com crescimento de 2,4%. A indústria decresceu 7,9% e a agropecuária 4,2%.

Na indústria todas as atividades apresentaram desempenho negativo em comparação com 2008. A indústria de transformação decresceu 10,0%, construção civil -9,5%, eletricidade e gás, água, limpeza e esgoto -4,0%, extrativa mineral -0,8% – com destaque para a retração da extração dos minérios ferrosos em 27,4% e aumento da extração de petróleo e gás em 5,9%.

O quadro abaixo resume as principais atividades e indicadores:

Fonte: IBGE

Fonte: IBGE

Embora a realidade para a indústria seja de reduções de posições de estoques e aumento da capacidade instalada, ainda não há sinais de recuperação econômica nos Estados Unidos e Europa. Contudo, alguns fatores que estão atuando como coadjuvantes estão impactando e mostrarão resultados no curto e médio prazo, a saber:

a) aumento das exportações de suco de laranja para os EUA devido a vitória na OMC – Organização Mundial do Comércio – das práticas de subsídios desleais aos produtores daquele país;

b) aumento das cotas hilton de exportações de carnes bovinas nobres para a Europa e avanço no atendimento das exigências fitossanitárias por parte de mais fazendas, inclusive de pontos mais críticos como a rastreabilidade dos animais;

c) aumento na cotação do petróleo;

d) queda na produção de trigo na Argentina e África;

e) Desestímulo da atividade siderúrgica na China;

f) aumento da demanda doméstica pelo 23° trimestre consecutivo;

g) redução do volume dos estoques;

h) aumento da capacidade produtiva.

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Exportações do RN caem 23,73% em 2009

Publicado por fernandofinanças em Setembro 3, 2009

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MIDC – as exportações do RN caíram 23,73% entre janeiro e julho de 2009 comparando com o mesmo período do ano anterior.

No período supra citado as embarcações em 2008 totalizaram US$ 185.624.098 e em 2009 US$ 141.582.622.

Em 2008, as 40 maiores empresas exportadoras representavam 81,57% dos embarques do RN totalizando US$ 151.405.186 entre janeiro e julho. Já em 2009, no mesmo período citado, as mesmas 40 empresas representaram 95,23% e embarcaram US$ 134.391.247.

Abaixo, segue tabela consolidada por atividade econômica dos resultados das 40 maiores empresas exportadoras do RN:

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Das 40 maiores empresas exportadoras do RN, apenas 11 tiveram resultados positivos na comparação 2009/2008, a saber:

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

A retração na demanda internacional e a perda de competitividade e receitas com o câmbio desfavorável com a valorização do real impactam significativamente nesses resultados.

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Agronegócios em pauta na reunião da OMC

Publicado por fernandofinanças em Julho 1, 2009

Semana passada o Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC) discutiu os entraves do comércio de produtos agropecuários, onde estiveram presentes representantes dos governos de 153 países para tratar de questões sanitárias e fitossanitárias bem como revisar a aplicação das normas para o comércio internacional. Destacaram-se as questões envolvendo o Japão,  Colômbia e México.

Os representantes do governo brasileiro colocaram em pauta a chamada Preocupação Comercial Específica (Specific Trade Concer, em inglês), que reivindicava a aplicação das recomendações do Codex Alimentarus acerca dos Limites Máximos de Resíduos (LMR) de pesticidas, não consideradas pelo governo do Japão na importação do café brasileiro. As autoridades japonesas informaram durante o evento que estão realizando estudos para a adoção de de novo LMR.

Quanto à Colômbia, a pauta discutiu os requisitos sanitários exigidos para a importação de gelatina.

Já com relação ao México, foram reiterados os compromissos e acordado auditorias para auditar empresas exportadoras de carne cozida e não enlatada.

Fonte: Ministério da Agricultura

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IEA corta previsões de demanda global de derivados de petróleo

Publicado por fernandofinanças em Junho 30, 2009

O IEA, International Energy Agency, organismo internacional regulador do mercado de petróleo, cortou expressivamente a previsão de demanda global em reflexo da recessão econômica internacional e declarou forte ameaça de crise nas regiões produtoras.

