Publicado por fernandofinanças em Dezembro 17, 2009
O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de de Exportações – instalado em 06/05/09 - aprovou em 08/12/09 as primeiras ZPE´s do país que estão localizadas no município de Assú/RN e Jaboatão dos Guararapes/PE. As ZPE´s ainda precisam ser alfandegadas pela Receita Federal e receber decreto presidencial para entrar em funcionamento.
A ZPE de Assú deverá iniciar suas atividades em 21 meses e os custos com infra-estrutura estão orçados em R$ 18 milhões. A região que abrange uma área de mil hectares, está situada ao lado da BR 304 e já conta com água tratada e encanada, cabeamento ótico, energia, sinal de celular e internet e tem como potencialidade econômica a produção de hortifrutigranjeiros, beneficiamento de alimentos, frutos do mar, produtos químicos, sal e recursos minerais e também contará com modal ferroviário para as atividades logísticas a partir do orçamento previsto pra região.
A ZPE de Jaboatão dos Guararapes/PE compreende a área de 200 hectares dentro do Complexo Portuário do porto de Suape. A área já possui 70% de urbanização e o orçamento da instalação da ZPE está na ordem de R$ 10,8 milhões a ser concluído em 21 meses também. Uma empreiteira aposta em uma Participação Público-Privada – PPP – e se comprometeu a aportar R$ 10 milhões e o governo de Pernambuco mais R$ 4 milhões no projeto.Os estudos de viabilidade econômica do conselho apontam maior potencial econômico para as atividades de indústrias agropecuárias e de transformação, bem como informa o crecimento de interesse na área pelas indústrias de petróleo e gás, tecnologia e naval.
“As ZPE são áreas delimitadas, nas quais empresas que produzem bens exportáveis recebem incentivos tributários e administrativos. A suspensão de tributos é concedida na compra de bens e serviços do mercado interno – Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Cofins e PIS/ PASEP – e na importação, quando, a suspensão fiscal será aplicada sobre o Imposto de Importação, IPI, Cofins, PIS/PASEP e Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).
Dentre os incentivos administrativos estão a dispensa de licença ou de autorização de órgãos federais – com exceção dos controles de ordem sanitária, de interesse da segurança nacional e de proteção do meio ambiente –, além de mais agilidade nas operações aduaneiras. O prazo de vigência dos incentivos previstos para uma empresa em ZPE é de até 20 anos, prorrogável por igual período.”
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
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Publicado por fernandofinanças em Dezembro 16, 2009
Embora a safra de cana-de-açúcar tenha crescido 7% (esperava-se 14% mas as fortes chuvas na região sudeste aonde se concentram as maiores plantações atrasaram a colheita) representando 621,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, a produção de etanol fechará o ano com queda de 3,1%, representando 25,9 bilhões de litros. O ministro da agricultura Reinhold Stephanes garantiu abastacer o mercado durante a passagem de safra.
Fonte: Ministério da Agricultura
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 8, 2009
Pessoal, complementando o objetivo do blog que é debater, disseminar informação etc., gostaria de compartilhar uma experiência excepcional que tive em SP. No domingo, ao me preparar para retornar para Natal fui almoçar num restaurante que abriu a pouco tempo (menos de 60 dias) mas que estava sendo bem comentando. O nome do restaurante é D´Olivino endereço R Haddock Lobo, 1159 – Cerqueira César São Paulo-SP.
Pessoal, pedi um prato de frutos do mar (Mare i Monte) e asseguro que foi a melhor refeição que já fiz em minha vida. Os proprietários, dois jovens empreendedores, com um alto padrão de atendimento ao cliente, formou uma equipe de trabalho espetacular que me impressionou pela qualidade do atendimento.
Recomendado.
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 1, 2009
Caros companheiros de blog,
venho retificar o post abaixo: a agência estado tem um software excelente e com excelente custo benefício. Recomendado! Vale também considerar as excelentes taxas de corretagem das agências citadas no post abaixo.
Em resumo, a Expomoney é um excelente evento de disseminação de educação financeira. Tem ótimos palestrantes como o Didi (Odair Aguiar da ICAP Brasil) e o Marcello Aventurato da CMA Educacional que com objetividade e simplicidade dissecaram conceitos e estratégias de investimentos. Muito bom.
