Fernando Finanças

Nosso blog sobre finanças, economia e administração

Posts com Tag ‘bolsa de valores’

Expomoney 2009 circuito São Paulo [2]

Publicado por fernandofinanças em Outubro 1, 2009

Caros companheiros de blog,

venho retificar o post abaixo: a agência estado tem um software excelente e com excelente custo benefício. Recomendado! Vale também considerar as excelentes taxas de corretagem das agências citadas no post abaixo.

Em resumo, a Expomoney é um excelente evento de disseminação de educação financeira. Tem ótimos palestrantes como o Didi (Odair Aguiar da ICAP Brasil) e o Marcello Aventurato da CMA Educacional que com objetividade e simplicidade dissecaram conceitos e estratégias de investimentos. Muito bom.

De todas as considerações que já fiz, ressalto que a ênfase atual de focar somente nas estratégias de análise técnica (gráfica) é muito perigosa, pois os gráficos não refletem fatos macroeconômicos, desempenhos setoriais dentro da economia nacional, desempenho da empresa frente aos seus concorrentes e realidade da empresa em questão. Então, a análise fundamentalista tem que complementar a decisão de investir ou não em um papel.

Reservei tempo para conhecer a Bovespa vendo no seu museu a história dessa importante instituição nacional.

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PIB cresce 1,9% no segundo semestre de 2009 com relação ao primeiro semestre

Publicado por fernandofinanças em Setembro 14, 2009

O PIB cresceu 1,9% no segundo semestre de 2009 com relação ao primeiro semestre de 2009, está 1,5% negativo em 2009 e 1,3% positivo nos últimos 12 meses. Abaixo segue tabela com resumo dos resultados do PIB:

pib 2009

Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, o crescimento da despesa de consumo das famílias aumentou 2,1% (fruto do pacote de estímulo econômico com a redução de ipi de automóveis, de bens da “linha branca” etc), as exportações cresceram 14,1% e as importações 1,5%.

Comparando o 1° semestre de 2009 com o mesmo de período de 2008, somente o setor de serviços apresentou resultado positivo, com crescimento de 2,4%. A indústria decresceu 7,9% e a agropecuária 4,2%.

Na indústria todas as atividades apresentaram desempenho negativo em comparação com 2008. A indústria de transformação decresceu 10,0%, construção civil -9,5%, eletricidade e gás, água, limpeza e esgoto -4,0%, extrativa mineral -0,8% – com destaque para a retração da extração dos minérios ferrosos em 27,4% e aumento da extração de petróleo e gás em 5,9%.

O quadro abaixo resume as principais atividades e indicadores:

Fonte: IBGE

Fonte: IBGE

Embora a realidade para a indústria seja de reduções de posições de estoques e aumento da capacidade instalada, ainda não há sinais de recuperação econômica nos Estados Unidos e Europa. Contudo, alguns fatores que estão atuando como coadjuvantes estão impactando e mostrarão resultados no curto e médio prazo, a saber:

a) aumento das exportações de suco de laranja para os EUA devido a vitória na OMC – Organização Mundial do Comércio – das práticas de subsídios desleais aos produtores daquele país;

b) aumento das cotas hilton de exportações de carnes bovinas nobres para a Europa e avanço no atendimento das exigências fitossanitárias por parte de mais fazendas, inclusive de pontos mais críticos como a rastreabilidade dos animais;

c) aumento na cotação do petróleo;

d) queda na produção de trigo na Argentina e África;

e) Desestímulo da atividade siderúrgica na China;

f) aumento da demanda doméstica pelo 23° trimestre consecutivo;

g) redução do volume dos estoques;

h) aumento da capacidade produtiva.

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Homebroker se destaca na Bovespa em agosto/09

Publicado por fernandofinanças em Setembro 9, 2009

As operações de Homebroker (transações via internet) bateram 6 recordes operacionais em agosto/09

1) recorde em volume total R$ 42,54 bilhões

2) recorde em volume médio diário R$ 2,02 bilhões

3) recorde em quantidade de negócios 4.392.467

4) recorde em média diária de negócios 209.165

5) recorde em participação no volume financeiro 19%

6) recorde em participação no volume de negócios 30,4%

O valor médio por operação foi de R$ 10,72 mil.

Esses dados são frutos da confiança na nossa economia. É o ímpeto de homens e mulheres apostando economias às vezes acumuladas em toda uma vida, gestores de fundos, eu, você… Ajudando as nossas empresas a se capitalizarem, “oxigenando” o mercado!

Contudo, aproveito para criticar e trazer para compor o outro lado da Tribuna da dialética e da construção da informação e do conhecimento as proposições veiculadas em alguns meios de comunicação que a bola da vez é a análise gráfica do comportamento das ações. “Esqueça a análise fundamentalista!”, bradam. É… são esses “profetas” que escrevem livros pós-crise, que após uma notícia bombástica sobre fraudes, problemas judiciais e trabalhistas envolvendo (até recentemente) companhias conceitudas, as suas famosas “blue chips”, ações bastante líquidas e valorizadas despencam, companhias quebram e os profetas do pós-alguma-coisa aparecem e culpam as variáveis do icógnito… Mas não perdem a oportunidade de  vender seus livrinhos…

Como postei em 23/12/08 sobre as ferramentas do my yahoo!, do yahoo! finanças e do excel em 27/11/08 para auxiliar o trabalho do investidor, hoje complemento esse suporte com as ferramentas fantásticas do ipod e iphone da apple. O software “Stocks” desses aparelhos é atualizado pelo Yahoo! a cada 20 minutos com informações de ações do mundo todo! Você pode adicionar suas ações e acompanha-las rapidamente com valorização percentual ou em moeda, e um gráfico que pode ser configurado como cotações do dia, da semana, do mês, de 3 meses, de 6 meses, de 1 ano e de 2 anos. Concilie essas ferramentas gráficas com informações sobre a empresa, do mercado local, nacional, internacional e pondere o retorno em função de um determinado risco e tire suas próprias conclusões.