Esta previsão é 3.3m b/d (três milhoes e trezentos mil barris por dia) inferior a previsão anterior para 2013.

A OPEP espera atender 8% da demanda global. Esse índice é fundamental para a formação de preço internacional do óleo cru. A redução do percentual de participação da OPEP no atendimento à demanda global traz receio ao mercado a exemplo do que ocorreu em 2008, onde a quebra no fornecimento contribuiu para a cotação do barrial a US$ 147 no índice Nymex (EUA). Hoje, 30/06/09, o barril está cotado em US$ 71,30.

A crescente onda de confiança numa recuperação econômica da economia mundial tem influenciado a elevação da cotação do petróleo em quase 100% desde fevereiro deste ano, mas que o ocorre hoje é apenas a redução dos estoques na indústrias, não refletindo nenhum aumento de demanda.

Fonte: Financial Times

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Enquanto isso, com os outros países membros do BRIC

Publicado por fernandofinanças em Junho 24, 2009

Vamos agora comparar a situação do Brasil com relação aos demais países do grupo BRIC (B=Brasil, R=Rússia, I=Índia, C=China)

Rússia

As ações das empresas russas acumulam queda de mais de 20% somente em junho, configurando a Rússia como um dos mercados mais voláteis do mundo. Investidores apontam os problemas estruturais da economia russa como causadores do agravamento da crise, e que causará uma falência significativa de grandes empresas a partir do segundo semestre, visto que a crise ainda não foi mais intensa devido a elevação do preço do petróleo em 2009 em quase 95%. Fato que não deve se sustentar por muito tempo devido à fraca demanda pela commoditie e fortalecimento do dólar. Vários setores importadores já apontam a queda na demanda interna, como, por exemplo, o de carnes – oriundas principalmente do Brasil.

Índia

As ações das empresas indianas despecaram 1,4% puxadas pelas quedas das ações do banco ICICI, pela empresa de tecnologia INFOSYS, e da indútria tabagista ITC Ltda. A queda do índice foi amortizada pela valorização das ações da gigante energética Reliance Industries, e pela exploradora estatal de óleo Natural Gas Corp. A Reliance Industries tem a maior representatividade na formação do índice da bolsa de valores. O índice de confiança na economia nacional está elevado e os investidores expressam confiança nas reformas econômicas feitas pelo governo, o que ocasionou a valorização do índice em 28,3% em maio, maior alta em 17 anos. A reeleição de alguns membros do parlamento, que trabalham em reformas de abertura de capital e fortalecimento das vendas das estatais energéticas e de extração de óleo, trouxe confiança aos investidores.

China

Se arrastam desde 2006 reformas financeiras importantes na China. Contudo, com o advento da crise financeira internacional, essas reformas serão aceleradas durante os próximos três anos. De 2002 até 2008 as exportações chinesas cresciam em média 27% ao ano.  Com a recessão internacional – e principalmente nos EUA, seu principal cliente -, os chineses terão que se adaptar a um crescimento das exportações em torno dos 5% de 2009-2012. Para assegurar um crescimento bruto da produção doméstica em 8%, a China terá que empreender reformas no mercado interno para compensar o que foi perdido nas receitas de exportações. Para tanto, duas ações são primordiais: 1) Desestatizar e não intervir na indústria doméstica, despolitizando-a e possibilitando que as mesmas sejam mais eficazes e competitivas, 2) empreender em larga escala uma reforma financeira que possibilite melhorar a alocação de investimentos, fazendo com que o crescimento da economia decorra de forma mais rentável. Atualmente, para combater a crise da oferta de crédito internacional, a China disponibilizou junto aos grandes bancos nacionais, linhas de crédito voltadas para as pequenas e médias empresas, que sentem mais dificuldades para obtenção de crédito e dar continuidade em programas de crescimento.

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Reação da economia brasileira cap 3: o aumento do emprego formal

Publicado por fernandofinanças em Junho 23, 2009

Conforme divulgado pelo MTE no mês de maio de 2009 o saldo entre contratações e demissões foi positivo em 131.557 vagas em todo o país. Durante todo o ano de 2009 o saldo está positivo em 180.011 e nos últimos 12 meses, positivo em 580.269.