De todas as considerações que já fiz, ressalto que a ênfase atual de focar somente nas estratégias de análise técnica (gráfica) é muito perigosa, pois os gráficos não refletem fatos macroeconômicos, desempenhos setoriais dentro da economia nacional, desempenho da empresa frente aos seus concorrentes e realidade da empresa em questão. Então, a análise fundamentalista tem que complementar a decisão de investir ou não em um papel.
Reservei tempo para conhecer a Bovespa vendo no seu museu a história dessa importante instituição nacional.

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Publicado por fernandofinanças em Setembro 18, 2009
Pessoal estou na Expomoney – SP garimpando novidades, técnicas e conhecimentos para socializar aqui no nosso blog.
Ontem assisti a palestra do Robert Kyosaki, escritor do livro Pai Rico Pai Pobre. Sempre achei o livro um manual de catequese que deveria ser dado para as crianças (mas não só para elas também) para formação de pessoas financeiramente maduras. Muito bom. Só achei estranho ele dizer que o mundo vai sofrer de uma escassez de prata e que, por isso, ela irá se valorizar mas ele acaba de vender uma mina de prata.
Visitei o stand da Agência Estado e conheci o seu software para homebroker. Muito bom. Dá para customizar relatórios, gráficos, etc. Agora para o micro investidor fica caro a mensalidade de R$100,00, pois esse valor tem que ser considerado com os outros custos de corretagem, custódia para auferir a lucratividade das operações no mês.
Várias outras empresas estavam presentes e com softwares bons, como a investbolsa, wintrade, gradual etc que possuem preços acessíveis de softwares e corretagem (a maioria nem cobra custódia).
Muito bom o evento. Os palestrantes são muito bons e amplidão de temas financeiros possibilita uma formação mais completa para o investidor pessoal.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 17, 2009
As ações de responsabilidade ambiental e social tomadas pelas empresas são reconhecidas pelo mercado, que está cada vez mais consciente em consumir produtos de empresas que tenham tais preocupações.
Por outro lado, nos deparamos com novos conceitos e ações de marketing além do pós-venda: o pós-consumo. Esse passo do marketing aumenta a experiência do cliente com a marca e possibilita fixar mais profundamente a marca nas intenções de compra do cliente. E isso é operacionalizado por inúmeras formas de merchandising, promoção de pós-venda, brindes etc etc que atraem e muito mais que satisfazem os clientes. Os encantam.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 15, 2009
Hoje está sendo muito discutido entre reuinões do G20, na rodada DOHA, nos blocos econômicos e entre empresas, as metas de redução da emissão de carbono na atmosfera que agravam e aceleram o efeito estufa.
O assunto tem progredido de tal forma que as reduções empresarias já são tratadas como valores mobiliários negociados em bolsas de valores e em balcão, onde os clientes compram os créditos de carbono para dessa forma atingirem as metas de redução estipuladas.
Contudo, a preocupação com a poluição da atmosfera é tão importante quanto a poluição do solo, dos mananciais, dos lençóis freáticos e do desmatamento das florestas, principalmente no caso do Brasil e sua tradição em atividades em commodities agrícolas e extrativistas, com menos desenvolvimento do parque industrial de produtos manufaturados e de alta tecnologia, o que empobrece nossa infra-estrutura em processar os componentes poluentes dos produtos que consumimos como pilhas, baterias de celular, pneus etc. Até mesmo produtos básicos como óleo de cozinha, que tem alto poder de contaminção da água – pois um litro de óleo pode contaminar até 25.000 litros de água – não recebem tratamento pois a realidade brasileira de saneamento básico é precária e ainda pior é a realidade do tratamento do esgoto doméstico.
Analisemos o caso da Prefeitura da Cidade de São Paulo que através da lei 13.316/2002 regulamentou no ano passado a responsabilidade pela coleta, destinação final e reutilização de embalagens e pneumáticos por parte de fabricantes e distribuidores desses produtos em 50% no primeiro ano após a validade da lei, 75% no segundo ano e 90% no terceiro ano.
È uma legislação de primeiríssimo mundo que destoa de nossa realidade de coleta de lixo público (qué de responsabilidade do poder público!), de saneamento básico, de cultura da população e da classe empresarial quanto a coleta seletiva e reciclagem.
Abre-se, então, uma brecha para a logística reversa (ou a logística de retorno do mercado para a empresa) e a responsabilidade social das empresas em conscientizar seus consumidores e coletar seus componentes poluidores do meio-ambiente. É a aplicação de uma lei da física traduzida para o ambiente empresarial “Nada se perde. Tudo se transforma.” A iniciativa privada conscientiza seus consumidores e disponibiliza postos de coleta dentro de sua cadeia de negócios. O poder público reforça a comunicação da responsabilidade de todos em destinar corretamente esses produtos poluentes, equipa os veículos de coleta, também disponibiliza postos de coleta, e promove a coleta dos postos até os locais de reciclagem ou destinação final desses produtos.