Ipod da Apple e o software "Stocks"

Ipod da Apple e o software "Stocks"

Hoje, 09/09/2009, em comemoração ao dia do administrador dou os parabéns a todos os administradores que com dinamismo e intelecto são como “maestros” tocando a sinfonia de tambores da produção da vida material de todo o mundo…

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IEA corta previsões de demanda global de derivados de petróleo

Publicado por fernandofinanças em Junho 30, 2009

O IEA, International Energy Agency, organismo internacional regulador do mercado de petróleo, cortou expressivamente a previsão de demanda global em reflexo da recessão econômica internacional e declarou forte ameaça de crise nas regiões produtoras.

Esta previsão é 3.3m b/d (três milhoes e trezentos mil barris por dia) inferior a previsão anterior para 2013.

A OPEP espera atender 8% da demanda global. Esse índice é fundamental para a formação de preço internacional do óleo cru. A redução do percentual de participação da OPEP no atendimento à demanda global traz receio ao mercado a exemplo do que ocorreu em 2008, onde a quebra no fornecimento contribuiu para a cotação do barrial a US$ 147 no índice Nymex (EUA). Hoje, 30/06/09, o barril está cotado em US$ 71,30.

A crescente onda de confiança numa recuperação econômica da economia mundial tem influenciado a elevação da cotação do petróleo em quase 100% desde fevereiro deste ano, mas que o ocorre hoje é apenas a redução dos estoques na indústrias, não refletindo nenhum aumento de demanda.

Fonte: Financial Times

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Enquanto isso, com os outros países membros do BRIC

Publicado por fernandofinanças em Junho 24, 2009

Vamos agora comparar a situação do Brasil com relação aos demais países do grupo BRIC (B=Brasil, R=Rússia, I=Índia, C=China)

Rússia

As ações das empresas russas acumulam queda de mais de 20% somente em junho, configurando a Rússia como um dos mercados mais voláteis do mundo. Investidores apontam os problemas estruturais da economia russa como causadores do agravamento da crise, e que causará uma falência significativa de grandes empresas a partir do segundo semestre, visto que a crise ainda não foi mais intensa devido a elevação do preço do petróleo em 2009 em quase 95%. Fato que não deve se sustentar por muito tempo devido à fraca demanda pela commoditie e fortalecimento do dólar. Vários setores importadores já apontam a queda na demanda interna, como, por exemplo, o de carnes – oriundas principalmente do Brasil.

Índia

As ações das empresas indianas despecaram 1,4% puxadas pelas quedas das ações do banco ICICI, pela empresa de tecnologia INFOSYS, e da indútria tabagista ITC Ltda. A queda do índice foi amortizada pela valorização das ações da gigante energética Reliance Industries, e pela exploradora estatal de óleo Natural Gas Corp. A Reliance Industries tem a maior representatividade na formação do índice da bolsa de valores. O índice de confiança na economia nacional está elevado e os investidores expressam confiança nas reformas econômicas feitas pelo governo, o que ocasionou a valorização do índice em 28,3% em maio, maior alta em 17 anos. A reeleição de alguns membros do parlamento, que trabalham em reformas de abertura de capital e fortalecimento das vendas das estatais energéticas e de extração de óleo, trouxe confiança aos investidores.

China

Se arrastam desde 2006 reformas financeiras importantes na China. Contudo, com o advento da crise financeira internacional, essas reformas serão aceleradas durante os próximos três anos. De 2002 até 2008 as exportações chinesas cresciam em média 27% ao ano.  Com a recessão internacional – e principalmente nos EUA, seu principal cliente -, os chineses terão que se adaptar a um crescimento das exportações em torno dos 5% de 2009-2012. Para assegurar um crescimento bruto da produção doméstica em 8%, a China terá que empreender reformas no mercado interno para compensar o que foi perdido nas receitas de exportações. Para tanto, duas ações são primordiais: 1) Desestatizar e não intervir na indústria doméstica, despolitizando-a e possibilitando que as mesmas sejam mais eficazes e competitivas, 2) empreender em larga escala uma reforma financeira que possibilite melhorar a alocação de investimentos, fazendo com que o crescimento da economia decorra de forma mais rentável. Atualmente, para combater a crise da oferta de crédito internacional, a China disponibilizou junto aos grandes bancos nacionais, linhas de crédito voltadas para as pequenas e médias empresas, que sentem mais dificuldades para obtenção de crédito e dar continuidade em programas de crescimento.

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Relatório do FMI prevê recessão global profunda e de lenta recuperação

Publicado por fernandofinanças em Abril 23, 2009

O relatório publicado pelo FMI em 02/04/09 prevê que a economia global vai desacelerar -1,3% em 2009 com relação a 2008. A previsão inicial para 2009 era de crescimento de apenas +0,5% mas com os desdobramentos da crise na Europa e Ásia os números foram revistos.

A crise já desponta como a pior queda da economia global desde a Segunda Guerra Mundial, episódio que arrasou boa parte da Europa e Japão, maiores potências econômicas da época. As perdas financeiras estão orçadas em $ 4,1 trilhões até o fim de 2010.

Para a China, o FMI prevê crescimento de 6,5% em 2009 e de 7,5% em 2010. Para a Índia, as previsões são de 4,5% e 5,6% respectivamente. O apontamento de que os preços ao consumidor caíram 0,2% em 2009 e cairão mais 0,3% em 2010 não expressa toda a realidade atual visto que as exportações do ramo siderúrgico da China para a América Latina está subsidiada pelo governo daquele país, de forma que outros players internacionais como EUA e Brasil, entraram com processos antidumping na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a China que está praticando competição deslelal de preços. As exportação chinesas desse produto cresceram 90% em 2009 e as brasileiras decresceram aproximadamente 40%.

Para o Brasil, o FMI prevê que em 2009 o país terá crescimento negativo de 1,5% devido a queda de cotações de nossas commodities. Para 2010 o crescimento seria de 1,6%.