Embora que, das 131.557 vagas, 52.927 vagas criadas em maio foram destinadas a colheita de safra na agropecuária, que se extinguem após o seu término, 44.029 vagas foram criadas no setor de serviços, 17.407 em construção civil e 14.606 no comércio, que tendem a ter uma permanência maior do trabalhador sob contratação formal.

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Reação da economia brasileira cap 1: o avanço das exportações

Publicado por fernandofinanças em Junho 18, 2009

A segunda semana de junho de 2009 traz uma notícia animadora segundo dados do Ministério do Comércio Exterior: a balança comercial nesse período traz um superávit de US$ 737 milhões em apenas 4 dias. O volume de exportações totalizou US$ 2,508 bilhões e as importações um total de US$ 1,771 bilhão.

O acumulado das exportações da primeira quinzena do mês de junho/09 foi de US$ 6,042. Esse total representa 75,8% do volume total exportado em todo o mês de junho/08.

No ano, o acumulado das exportações foi de US$ 61,526 (redução de 22,4% com relação ao mesmo período de 2008). As importações acumularam em 2009 a soma de US$ 50,209 (redução de 28% comparado com o mesmo período de 2008). O saldo da balança comercial até a segunda semana de junho/09 totaliza US$ 11,317 bilhões (aumento de 18,4% com relação ao mesmo período de 2008).

Destaques:

1) semi-manufaturados: açúcar bruto, celulose, couro e peles.

2) básicos: devido à alta das cotações das commodities soja em grão e petróleo, aumento nos embarques de minério de ferro e carne bovina

3) manufaturados: etanol, laminados planos, óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores e geradores.

Comércio exterior é feito com competência pelo setor empresarial nacional, que aproveitou o período de baixa demanda internacional desde o início da crise em setembro/08 e ajustou suas operações para essa nova realidade. Tornou-se mais competitivo internacionalmente. E estamos no caminho certo. O nosso presidente tem feito visitas a países e blocos econômicos importantes para deslanchar acordos comerciais bilaterais, posto que, com o fracasso da rodada doha de regulação comercial global, essa é uma alternativa para atração de divisas externas. Contudo, não nos esqueçamos: temos que desenvolver a economia internamente, fortalecendo a geração de emprego e renda, aumentando o volume de investimentos em infra-estrutura e em educação, fazendo reforma tributária e combatendo a corrupção.

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Exportações do agronegócio em abril/09 recuam 4,7% com relação a abril/08

Publicado por fernandofinanças em Junho 4, 2009

As exportações do agronegócio no Brasil em abril de 2009 recuam 4,7% com relação a abril de 2008.

O volume de exportações totalizou US$ 5,483 bilhões e as importações totalizaram US$ 679 milhões, apresentando superávit de US$ 4,804 bilhões. As importações apresentaram queda no volume de negócios de 13,4%.

Os produtos que representaram maiores taxas de crescimento foram:

o complexo soja +12,2%: os subprodutos da soja tiveram forte alta em volume exportado mas queda abrupta de preços;

complexo sucroalcooleiro +21,1%: o açúcar teve aumento de 8,2% nos preços e de 36,7% em volume. Já as exportações de álcool tiveram redução de -13% em volume e de -22% em preço;

animais vivos +14,6%

produtos apícolas +113,7%.

Os produtos que apresentaram decréscimo na exportação foram:

carnes – 11,3%:  o volume exportado de carne bovina recuou 4,9% e sofreu queda na cotação de 15,4%, a carne de frango in natura teve aumento na quantidade embarcada de 28,2% e queda de -18,7% na cotação, a carne suína sofreu -28,5% de redução na cotação e aumento de 8,1% na quantidade exportada.

couro e seus produtos – 49,4%

produtos florestais -10,9%

café -12,2%: dificilmente se recuperará no decorrer de 2009, pois a safra 2009/2010 está no ciclo bianual de baixa do café tipo arábica e também devido a seca que assola as regiões produtoras no sul e sudeste.