Seguem abaixo alguns exemplos de oportunidades de negócios com reciclagem de produtos costumeiramente descartados:
óleo de cozinha = sabão em pedra, detergentes, biocombustível;
pilhas e baterias = artefatos cerâmicos e vidros;
tubo de pasta de dente = telhas e materiais diversos na indústria da construção;
pneu = combustível-alternativo, asfalto, solado para calçados, tapetes, pisos;
isopor = tijolo poroso, argamassa, cimento leve.
As ações de responsabilidade ambiental e social tomadas pelas empresas são reconhecidas pelo mercado, que está cada vez mais consciente em consumir produtos de empresas que tenham tais preocupações.
Por outro lado, nos deparamos com novos conceitos e ações de marketing além do pós-venda: o pós-consumo. Esse passo do marketing aumenta a experiência do cliente com a marca e possibilita fixar mais profundamente a marca nas intenções de compra do cliente. E isso é operacionalizado por inúmeras formas de merchandising, promoção de pós-venda, brindes etc etc que atraem e muito mais que satisfazem os clientes. Os encantam.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 14, 2009
O PIB cresceu 1,9% no segundo semestre de 2009 com relação ao primeiro semestre de 2009, está 1,5% negativo em 2009 e 1,3% positivo nos últimos 12 meses. Abaixo segue tabela com resumo dos resultados do PIB:

Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, o crescimento da despesa de consumo das famílias aumentou 2,1% (fruto do pacote de estímulo econômico com a redução de ipi de automóveis, de bens da “linha branca” etc), as exportações cresceram 14,1% e as importações 1,5%.
Comparando o 1° semestre de 2009 com o mesmo de período de 2008, somente o setor de serviços apresentou resultado positivo, com crescimento de 2,4%. A indústria decresceu 7,9% e a agropecuária 4,2%.
Na indústria todas as atividades apresentaram desempenho negativo em comparação com 2008. A indústria de transformação decresceu 10,0%, construção civil -9,5%, eletricidade e gás, água, limpeza e esgoto -4,0%, extrativa mineral -0,8% – com destaque para a retração da extração dos minérios ferrosos em 27,4% e aumento da extração de petróleo e gás em 5,9%.
O quadro abaixo resume as principais atividades e indicadores:

Fonte: IBGE
Embora a realidade para a indústria seja de reduções de posições de estoques e aumento da capacidade instalada, ainda não há sinais de recuperação econômica nos Estados Unidos e Europa. Contudo, alguns fatores que estão atuando como coadjuvantes estão impactando e mostrarão resultados no curto e médio prazo, a saber:
a) aumento das exportações de suco de laranja para os EUA devido a vitória na OMC – Organização Mundial do Comércio – das práticas de subsídios desleais aos produtores daquele país;
b) aumento das cotas hilton de exportações de carnes bovinas nobres para a Europa e avanço no atendimento das exigências fitossanitárias por parte de mais fazendas, inclusive de pontos mais críticos como a rastreabilidade dos animais;
c) aumento na cotação do petróleo;
d) queda na produção de trigo na Argentina e África;
e) Desestímulo da atividade siderúrgica na China;
f) aumento da demanda doméstica pelo 23° trimestre consecutivo;
g) redução do volume dos estoques;
h) aumento da capacidade produtiva.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 9, 2009
As operações de Homebroker (transações via internet) bateram 6 recordes operacionais em agosto/09
1) recorde em volume total R$ 42,54 bilhões
2) recorde em volume médio diário R$ 2,02 bilhões
3) recorde em quantidade de negócios 4.392.467
4) recorde em média diária de negócios 209.165
5) recorde em participação no volume financeiro 19%
6) recorde em participação no volume de negócios 30,4%
O valor médio por operação foi de R$ 10,72 mil.
Esses dados são frutos da confiança na nossa economia. É o ímpeto de homens e mulheres apostando economias às vezes acumuladas em toda uma vida, gestores de fundos, eu, você… Ajudando as nossas empresas a se capitalizarem, “oxigenando” o mercado!