Um fato importante que precisa ser considerado é que o processo de ajuste de estoques que sinalizaram uma queda de no volume de 13,5% na produção industrial embora tenha tido ocorrido aumento de 3,8% no volume de vendas e de 10,15% na receita (comparando  fev/09 com fev/08) é um sinal que a economia doméstica está aquecida. Essa redução no volume de produção, serviu para escoar estoques e fazer caixa, deixando o patrimônio das empresas mais líquido. Portanto, como o consumo doméstico está aquecido e ainda temos alguns meses de isençao de IPI para a indústria automobilística e cuja isenção se extenderá em breve para todo o segmento industrial da ”linha branca” (geladeiras, freezers, máquina de lavar roupas etc) teremos sim forte expansão da atividade industrial já a partir de abril.

O cenário ficará mais favorável se a OMC acatar e impor sanções à China caso ela insista em intervir politicamente em assuntos que são na verdade de regulação das forças do mercado. Além dos produtos siderúrgicos, os produtos têxteis estão invadindo os mercados e pressionando as empresas com concorrência desleal devido aos altos subsídios e baixos custos de produção, visto que a qualidade dos direitos trabalhistas na China ainda é bastante precária.

Bem como, a partir da inversão dos pólos financeiros – originada na atual crise – que tradicionalmente concentravam os investimentos nos países desenvolvidos mas que agora direcionam um volume maior de investimentos nas economias emergentes como o Brasil (prática conhecida como Carry Trade), podemos contar com a confiança do investidor internacional a partir até mesmo do respaldo do presidente dos EUA, Barack Obama, com a injeção de capital em nossa economia. O fato tem gerado altas consistentes nas cotações das ações nacionais. Contudo, a fragilidade da especulação a partir do Carry Trade é que o atrativo é pura e simplesmente o retorno obtido pelas altas taxas de juros em comparação com países desenvolvidos e de estarmos sob os holofotes do mundo financeiro. Mas a partir da publicação do relatório do FMI a possibilidade de ocorrer fuga de investimentos principalmente no curto prazo é considerável.

Não sou tão otimista como a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que projetou crescimento de 2,0% em 2009. Acredito em um crescimento entre 0,5% e 1,0% pois os números de nossas exportações estão em queda exponencial em vários setores como carne, siderúrgia, petróleo, agrícola, e têxtil. E não há mudança no curto prazo na elevação da demanda internacional por esses setores.

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Falta de transparência e declarações desastrosas agravam a crise no Brasil

Publicado por fernandofinanças em Março 25, 2009

De longe éramos a nação sentindo menores impactos da crise internacional até mesmo entre os países desenvolvidos. Éramos. Infelizmente as declarações de nosso presidente o Sr Luiz Inácio Lula da Silva não só são inadequadas do ponto de vista econômico mas também do ponto de vista psicológico e político.

Tudo isso devido às declarações de nosso presidente comparando os efeitos da crise como um tsunami nos Estados Unidos e como uma marolinha no Brasil, foram inadequadas e deram corpo a “marolinha”.

Do ponto de vista econômico, não somos um oásis econômico auto-suficiente em meio ao caos global. Como subsistema de um sistema econômico e financeiro global sofreremos com as “sinapses” com o mercado global, seja pelo avanço do protecionismo alfandegário, queda das exportações - oriundas pela queda da demanda global – ou mesmo pela intensidade e duração da crise de outros subsistemas (países) e suas realidades individuais. No nosso caso, estamos com fundamentos econômicos robustos (com boa liquidez e bom caixa nas empresas) e com reserva de recursos para intervir em auxílio a setores mais expostos à crise e ainda investir, que é o caso do PAC.

Do ponto de vista político, essas declarações servem de munição pesada para uma oposição medíocre que têm se baseado unica e exclusivamente nesse fato, mas não tem coragem de repetir, por exemplo, a frase proferida pelo economista Jim O´Neil do Goldman Sachs ao The Wall Street Journal atestando a condição de emergente ao Brasil pela força e robustez com que tem passado por essa crise.

Do ponto de vista psicológico, a “marolinha”, que agora já é uma “onda” com alguns pés, faz cair por terra a confiança no governo do presidente Lula e na condução da política econômica na medida que o emprego industrial recuou 2,4% nos últimos 3 meses e pela primeira vez na série tem saldo negativo em comparação ao mesmo perído do ano passado (-0,1%). O faturamento das indústrias caiu 4,3% em janeiro/09 em comparação a dezembro/08 e 13,4% em comparação ao mesmo mês de 2008.

Todos esses fatores são interdependentes, pois como percebido em todo o globo, a duração e a intensidade da crise vai depender não só de medidas assertivas dos Bancos Centrais de todos os países, mas também de fé e confiança dos povos, das empresas e dos investidores na recuperação do sistema econômico-financeiro.

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my.Yahoo! e Yahoo!Finanças: poderosas ferramentas de análise e acompanhamento para o homebroker

Publicado por fernandofinanças em Dezembro 23, 2008

Bom pessoal, conforme prometido informo as ferramentas de acompanhamento e análise que uso e recomendo para os investidores individuais (homebrokers) e para todo aquele que precisa acompanhar o mercado de ações: o my.Yahoo! e o Yahoo!Finanças.

Por que são tão poderosas essas ferramentas? Porque elas proporcionam rápida análise (em tempo real) de como está se comportando os seus papéis de maior interesse e ainda agrupar por segmentos de atuação, cujo comportamento setorial pode revelar avaliações do mercado que a empresa emissora da ação está inserida e também seu desempenho individualmente.

Primeiramente, você precisa ter uma conta de e-mail no Yahoo! Isso é rápido e fácil de fazer. Além do mais, o Yahoo! possui uma plataforma que eu considero a mais funcional para e-mail bem como uma gama de serviços e de estrutura superiores no tocante a grupos de relacionamento (Yahoo!Grupos), notícias diversas, esportes, música, cinema, entretenimento, etc,  além das ferramentas constantes no título deste post.

Após logar no e-mail, abra uma nova aba e digite no navegador http://my.yahoo.com/. Feito isso, aparecerá o seu perfil padrão no My.Yahoo! Vamos primeiramente configurar o seu perfil no Yahoo!Finanças que este último migrará as informações que desejamos para o My.Yahoo! onde ocorre a análise e o acompanhamento.

Abra outra aba e digite http://br.finance.yahoo.com/. Feito isso, clique no botão editar abaixo dos índices.