Abaixo, segue gráfico com a evolução mensal das exportações e importações entre 2008 e 2009.

agronegocios 2008-2009

Fonte: Elaborado pela SRI /MAPA a partir de dados da SECEX / MDIC

Para melhor compreensão dos agronegócios brasileiros, segue abaixo tabela com nossos maiores parceiros comerciais.

agronegocios 2008-2009 parceiros

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Retração da economia mundial reflete em queda das exportações brasileiras no primeiro trimestre

Publicado por fernandofinanças em Junho 2, 2009

Conforme postamos em 23/04/09, a retração da economia global e o ajuste de estoques promovido pelas empresas resultaram em queda do volume das exportações brasileiras em 19,4% com relação ao primeiro trimestre do ano passado.

O saldo da balança comercial apontou superávit de US$ 1,8 bilhão em março e saldo de US$ 3 bilhões no trimestre. O valor representa um crescimento de 9,1% com relação ao primeiro trimestre de 2008. Esse crescimento foi devido a queda acentuada das importações: queda de 19,4% no período. Há um fator importante a ser considerado sobre a queda das importações em março de 2008. Nesse mês, os auditores da Receita Federal decretaram greve geral, o que acarretou em paralisação das atividades alfandegárias, acarretando baixa correlação entre os dados.

Se considerarmos os valores acumulados em 12 meses (abril/08 a março/09), as exportações totalizaram US$ 190,4 bilhões e apresentaram um crescimento de 15,2% em relação aos 12 meses anteriores. Se comparados os volumes mensais,  verifica-se uma redução de quase US$ 8 bilhões em relação ao pico de novembro/08. As importações totalizaram US$ 165,4 bilhões e apresentaram um crescimento de 26% em relação aos 12 meses anteriores. Se comparados os volumes mensais,  verifica-se uma redução de quase US$ 7,7 bilhões em relação ao pico de dezembro/08. Se extrairmos percentuais de redução com relação aos picos, o volume de redução das importações foi superior a redução com relação ao pico das exportações: -4,5% e 4% respectivamente.

A exportação de produtos básicos tem mantido sua representatividade no volume total. Os mesmos cresceram 25,6% com relação a março de 2008. Os demais produtos de exportação tiveram queda de volume.

Fonte: Funcex

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Relatório do FMI prevê recessão global profunda e de lenta recuperação

Publicado por fernandofinanças em Abril 23, 2009

O relatório publicado pelo FMI em 02/04/09 prevê que a economia global vai desacelerar -1,3% em 2009 com relação a 2008. A previsão inicial para 2009 era de crescimento de apenas +0,5% mas com os desdobramentos da crise na Europa e Ásia os números foram revistos.

A crise já desponta como a pior queda da economia global desde a Segunda Guerra Mundial, episódio que arrasou boa parte da Europa e Japão, maiores potências econômicas da época. As perdas financeiras estão orçadas em $ 4,1 trilhões até o fim de 2010.

Para a China, o FMI prevê crescimento de 6,5% em 2009 e de 7,5% em 2010. Para a Índia, as previsões são de 4,5% e 5,6% respectivamente. O apontamento de que os preços ao consumidor caíram 0,2% em 2009 e cairão mais 0,3% em 2010 não expressa toda a realidade atual visto que as exportações do ramo siderúrgico da China para a América Latina está subsidiada pelo governo daquele país, de forma que outros players internacionais como EUA e Brasil, entraram com processos antidumping na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a China que está praticando competição deslelal de preços. As exportação chinesas desse produto cresceram 90% em 2009 e as brasileiras decresceram aproximadamente 40%.

Para o Brasil, o FMI prevê que em 2009 o país terá crescimento negativo de 1,5% devido a queda de cotações de nossas commodities. Para 2010 o crescimento seria de 1,6%.

Um fato importante que precisa ser considerado é que o processo de ajuste de estoques que sinalizaram uma queda de no volume de 13,5% na produção industrial embora tenha tido ocorrido aumento de 3,8% no volume de vendas e de 10,15% na receita (comparando  fev/09 com fev/08) é um sinal que a economia doméstica está aquecida. Essa redução no volume de produção, serviu para escoar estoques e fazer caixa, deixando o patrimônio das empresas mais líquido. Portanto, como o consumo doméstico está aquecido e ainda temos alguns meses de isençao de IPI para a indústria automobilística e cuja isenção se extenderá em breve para todo o segmento industrial da ”linha branca” (geladeiras, freezers, máquina de lavar roupas etc) teremos sim forte expansão da atividade industrial já a partir de abril.