Contudo, aproveito para criticar e trazer para compor o outro lado da Tribuna da dialética e da construção da informação e do conhecimento as proposições veiculadas em alguns meios de comunicação que a bola da vez é a análise gráfica do comportamento das ações. “Esqueça a análise fundamentalista!”, bradam. É… são esses “profetas” que escrevem livros pós-crise, que após uma notícia bombástica sobre fraudes, problemas judiciais e trabalhistas envolvendo (até recentemente) companhias conceitudas, as suas famosas “blue chips”, ações bastante líquidas e valorizadas despencam, companhias quebram e os profetas do pós-alguma-coisa aparecem e culpam as variáveis do icógnito… Mas não perdem a oportunidade de vender seus livrinhos…
Como postei em 23/12/08 sobre as ferramentas do my yahoo!, do yahoo! finanças e do excel em 27/11/08 para auxiliar o trabalho do investidor, hoje complemento esse suporte com as ferramentas fantásticas do ipod e iphone da apple. O software “Stocks” desses aparelhos é atualizado pelo Yahoo! a cada 20 minutos com informações de ações do mundo todo! Você pode adicionar suas ações e acompanha-las rapidamente com valorização percentual ou em moeda, e um gráfico que pode ser configurado como cotações do dia, da semana, do mês, de 3 meses, de 6 meses, de 1 ano e de 2 anos. Concilie essas ferramentas gráficas com informações sobre a empresa, do mercado local, nacional, internacional e pondere o retorno em função de um determinado risco e tire suas próprias conclusões.

Ipod da Apple e o software "Stocks"
Hoje, 09/09/2009, em comemoração ao dia do administrador dou os parabéns a todos os administradores que com dinamismo e intelecto são como “maestros”
tocando a sinfonia de tambores da produção da vida material de todo o mundo…
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 4, 2009
Segundo dados do Ministério do Trabalho, o RN perdeu 11.620 postos de trabalho (saldo entre contratações e demissões) em 2009. A tabela abaixo expõe as contratações e demissões por setor:

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego - M.T.E.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 3, 2009
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MIDC – as exportações do RN caíram 23,73% entre janeiro e julho de 2009 comparando com o mesmo período do ano anterior.
No período supra citado as embarcações em 2008 totalizaram US$ 185.624.098 e em 2009 US$ 141.582.622.
Em 2008, as 40 maiores empresas exportadoras representavam 81,57% dos embarques do RN totalizando US$ 151.405.186 entre janeiro e julho. Já em 2009, no mesmo período citado, as mesmas 40 empresas representaram 95,23% e embarcaram US$ 134.391.247.
Abaixo, segue tabela consolidada por atividade econômica dos resultados das 40 maiores empresas exportadoras do RN:

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Das 40 maiores empresas exportadoras do RN, apenas 11 tiveram resultados positivos na comparação 2009/2008, a saber:

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
A retração na demanda internacional e a perda de competitividade e receitas com o câmbio desfavorável com a valorização do real impactam significativamente nesses resultados.
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Publicado por fernandofinanças em Julho 23, 2009
caros companheiros de blog. Estou ausente durante esse mês de julho devido a problemas nos hd´s do meu notebook e do meu desktop. Durante esse tempo, repensei o perfil do blog e para agosto dispobilizarei um blog mais dinâmico e informativo.
Aguarde e confira!!!
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Publicado por fernandofinanças em Julho 1, 2009
Semana passada o Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC) discutiu os entraves do comércio de produtos agropecuários, onde estiveram presentes representantes dos governos de 153 países para tratar de questões sanitárias e fitossanitárias bem como revisar a aplicação das normas para o comércio internacional. Destacaram-se as questões envolvendo o Japão, Colômbia e México.
Os representantes do governo brasileiro colocaram em pauta a chamada Preocupação Comercial Específica (Specific Trade Concer, em inglês), que reivindicava a aplicação das recomendações do Codex Alimentarus acerca dos Limites Máximos de Resíduos (LMR) de pesticidas, não consideradas pelo governo do Japão na importação do café brasileiro. As autoridades japonesas informaram durante o evento que estão realizando estudos para a adoção de de novo LMR.
Quanto à Colômbia, a pauta discutiu os requisitos sanitários exigidos para a importação de gelatina.
Já com relação ao México, foram reiterados os compromissos e acordado auditorias para auditar empresas exportadoras de carne cozida e não enlatada.