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TELA 1: Tela principal do Yahoo!Finanças

A tela que segue  abaixo é tela que armazena os índices que constam na capa do Yahoo!Finanças. Portanto é interessante antes pesquisar qual o nome do registro  do papel, para informar já na tela abaixo, o símbolo do papel. Observem que há nove espaços para os símbolos, que para facilitar no exemplo cito o Dow Jones, Nasdaq, Bovespa, FTSE (Europa), e Nikkei (China).

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TELA 2: Tela de índices ou Tela de cotações principais

Esses são índices principais que irão aparecer na capa do seu Yahoo!Finanças.

Na tela principal do Yahoo!Finanças clique no botão “Meus Investimentos.” Aparecerá, inicialmente, o portifólio 1, padrão do Yahoo!Finanças. Clique, então, em “Criar novo portifólio” . Nomeie o seu portifólio e  insira diretamente no campo “Símbolos” – separando quando houver mais de um com vírgula -, o símbolo da ação pretendida, ou pesquise clicando no botão “(pesquisar símbolo)”.

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TELA 3: Criação de portifólio e inclusão de símbolos das ações, índices etc.

Clique em concluído quando tiver informado todos os símbolos e em “Início” na aba superior á direita, para voltar a tela inicial do Yahoo!Finanças. Crie tantos portifólios e insira a quantidade de símbolos que forem necessários para as suas análises.

Após inserido os símbolos de ações ou índices, se faz necessário confirgurá-lo e dar maiores informações sobre o mesmo. Clique sobre o botão “Meus Investimentos” no menu principal. Selecione o portifólio que contém o símbolo desejado, clicando em “editar”.

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TELA 4: Tela de edição de portifólio.

Após isso, aparecerá a tela abaixo (tela 5) onde clicaremos em “Entre mais informações”. Devemos preencher os campos com os dados de nossas transações de compra: quantidade, preço por ação, data da transação, Com. (comissão), limite inferior, limite superior, observações. Essas informações ficarão disponíveis quando acessarmos o portifólio.

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TELA 5: Tela das informações sobre os símbolos.

Clique em “Concluído” ao terminar. Em seguida clique em “Concluído” para sair da edição de portifólio e retorne ao menu principal.

Para complementar a visualização com informações relevantes para o seu portifólio, você deve posicionar o mouse sobre o botão “Meus Investimentos” no menu principal, clicar sobre o portifólio pretendido, e clicar em “Editar”.

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TELA 6: Tela de edição de portifólio. Obs: o “v” ao lado do 30,72 (em vermelho) do exemplo da cotação da ação da CMIG4.SA indica que a ação caiu abaixo do limite estipulado para perdas e que está na hora de vender conforme orientação constante no campo “Notas”.

Depois, clique no seletor de opções das linhas de 6 – 10 e selecione as informações conforme tela 7 e clique em “Concluído”. Após alguns instantes, as informações adicionadas irão aparecer na tela do portifólio selecionado.

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TELA 7: Tela das informações adicionais sobre símbolos.

Mais opções de visualização de alertas para as cotações podem ser editadas clicando no botão “Meus Investimentos” no menu principal, depois em “Personalizar opções de exibição”. Selecione as cores e formatos que mais se adequem a sua necessidade e preferência.

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TELA 8: Tela de formatação dos valores de cotação de símbolos. Obs: mudei a seleção da exibição de dos limites operacionais para “Intermitente”. Assim, quando a cotação do símbolo estiver abaixo ou acima do limite estipulado, o valor da cotação aparecerá intermitentemente chamando a atenção para a emissão de ordem de venda do papel.

Para inserir símbolos em portifólios já existentes, devemos clicar em “editar” no menu principal (abaixo das cotações principais). Feito isso, note que no lado direito da tela acima temo botão “pesquisa de símbolos”. Clicando nesse botão, teremos acesso a inserir os demais símbolos que representam os papéis de nosso interesse, conforme tela abaixo. Digitamos a empresa ou o símbolo do papel que queremos.

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TELA 9: Pesquisa de símbolos para localizar ações, índices, opções, futuros e fundos.

Em seguida, aparecerá todas as ações listada para a empresa pesquisada. Devemos clicar em “add” para adicionar a ação que pretendemos transferir para o portfólio.

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TELA 10:  Tela com a relação de ações por empresa, de índices, opções, fundos e futuros.

A tela abaixo aparecerá. Devemos marcar a caixa de seleção “Eu quero informar o preço pago, o n° de ações etc para cada símbolo.” Após isso, selecione o portifólio que deva receber o símbolo.

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TELA 11: Tela de confirmação de inclusão do símbolo da ação

Após isso, apertar no botão “adicionar”. A tela de “Adicionar um símbolo ao meu portifólio” (tela 5) aparece, quando devemos preencher os campos com os dados de nossas transações de compra: quantidade, preço por ação, data da transação, Com. (comissão), limite inferior, limite superior, observações, conforme já vimos anteriormente.

Após a configuração do Yahoo!Finanças, clique na aba do My.Yahoo! e confira em tempo real as cotações dos seus papéis.

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TELA 12: My.Yahoo!

Bom, espero que tenham gostado da minha dica e que tenham sucesso nos investimentos.

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Como acompanhar o seu investimentos em ações – revisão 1

Publicado por fernandofinanças em Dezembro 3, 2008

Pessoal, estive ocupado esses dias com uma emergência em um cliente que está atendendo solicitações da Covisa, e portanto não pude postar sobre a poderosa ferramenta que prometi no post passado. Mas atendendo a pedidos de pessoas que entraram em contato comigo para complementar a planilha com análises de posições de “liquidar” ou “vender” o papel, estou postando hoje sobre o incremento de cálculos de “stop loss” e “atingimento de meta” para o papel.

Essas duas ferramentas são bastante subjetivas e refletem o perfil e o objetivo de investimento de cada um para o papel selecionado. Contudo, nesses dias de grandes oscilações os investimentos em curto prazo são os mais procurados e, como disse em post anterior, deve-se sempre manter a devida cautela com a análise da DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) que é publicada anualmente de acordo com a Lei das Sociedades por Ações.