O cenário ficará mais favorável se a OMC acatar e impor sanções à China caso ela insista em intervir politicamente em assuntos que são na verdade de regulação das forças do mercado. Além dos produtos siderúrgicos, os produtos têxteis estão invadindo os mercados e pressionando as empresas com concorrência desleal devido aos altos subsídios e baixos custos de produção, visto que a qualidade dos direitos trabalhistas na China ainda é bastante precária.

Bem como, a partir da inversão dos pólos financeiros – originada na atual crise – que tradicionalmente concentravam os investimentos nos países desenvolvidos mas que agora direcionam um volume maior de investimentos nas economias emergentes como o Brasil (prática conhecida como Carry Trade), podemos contar com a confiança do investidor internacional a partir até mesmo do respaldo do presidente dos EUA, Barack Obama, com a injeção de capital em nossa economia. O fato tem gerado altas consistentes nas cotações das ações nacionais. Contudo, a fragilidade da especulação a partir do Carry Trade é que o atrativo é pura e simplesmente o retorno obtido pelas altas taxas de juros em comparação com países desenvolvidos e de estarmos sob os holofotes do mundo financeiro. Mas a partir da publicação do relatório do FMI a possibilidade de ocorrer fuga de investimentos principalmente no curto prazo é considerável.

Não sou tão otimista como a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que projetou crescimento de 2,0% em 2009. Acredito em um crescimento entre 0,5% e 1,0% pois os números de nossas exportações estão em queda exponencial em vários setores como carne, siderúrgia, petróleo, agrícola, e têxtil. E não há mudança no curto prazo na elevação da demanda internacional por esses setores.

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Agronegócios em alta para a próxima década no Brasil

Publicado por fernandofinanças em Novembro 8, 2008

O panorama das commodities agrícolas brasileiras é extremamente favorável ao seu pleno desenvolvimento, elevando a participação das vendas brasileiras no comércio total de commodities agrícolas no comércio mundial. Um estudo da EMBRAPA, IBGE e CONAB compararam o desenvolvimento do setor no Brasil nos últimos 32 anos e apontam para o crescimento da soja em 5,2 milhões de hectares, milho 1,75 milhões de hectares e cana-de-açúcar em 6 milhões de seis milhões de hectares.


A produção de grãos (milho, soja, trigo, arroz e feijão) e carnes (bovina, suína e de frango) deve crescer expressivamente. No primeiro caso, passará de 139,7 milhões de toneladas, em 2007/2008, para 180 milhões, em 2018/2019. As carnes, por sua vez, passarão de 24,6 milhões de toneladas, em 2008, para 37,2 milhões, em 2018. O açúcar tem potencial de crescimento de mais 14,5 milhões de toneladas, o etanol de mais 37 bilhões de litros, e leite 9 bilhões de litros. No período que abrange o estudo, 52% da produção de soja e milho será destinada ao consumo interno. Nas carnes, do aumento previsto na produção de 12,6 milhões de toneladas, 50% deverão ser absorvidos internamente.

As exportações de carne bovina representarão 60,6% do comércio mundial, as de carne suína, 21% e as de carne de frango, 89,7%, tendo como principais mercados a China, Hong Kong e Egito. A soja aumentará sua participação no comércio mundial de 36% para 40%. O óleo de soja de 63% para 73,5%. O milho de 13% para 21,4%. E o açúcar de 58,4% para 74,3%.

Ontem, 06/11/08, os representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Açúcar e Álcool discutiram medidas estruturantes para o setor sucroalcooleiro. Entre os assuntos da pauta, foram debatidos o crédito agroindustrial, o abastecimento de combustível e políticas agrícolas para os fornecedores. Também foram apresentados os resultados dos grupos de trabalhos, criados na reunião anterior, que trataram de regulação e abastecimento, políticas para produtores independentes de cana-de-açúcar, bioeletricidade e questões ambientais.


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