Fonte: Ministério da Agricultura
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Publicado por fernandofinanças em Junho 30, 2009
O IEA, International Energy Agency, organismo internacional regulador do mercado de petróleo, cortou expressivamente a previsão de demanda global em reflexo da recessão econômica internacional e declarou forte ameaça de crise nas regiões produtoras.
Esta previsão é 3.3m b/d (três milhoes e trezentos mil barris por dia) inferior a previsão anterior para 2013.
A OPEP espera atender 8% da demanda global. Esse índice é fundamental para a formação de preço internacional do óleo cru. A redução do percentual de participação da OPEP no atendimento à demanda global traz receio ao mercado a exemplo do que ocorreu em 2008, onde a quebra no fornecimento contribuiu para a cotação do barrial a US$ 147 no índice Nymex (EUA). Hoje, 30/06/09, o barril está cotado em US$ 71,30.
A crescente onda de confiança numa recuperação econômica da economia mundial tem influenciado a elevação da cotação do petróleo em quase 100% desde fevereiro deste ano, mas que o ocorre hoje é apenas a redução dos estoques na indústrias, não refletindo nenhum aumento de demanda.
Fonte: Financial Times
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Publicado por fernandofinanças em Junho 25, 2009
A CNI, Confedereção Nacional das Indústrias, a mais importante entidade da sociedade civil organizada que representa a indústria brasileira, se reuniu em 23/06/09 e avaliou os resultados do primeiro ano da Política de Desenvolvimento Produtivo, sugerindo aperfeiçoamentos.
Segundo o documento, foi constatado pela análise dos impactos da crise financeira internacional nos diversos segmentos da atividade economica brasileira, que a indústria sofreu os efeitos mais intensos. Para reverter esses efeitos, a CNI propõe a criação de instrumentos que ativem a demanda, elevem a produtividade e competitividade internacional. Caso contrário, os efeitos negativos da crise irão recrudescer e tornará a economia menos preparada para enfrentar o pós-crise.
Segue abaixo um resumo das recomendações e preocupações do relatório emitido pela CNI:
- Reduzir a oneração das exportações e dos investimentos;
- Incrementar a estrutura e a competitividade – essa última oriunda de uma reforma parcial no sistema tributário – da indústria;
- Adaptação dos instrumentos financeiros para criação de capital de giro;
- Adoção de medidas reforçadoras e incentivadoras de investimentos na indústria;
- Criação uma agenda legislativa que foque em ações de elevar a competitividade e crescimento da indústria;
- Analisar cuidadosamente algumas iniciativas legislativas que podem minar a capacidade das empresas de gerar empregos como por exemplo a redução da jornada de trabalho; e
- Priorizar a agenda da desburocratização e avançar nos debates sobre o papel e os impactos dos mecanismos de controle e fiscalização principalmente na área ambiental, que têm desestimulado as decisões de investimento no setor.
Os seguintes fundamentos econômicos são considerados como sólidos e necessários pela entidade:
- Equilíbrio fiscal de longo prazo;
- Estabilidade da moeda;
- Equilíbrio das contas externas; e
-Respeito às regras da economia de mercado.
De todas as observações feitas pela CNI, a única que analiso com reservas é a de desburocratização da fiscalização e controle ambiental, tendo em vista o grau elevadíssimo de corrupção e de pilhagem de tudo o que for possível de ser obtida alguma vantagem financeira no nosso sofrido país. A fauna e flora brasileira em toda a sua diversidade e recursos é um tesouro único, que já sofre com roubo e devastações de toda sorte.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 24, 2009
Vamos agora comparar a situação do Brasil com relação aos demais países do grupo BRIC (B=Brasil, R=Rússia, I=Índia, C=China)
Rússia
As ações das empresas russas acumulam queda de mais de 20% somente em junho, configurando a Rússia como um dos mercados mais voláteis do mundo. Investidores apontam os problemas estruturais da economia russa como causadores do agravamento da crise, e que causará uma falência significativa de grandes empresas a partir do segundo semestre, visto que a crise ainda não foi mais intensa devido a elevação do preço do petróleo em 2009 em quase 95%. Fato que não deve se sustentar por muito tempo devido à fraca demanda pela commoditie e fortalecimento do dólar. Vários setores importadores já apontam a queda na demanda interna, como, por exemplo, o de carnes – oriundas principalmente do Brasil.