Vamos voltar ao exemplo anterior. Nesse caso, temos que incluir duas colunas (Inserir -> Colunas) após a coluna da célula “Invest.” Vamos nomeá-las “Liquidar” e “Vender” conforme figura abaixo. Em seguida, estipulamos um percentual para que que a planilha informe a posição de liquidar papel assim que o valor da ação na célula D2 atinja uma cotação de um determinado valor, resultado  da cotação vezes esse percentual, que no exemplo abaixo é de -20% (D2*0,8). Da mesma forma, estipulamos um percentual para que que a planilha informe a posição de ”vender o papel” assim que o valor da ação na célula D2 atinja uma cotação de um determinado valor, resultado da cotação x esse percentual, que no exemplo abaixo é de +20% (D2*1,2).

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Feito isso, devemos inserir uma coluna após a coluna “rendimento” e nomeá-la como “controle”. Construímos então uma condição se para que se o valor da ação em “Ult Cotação” for menor que o estipulado de stop loss em “liquidar” a célula escreva a recomendação de LIQUIDAR PAPEL. Da mesma forma, se o valor da ação ultrapassar o valor da ação em “Ult Cotação” a célula escreva VENDER PAPEL. Enquanto as cotações diárias estiverem oscilando entre esses dois patamares e nenhuma outra informação ou evento estiver relacionado com a empresa ou com o mercado impactar no valor da ação, podemos trabalhar a oscilação como movimento de compra e venda diário, e pode-se determinar a venda do papel caso haja um período maior de estagnação da cotação.

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Como acompanhar o seu investimento em ações

Publicado por fernandofinanças em Novembro 27, 2008

Durante essa semana, postarei alguns artigos específicos para investidores individuais (homebrokers) que necessitam de analisar rápida e facilmente o rendimento de seus papéis.

Hoje, dou um exemplo em excel que uso para analisar os rendimentos de meus investimentos.

Na planilha abaixo informo o papel, o número de ações compradas e o valor que comprei a ação.

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Em seguida, crio espaços com datas e informo os fechamentos do papel. Nomeio clicando no localizador de células (circulado em vermelho) os valores da cotação com o nome CONTARA2 (referência ao nome do papel que se localiza na célula A2). 

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Após terminado, crio as seguintes fórmulas que me permitem analisar o rendimento do papel automaticamente.

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Pronto, a planilha calcula automaticamente a quantas anda o rendimento do seu papel. No exemplo acima, a fórmula “cont.valores” encontra no espaço selecionado CONTARA2 quantas células estão preenchidas. Já a fórmula “índice”, localiza pelo número de células preenchidas pela fórmula “cont.valores” qual a última cotação informada. O resultado da análise do rendimento do papel aparece na célula F2 na coluna “VALORIZAÇÃO”.

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Quinta, 04/12/08, postarei sobre um poderosíssima ferramenta para análise de cenários de investimentos para ajudar o trabalho dos homebrokes.

 

Até lá.

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Cosan lança $ 500 milhões em notas promissórias no mercado

Publicado por fernandofinanças em Novembro 7, 2008

A COSAN, gigante nacional do setor de açúcar e álcool, lançou dia 30/10/08 $ 500 milhões de dólares em notas promissórias com colocação e distribuicao publica, sob o regime de garantia firme, administrada e operacionalizada pela CETIP S.A. – Balcao Organizado de Ativos e Derivativos (“CETIP”), sendo a
distribuicao liquidada na CETIPcom rentabilidade de 120% e resgate em 360 dias.

As notas promissórias são instrumentos mais baratos e ágeis para a captação de recursos no mercado, bem como, quando bem selecionados, são excelentes opções de investimento, com rentabilidade e retorno a curto prazo bastante atrativo.

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Relatórios financeiros: a diferença entre a falência e a sobrevida das empresas

Publicado por fernandofinanças em Outubro 30, 2008

A devida análise dos relatórios financeiros é fundamental para a boa gestão empresarial. E boa parte da falta de familiaridade desses relatórios deve-se a não disponibilidade dos mesmos pelas pequenas empresas. Muitas vezes por não possuir departamento de contabilidade próprio, geralmente os escritórios ou não emitem ou não estimulam o acompanhamento dos índices junto aos gestores das empresas. Acaba-se por fazer controles paralelos e quando ainda os fazem: o termômetro mesmo é o saldo da conta corrente.

Escuto com muita freqüência no início de cada consultoria“Fernando, temos que reduzir os custos”. Mas quando os números aparecem o espanto é generalizado. Os empresários não sabem o quanto que gastam com cada conta contábil.

O conceito ABC de custos, a DRE, o Balanço Patrimonial e dos índices de endividamento, lucratividade, da atividade e de liquidez deveriam ser a pauta da reunião todo 1° dia útil de cada mês. Os dados num bojo de análises cross-sectional (em comparação com o segmento da empresa) e série-temporal (da própria empresa ao longo do tempo) são primordiais para planos de reduções de custos e de investimentos, dando sobrevida e prosperidade para o empreendimento.

Mas esse desconhecimento nem sempre é exclusividade dos pequenos empreendedores. Grande parte das perdas financeiras dos investidores deve-se a falta de familiaridade com esse tipo de análise e de falta de transparência e de reais boas práticas na governança coorporativa de algumas SA que apresentaram perdas em operações com derivativos de posições vendidas em dólar, contratos de “target forward”, e contratos de pré-pagamentos de exportação, como foram os casos das empresas Sadia, Aracruz e Vicunha. A simples análise desses relatórios indicariam a alta exposição a riscos extremos em que os dirigentes dessas companhias estavam apostando suas “fichas”.

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Crise = pechinchas na bolsa!

Publicado por fernandofinanças em Outubro 29, 2008

O IBovespa oscilando próximo aos 33.000 pontos acaba sendo atraente e barato para os investidores mais atentos aos índices das empresas.