Índia
As ações das empresas indianas despecaram 1,4% puxadas pelas quedas das ações do banco ICICI, pela empresa de tecnologia INFOSYS, e da indútria tabagista ITC Ltda. A queda do índice foi amortizada pela valorização das ações da gigante energética Reliance Industries, e pela exploradora estatal de óleo Natural Gas Corp. A Reliance Industries tem a maior representatividade na formação do índice da bolsa de valores. O índice de confiança na economia nacional está elevado e os investidores expressam confiança nas reformas econômicas feitas pelo governo, o que ocasionou a valorização do índice em 28,3% em maio, maior alta em 17 anos. A reeleição de alguns membros do parlamento, que trabalham em reformas de abertura de capital e fortalecimento das vendas das estatais energéticas e de extração de óleo, trouxe confiança aos investidores.
China
Se arrastam desde 2006 reformas financeiras importantes na China. Contudo, com o advento da crise financeira internacional, essas reformas serão aceleradas durante os próximos três anos. De 2002 até 2008 as exportações chinesas cresciam em média 27% ao ano. Com a recessão internacional – e principalmente nos EUA, seu principal cliente -, os chineses terão que se adaptar a um crescimento das exportações em torno dos 5% de 2009-2012. Para assegurar um crescimento bruto da produção doméstica em 8%, a China terá que empreender reformas no mercado interno para compensar o que foi perdido nas receitas de exportações. Para tanto, duas ações são primordiais: 1) Desestatizar e não intervir na indústria doméstica, despolitizando-a e possibilitando que as mesmas sejam mais eficazes e competitivas, 2) empreender em larga escala uma reforma financeira que possibilite melhorar a alocação de investimentos, fazendo com que o crescimento da economia decorra de forma mais rentável. Atualmente, para combater a crise da oferta de crédito internacional, a China disponibilizou junto aos grandes bancos nacionais, linhas de crédito voltadas para as pequenas e médias empresas, que sentem mais dificuldades para obtenção de crédito e dar continuidade em programas de crescimento.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 23, 2009
Conforme divulgado pelo MTE no mês de maio de 2009 o saldo entre contratações e demissões foi positivo em 131.557 vagas em todo o país. Durante todo o ano de 2009 o saldo está positivo em 180.011 e nos últimos 12 meses, positivo em 580.269.
Embora que, das 131.557 vagas, 52.927 vagas criadas em maio foram destinadas a colheita de safra na agropecuária, que se extinguem após o seu término, 44.029 vagas foram criadas no setor de serviços, 17.407 em construção civil e 14.606 no comércio, que tendem a ter uma permanência maior do trabalhador sob contratação formal.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 19, 2009
O volume de vendas e de receitas do varejo no Brasil em abril/09 em comparação com abril/08 cresceu 6,9% e 13,0% respectivamente, na série com ajuste sazonal.
No primeiro quadrimestre de 2009, foram registrados elevação de 4,5% e de 10,6% no volume de vendas e em receita, nessa ordem.
Contudo, na comparação entre abril/março de 2009 apenas duas das oito atividades do varejo apresentaram taxas de variação positivas para o volume de vendas Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo + 0,8% e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação +8,9%. Apresentaram resultados negativos as atividades de Combustíveis e lubrificantes -0,8%, Tecidos, vestuário e calçados -1,7%, Móveis e eletrodomésticos -2,0%, Artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos -1,0%, Livros, jornais, revistas e papelaria -2,7%, e Outros artigos de uso pessoal e doméstico -2,4%. No geral, esse desempenho negativo está fortemente influenciado pelas restrições de crédito, crise de confiança, e crescimento do preço de compra acima do IPCA.
Segue abaixo, tabela contendo os resultados por atividade.

Abaixo, as contribuições estaduais para o volume de vendas comparando abril/09 e abril/08.

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Publicado por fernandofinanças em Junho 18, 2009
A segunda semana de junho de 2009 traz uma notícia animadora segundo dados do Ministério do Comércio Exterior: a balança comercial nesse período traz um superávit de US$ 737 milhões em apenas 4 dias. O volume de exportações totalizou US$ 2,508 bilhões e as importações um total de US$ 1,771 bilhão.
O acumulado das exportações da primeira quinzena do mês de junho/09 foi de US$ 6,042. Esse total representa 75,8% do volume total exportado em todo o mês de junho/08.
No ano, o acumulado das exportações foi de US$ 61,526 (redução de 22,4% com relação ao mesmo período de 2008). As importações acumularam em 2009 a soma de US$ 50,209 (redução de 28% comparado com o mesmo período de 2008). O saldo da balança comercial até a segunda semana de junho/09 totaliza US$ 11,317 bilhões (aumento de 18,4% com relação ao mesmo período de 2008).
Destaques:
1) semi-manufaturados: açúcar bruto, celulose, couro e peles.
2) básicos: devido à alta das cotações das commodities soja em grão e petróleo, aumento nos embarques de minério de ferro e carne bovina
3) manufaturados: etanol, laminados planos, óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores e geradores.
Comércio exterior é feito com competência pelo setor empresarial nacional, que aproveitou o período de baixa demanda internacional desde o início da crise em setembro/08 e ajustou suas operações para essa nova realidade. Tornou-se mais competitivo internacionalmente. E estamos no caminho certo. O nosso presidente tem feito visitas a países e blocos econômicos importantes para deslanchar acordos comerciais bilaterais, posto que, com o fracasso da rodada doha de regulação comercial global, essa é uma alternativa para atração de divisas externas. Contudo, não nos esqueçamos: temos que desenvolver a economia internamente, fortalecendo a geração de emprego e renda, aumentando o volume de investimentos em infra-estrutura e em educação, fazendo reforma tributária e combatendo a corrupção.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 10, 2009
Tenho recebido alguns comentários de amigos blogueiros me perguntando se fiquei pessimista com o desenrolar da crise, tendo em vista os últimos posts do blog. Bom, primeiramente, temos que ser realistas: realmente não fomos atingidos por uma marolinha e sim por uma “tempestade de verão”. Desemprego, queda na produção industrial e nas exportações abalaram a economia brasileira, – como tenho postado desde 20/09/08, sobre queda do PIB para 2009.
Podíamos realmente estar em uma situação um pouco mais favorável do que estamos hoje, se o governo tivesse sido mais incisivo e menos político-eleitoreiro e não tivesse alocado tantos recursos em despesas correntes com pessoal, por exemplo, e tivesse focado em investimentos como os previstos no moroso PAC, Programa de Aceleração de Crescimento, o que movimentaria a economia, aquecendo a produção das indústrias – conforme postamos em 19/02/09. A redução do do volume de investimentos em formação de capital fixo já no quarto trimestre de 2008 foi de 81% comparado com o terceiro trimeste do ano passado. Esse fato, contribuiu para a atual estagdeflação que enfrentamos hoje. Mas como em todos os posts, reitero que nossa situação é bem mais favorável que a de vários países desenvolvidos ou em desenvolvimento, pelos fatos que abordaremos a seguir.
Segundo dados do IBGE, a nossa economia está em recessão técnica. Recessão técnica ocorre quando durante dois trimestres seguidos há redução no PIB de uma determinada economia. No último trimestre de 2008 a redução do PIB foi de -3,6% e no primeiro trimestre de 2009 -0,8%.
No primeiro trimestre de 2009, conforme postamos em 23/04/09, as empresas produtoras ajustaram estoques devido a queda na demanda e para fazer caixa o que representou queda de 13,5% na produção industrial. Contudo, houve aumento no consumo doméstico de 3,8% em volumes e de 10,15% em receita, sinal que a demanda interna continua aquecida. Fato comprovado, pois o setor de serviços cresceu 0,8% no período. Receio que poucas economias no mundo tenham esses números.
Foram acertadas algumas medidas adotadas pelo governo como redução da taxa selic para estimular o crédito, e redução de IPI para o setor de automóveis e do segmento da “linha branca” ou eletrodomésticos.
Essas ações asseguraram milhares de empregos e reduziram as demissões. E não tenham dúvida, mais importante que elevação da renda da população, no atual momento é mais sustentável para a nossa economia redistribuir renda, criar e assegurar empregos, diminuindo a desigualdade social, possibilitando menor dependência das transações internacionais e fortalecendo a base de nossa economia com o consumo doméstico e com o fortalecimento das empresas.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 14, 2008
Ao ligar a tv me chamou atenção uma entrevista em um programa local com um representante de uma corretora de valores que está se instalando em nossa cidade do Natal/RN. Iniciativa empreendedora interessante tendo em vista as poucas opções de investimento fora o mercado empresarial e imobiliário. Bastante otimista, o entrevistado seguiu tecendo recomendações ressaltando controle dos riscos, ferramentas de controle de perdas (conhecidos como “stop loss”) para os futuros investidores locais.