Controversos na literatura financeira, os autores Robert Kiyosaki (Pai Rico e Pai Pobre) e Max Gunther (Os Axiomas de Zurique) enfatizam que o mito de diversificar para reduzir riscos é o mesmo que apostar no empate (uns papéis ganham e outros perdem) mas que em tempos de crise como a que estamos vivendo, os investimentos diversificados em índices, carteiras, multimercado, hedge, foram na verdade os que apresentaram os piores resultados. Os autores recomendam “uma cesta” em um número de investimentos que permitam acompanhamento de perto com pesquisas no mercado nacional e internacional, possibilitando pleno conhecimento dos riscos e oportunidades dos mesmos. Com um número elevado de investimentos, esse acompanhamento fica complicado, demandando muito tempo em análises e pesquisas. Já com a diversificação em fundos, carteiras e índices, o risco e o retorno ficam por conta dos gestores e/ou da sorte do balanço entre os papéis na auferição do desempenho.

Portanto, analise bem quais os seus objetivos de investimento. Acompanhe de perto o mercado no qual eles estão inseridos e tenha pulso firme para saber o momento de investir ou liquidar os mesmos.

No cenário atual, os papéis que representam os fundamentos econômicos de nosso país estão quase totalmente no setor de commodities – petróleo e siderurgia. As ações da Petrobrás e da Vale estão amargando fortes perdas em suas cotações, refletindo o medo e as turbulências no cenário econômico mundial frente a recessão eminente. A desaceleração econômica global está minando os investimentos e consumo e o aperto no crédito força os investidores a liquidar posições e retornar o capital para assegurar liquidez na fonte. Portanto, para os investidores nesses papéis, recomenda-se calma e visão de longo prazo (acima de dez anos) para obter os frutos que esses papéis certamente darão, tendo em vista a solidez dessas companhias.

Contudo, há de se considerar o custo de oportunidade na continuidade em papéis com prazos tão elevados de retorno. Investimentos atraentes surgem em crises como a atual e basta se debruçar sobre esse mundo de oportunidades para aproveitar seus dividendos em prazos mais curtos:

1º) Papéis de renda fixa: com rentabilidade indexada à inflação, dará rentabilidade atrativa de 10% ou mais e ainda somar o IPCA.

2º) Biocombustíveis: com apresentação de resultados negativos nos EUA do etanol a base de milho, proposta de redução na produção de petróleo a partir de dezembro/08 para provocar aumento de preços deliberados na última reunião da OPEP semana passada em meio a um cenário recessivo global, tenderá a favorecer a produção e consumo dos bioscombustíveis. O mercado nacional está se desenvolvendo e empresas estrangeiras – como a anglo-suíça Syngenta – estão aportando com investimentos no setor. Essas empresas se valorizarão rapidamente, mas que se a produção tiver que ser exportada, o preço para o mercado nacional se elevará consideravelmente.

3º) Papéis com média liquidez (facilidade de conversão em dinheiro). Investimentos de curto prazo (um mês), pois há vários fatores circundando os papéis.

PAPEL DE JAN/08 A SET/08 28/out
NOSSA CAIXA ON 75,66% 3,44%
ELTROBRAS ON 20,19% 6,54%
HAGA S/A PN 413,33% 2,85%

*Por ordem descendente de liquidez.

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Reunião da OPEP antecipada para reverter crise do petróleo

Publicado por fernandofinanças em Outubro 22, 2008

A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) antecipou a reunião que estava marcada para novembro/08 para ainda em outubro/08 onde irão decidir por uma redução de petróleo de aproximadamente 1 milhão de barris por dia para forçar uma valorização da commoditie no mercado global.

Mohammad Ali Khatibi, representante iraniano da OPEP, argumenta que a decisão acompanhará também a redução do consumo global de petróleo que foi de 2 milhões de barris por dia.

O fato é que a retomada da valorização do barril no mercado de contratos futuros da commoditie irá reduzir a margem de lucro obtida com a queda do barril e a alta do dólar, o que propiciou resultados de lucros voluptuosos até agora. Além do mais, teremos um cenário de desaceleração econômica global, desemprego crescente (a Organização Internacional do Trabalho aponta que a crise financeira atual acarretará no acréscimo de 20 milhões de desempregados no mundo), onde os aumentos de preços não serão bem vindos, o que acarretará redução no consumo de petróleo e derivados e problemas para as empresas do setor. Ademais, a estabilização do crédito no sistema financeiro internacional irá reduzir a valorização do dólar frente a outras moedas (principalmente pelo retorno da confiança dos investidores nos papéis fora dos EUA) o que prejudicará ainda mais a lucratividade global das empresas.

Esse cenário favorecerá o mercado de biocombustíveis quando a disponibilidade de crédito se estabilizar, os investimentos forem retomados e a competitividade do preço frente ao petróleo se instaurar.

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Fim do modelo de crescimento econômico da China

Publicado por fernandofinanças em Setembro 30, 2008

A maior crise financeira desde a Grande Depressão de 1930 provavelmente causará muitos anos de enfraquecimento do modelo de crescimento econômico da China a partir das exportações.

Diante da fracasso do plano de resgate de Wall Street pela Câmara dos Estados Unidos, não há ainda outra alternativa para solução da crise de crédito, o que causará recessão na economia global sem precedentes e difícil de prever quando irá acabar e quais as sequelas globais que irá deixar.

Para o continente asiático, uma grave consequencia da crise já é inegável. Com a iminente recessão americana, a queda do consumo enfraquecerá as exportações da Ásia para aquele país.

A crise da queda na demanda dos Estados Unidos para o continente asiático é um problema urgente, visto que o mercado bursátil da China está se descapitalizando rápido demais e com a já prevista diminuição nas taxas de crescimento econômico, o consumo de produtos como commodities, minerais e agrícolas oriundos de outras partes do mundo também vão cair, bem como as contas da balança comercial entre esses países e a China.

A bolsa de Xangai acumula uma perda de 64% de 16/07/07 até agora. A dependência da Ásia pela necessidade de equilíbrio dos mercados internacionais para absorção de suas exportações não dá muito dinamismo à sua economia para consumo interno e afeta sobremaneira o desenvolvimento econômico da região.

A iminente crise da Ásia é vista por muitos especialistas como mais destrutiva que a crise do subprime americana, devido à intricada interdependência das balanças comerciais dos países com a China, principalmente.

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Dow Jones em queda recorde

Publicado por fernandofinanças em Setembro 29, 2008

Dow Jones Industrial despencou no fechamento de hoje -6,98% com a média de suas ações “blue chip” (ações com muita liquidez, que são negociadas constantemente no mercado) caindo depois do anúncio que inesperadamente o Congresso dos Estados Unidos rejeitou o pacote de US$ 700 bilhões, visto pelo mercado como essencial para dissipar uma crise financeira global.

A votação foi de 228 votos contra o pacote e 205 a favor.

Foi a maior queda em um dia desde outubro de 1987.

A bolsa de valores Nasdaq, do mercado de tecnologia, teve seu pior dia desde abril de 2000, quando estourou a bolha da Internet, e fechou em baixa de -9,14%

Imediatamente, o fracasso do pacote financeiro fará novas vítimas como a Wachovia Corp, e os bancos europeus.

Fonte: Reuters

Quando a discussão entra no campo político-partidário em detrimento do técnico e racional, percebemos que nós brasileiros não temos exclusividade nas posições e posturas mesquinhas e irracionais. Às vésperas das eleições nos EUA, os políticos receiam em tomar medidas drásticas e prejudicar suas votações no próximo ano, visto que, pesquisas apontam que os americanos não estão entendendo claramente essa crise e não estão favoráveis que a conta seja paga com o dinheiro do contribuinte. Essa crise, não tenham dúvida, é uma crise do capital global sim, mas que se originou e foi alimentada pelos gestores de instituições financeiras dos Estados Unidos. Onde analistas de mercado receberam ordens para ignorar os avisos de risco dos softwares alertando sobre o fator exponencial do risco do subprime quando das operações com derivativos de derivativos. Eles não devem salvar o mundo. Devem consertar o erro que cometeram.

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Brasil, o paraíso do Carry Trade

Publicado por fernandofinanças em Setembro 28, 2008

Economia robusta, fundamentos fortes, a taxa de juros mais elevada do planeta, indicação para investimento pelas agências de rating (risco) internacionais: insumos propícios para as operações de Carry Trade.

Carry Trade são as operações de empréstimos em países com baixas taxas de juros como Japão e Suíça, e aplicação em países com taxas de juros mais elevados como Brasil, onde a diferença é a remuneração do investidor.

A vulnerabilidade das flutuações cambiais e de risco internacionais fazem com que os investidores resgatem essas aplicações. Essa fragilidade da fixação do capital, pelo caráter especulativo da operação, deixam os mercados receptores com o ônus do maior risco: o da fuga repentina do capital como a ocorrida somente nos 10 primeiros dias do mês de agosto na Bovespa de R$ 1,6 bilhão.

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Crise do mercado de subprime americano: origens, reflexos e oportunidades.

Publicado por fernandofinanças em Setembro 20, 2008

A crise do mercado de subprime (ou alto risco) americano originou-se na expansão do crédito para pessoas de menor poder aquisitivo dos EUA, principalmente no setor imobiliário. As hipotecas dos imóveis dos consumidores de crédito eram securitizadas e renegociadas ou dadas em garantia em negociações entre a instituição que cedia o crédito com outras instituições. Esse título, ou seja, esse derivativo acabou originando um derivativo dele mesmo. A transferência do risco acaba gerando um efeito dominó exponencial, pois a transferência do risco entre os players do mercado acaba comprometendo a liquidez de vários personagens ao mesmo tempo. Quando a inadimplência eclodiu, as seguradoras e os bancos se viram diante de uma bolha financeira, pois os derivativos, de alto risco, não se liquidaram. E instituições históricas e grandiosas faliram em poucos meses e semanas.

Essa crise no sofisticado mercado financeiro de subprimes, ou derivativos de derivativos, afeta o mercado global de maneira diferente, de acordo com o envolvimento – ou não – dos outros players na cadeia. Para o governo dos Estados Unidos, resta amargar com o desembolso de 1 trilhão de dólares para resgatar os sobreviventes da crise, com a expectativa de curto e médio prazo (provavelmente até meados do segundo semestre de 2009) de recessão. A retomada do crescimento do PIB, reconstrução do Fundo Soberano Americano, retorno de investimentos e financiamentos mais volumosos no mercado o país deve ocorrer de forma mais significante na virada de 2009 para 2010.

Para os demais players, como o grupo de países emergentes BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – o impacto da crise foi sentida pela falta de crédito disponível junto aos fornecedores americanos e pela recessão global, e não pela fragilidade dos fundamentos econômicos destes países. Segue abaixo os principais reflexos da crise no grupo BRIC:

Brasil

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: Contratos efetivados pelo governo federal elevando os gastos públicos em 13,1% para 2009. O cálculo, segundo o economista-chefe da corretora Conveção, Fernando Montero, é feito da seguinte maneira: considerando que a previsão pessimista do governo do aumento no PIB é de 3,5% multiplica-se esse valor por dois (reflexo no aumento da arrecadação) soma-se com o IPCA de 2009 de 5,5% = 12,5%, próximo dos 13,1% do cálculo do aumento das despesas, mas já com déficit nas contas públicas de 0,6% do PIB / fuga dos investidores internacionais que repatriam suas divisas para os mercados de origem para assegurar liquidez e diminuir riscos o que gera escassez de crédito, que impactará nos investimentos que aportarão no curto e médio prazo (devendo refletir num PIB real menor em 2009, o que aumentará ainda mais o déficit público) / dólar em alta / commodities em baixa / inflação com viés de alta / aumento dos juros / cenário até favorável a exportação, mas com a economia global em recessão, não haverá demanda.

Rússia

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: O governo russo põe à prova a economia do país forçando a paralisação das duas principais bolsas de valores, a MICEX e RTS, para frear a queda dos índices que são os piores desde a crise russa de 1998 / a cotação do preço do petróleo russo caiu 40% com relação a setembro de 2007 (embora boa parte dessa queda se deva à fuga de investimentos após a invasão à Geórgia) / o ministro das finanças russo promete US$ 60 bilhões para ajudar bancos locais.

Índia

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: O pânico do sistema financeiro global chega às bolsas de valores indianas (fechamento negativo 5% em 18/09/08) / a HINDUSTAN PETROLEUM vende o barril de petróleo a menos de US$ 92,00 em 16/09/08 / as ações de empresas indianas que lideram o mercado de softwares caíram drasticamente em 12/09/08 devido ao temor da valorização do dólar frente ao euro possa afetar o crescimento dos rendimentos na exportação desses produtos / a seguradora americana AIG Inc – que precisou de US$ 85 bilhões de dólares emprestados do governo dos EUA para não falir – possui duas joint-ventures com o conglomerado indiando TATA, o que gera expectativas sobre possíveis desvalorizações das ações quando e se houver descapitalização do grupo TATA.

China:

Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: Ações caem e os investidores estão preocupados com as repercussões da falência da Lehman Brothers e o escândalo do leite contaminado com produtos químicos / os investidores chineses não recuperaram a confiança mesmo depois que o governo americano resgatou o AIG com US$ 85 bilhões, o que ajudou a levantar os mercados no Japão e na Coréia do Sul / o índice das ações do continente asiático foram negociadas em Hong Kong abaixo 6,2%, menor índice desde março de 2007 / o governo selecionou ações das principais empresas daquele país e designou a criação de uma agência governamental para acompanhar e comprar essas ações caso suas cotações despenquem / a venda de automóveis na china teve o pior desempenho em dois anos devido ao aumento no preço dos combustíveis e da queda da demanda no mercado / a maior refinaria da Ásia que é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, a SINOPEC CORP, vai reduzir o volume de refino e de importação de óleo cru em 10% para baixar os volumes de seu estoque / a maior produtora de níquel da China, a Jinchuan Group ltd, vai reduzir produção em 10 mil toneladas por ano, para equiparar-se a fraca demanda mundial.

Como se pôde observar, os impactos no grupo BRIC se deu na ausência de oferta de crédito para continuidade dos projetos de expansão econômica dos países, e pela recessão global, o que ocasionou resgates dos investimentos por receio de mais quebras e/ou para recuperar liquidez dos investidores.

A tendência no curto prazo deve ser uma visão mais simplista e cautelosa para investimentos. A volta da rentabilidade dos papéis agrícolas, os investimentos a auferir com biomassa e até mesmo imóveis (com perspectivas de médio a longo prazo) podem ser bastante lucrativas nesse momento de baixos índices. Com essas considerações, a recessão global até 2009 ocasionará:

a) menos consumo de derivados de petróleo (aumento dos estoques e queda das ações);

b) os recursos escassos dos consumidores podem elevar a demanda do combustível oriundo de biomassa como álcool, geralmente mais baratos que os derivados de petróleo;

c) a tendência de repatriar investimentos em outros países deve oxigenar as economias nacionais com divisas, elevando o consumo de alimentos e, conseqüentemente, as ações dessas empresas;

d) os setores infra-estruturais como energia, construção civil, telecomunicações, transportes, terão que se superar para tornar suas operações mais rentáveis sem ou com pouco crédito. O que elevará as ações de algumas empresas desses segmentos.

Por fim, do entendimento da crise do subprime americano, façamos como Wu Xiaoling, ex-representante do Banco Central Chinês, que desperta para a necessidade de mecanismos regulatórios atuantes para o mercado e que as atividades sofisticadas com derivativos de derivativos devem ser evitadas. Realmente, a tão aclamada auto-regulação do mercado não existe!!! O mercado é falho. Soros sempre teve razão.

Fontes: Reuters e ValorEconômico

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Resgate do AIG Inc.

Publicado por fernandofinanças em Setembro 17, 2008

O governo americano emprestou a partir de recursos publicos US$ 85 bilhões para o AIG Inc para resgatar o banco da falência. Desde o início da crise, o governo dos EUA já desembolsou US$ 900 bilhões para evitar um colapso no sistema financeiro: US$ 29 bilhões para financiar a compra do Bear Stearns para o JPMorgan, US$ 100 bilhões para resgatar o Fannie Mae e o Freddie Mac, US$ 300 bilhões para o Federal Housing Authority, US$ 85 para o AIG e o restante para demais resgates e empréstimos a outras instituições.

Fonte: Reuters

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Mais capítulos da crise do subprime dos EUA

Publicado por fernandofinanças em Setembro 16, 2008

O sistema financeiro Americano foi sacudido esse domingo. Esse que foi considerado o mais tumultuado fim de semana da história da bolsa de valores de Wall Street, onde o quarto maior banco de investimentos dos EUA, o Lehman Brothers Holdings Inc com 158 anos de mercado pediu concordata, e o também banco de investimentos, Merril Lynch & Co., aceitou a proposta de compra do Bank of America Corp. Enquanto isso, o American International Group Inc clama por ajuda pois estava com liquidez negativa de US$ 14,5 bilhões para cumprir com suas obrigações junto aos credores.

O governo dos EUA que resgatou Fannie Mae e Freddie Mac – ambas do setor de hipotecas – na semana passada, jogou duro com a Lehman Brothers e retirou qualquer possibilidade de ajuda a seus compradores, Barclays PLC e Bank of America. Esse último inclusive já emitiu proposta de compra pelo Merrill Lynch – a maior corretora de varejo americana – a US$ 29,00 por ação ou US$ 44 bilhões. Executivos do Lehman estão esperançosos em vende-lo para a Barclays PLC ou pedir concordata, pois a recusa de intervenção governamental deve-se a proteção do mercado americano, para que o Lehman não arraste as demais empresas para a falência junto com ele.

O AIG Inc um dos bancos líderes mundias em seguros e serviços financeiros teve queda de 61% no valor das suas ações ontem (15/09/08) solicitou ajuda ao FED (Banco Central Americano) de US$ 14,5 bilhões mas está tentando um empréstimo entre US$ 70 a US$ 75 bilhões com Goldman Sachs Group Inc. and JPMorgan Chase & Co. para reposição de caixa do AIG.

Fonte: Wall Street Journal

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