Contudo, gostaria apenas de deixar claro para os visitantes que o mercado de renda variável no Brasil e no mundo está padecendo com os reflexos da crise imobiliária americana no ano passado e que põe em xeque o modelo financeiro global baseado no dólar, que embora tenha se fortalecido nas últimas semanas voltando a se valorizar frente a outras moedas como o euro, têm deixado o mundo receoso no curto e médio prazo a situação financeira dos EUA diante da estatização das duas maiores empresas de financiamento hipotecário daquele país – Fannie Mae e Freddie Mac – injetando US$ 200 bilhões dos contribuintes. Isso significa falência em outras palavras. Mas não somente dessas empresas. Falência dos mecanismos de controle do FED – Banco Central Americano –, das agências de classificação de risco, do sistema como um todo. Sem falar do aumento dos índices de desemprego e de queda no PIB.
Os impactos dessa crise global se refletem em projeções de desaceleração econômica, volta da inflação e rearranjo do mercado global de commodities que estão sofrendo fortes quedas nas bolsas do mundo todo principalmente o petróleo que chegou a ser cotado abaixo dos US$ 100,00 em 09/09/08 na Bovespa. O próprio IBovespa está experimentando fechamentos dramáticos e históricos na casa dos 48.000 pontos e acumulando 12,84% de perda no ano, pois tem uma forte concentração de commodities em seu índice.
No ramo siderúrgico, a Vale tenta renegociar os preços do minério de ferro com o mercado asiático equiparando-os aos preços praticados com o mercado europeu, mas já admite que a negociação não tem garantia de resultado favorável, tendo em vista que a desaceleração econômica desequilibra a balança oferta x procura sendo majorado, nesse caso, a primeira dimensão dessa equação, diminuindo o poder do fornecedor frente aos mercados consumidores.
A alternativa para os investidores estava no mercado de renda fixa principalmente os papéis atrelados à inflação, os CDI e os CDB. Porém, o aumento nas taxas prefixadas dos contratos de depósitos interfinanceiros (DI), dos Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e do aumento do ágio na compra das Letras do Tesouro Financeiro, reduziram ou trouxeram perdas nos ganhos dos investidores.
Portanto, como diz o velho ditado, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Temos fundamentos fortes na economia brasileira, com perspectivas de prosperidade como a descoberta das reservas de petróleo da área do pré-sal, certificação pela União Européia de 252 fazendas para exportação de carne bovina, que escoará a cota Hilton de carnes nobres em um volume anual de 5.000 toneladas, um ramo siderúrgico consolidado, figurando como um dos principais fornecedores mundiais. O up-grade econômico está em aumentar a participação nas contas externas de manufaturados, cuja balança comercial tem caído ainda mais com a crise imobiliária (de 52,6% entre janeiro e agosto de 2007 contra 46,6% das exportações de igual período de 2008), diversificando riscos e agregando valor e renda à economia brasileira. Mas que com a valorização do dólar frente ao real, as exportações voltam a ser atrativas e nossos produtos ficam competitivos no ambiente externo.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 16, 2008
O sistema financeiro Americano foi sacudido esse domingo. Esse que foi considerado o mais tumultuado fim de semana da história da bolsa de valores de Wall Street, onde o quarto maior banco de investimentos dos EUA, o Lehman Brothers Holdings Inc com 158 anos de mercado pediu concordata, e o também banco de investimentos, Merril Lynch & Co., aceitou a proposta de compra do Bank of America Corp. Enquanto isso, o American International Group Inc clama por ajuda pois estava com liquidez negativa de US$ 14,5 bilhões para cumprir com suas obrigações junto aos credores.
O governo dos EUA que resgatou Fannie Mae e Freddie Mac – ambas do setor de hipotecas – na semana passada, jogou duro com a Lehman Brothers e retirou qualquer possibilidade de ajuda a seus compradores, Barclays PLC e Bank of America. Esse último inclusive já emitiu proposta de compra pelo Merrill Lynch – a maior corretora de varejo americana – a US$ 29,00 por ação ou US$ 44 bilhões. Executivos do Lehman estão esperançosos em vende-lo para a Barclays PLC ou pedir concordata, pois a recusa de intervenção governamental deve-se a proteção do mercado americano, para que o Lehman não arraste as demais empresas para a falência junto com ele.
O AIG Inc um dos bancos líderes mundias em seguros e serviços financeiros teve queda de 61% no valor das suas ações ontem (15/09/08) solicitou ajuda ao FED (Banco Central Americano) de US$ 14,5 bilhões mas está tentando um empréstimo entre US$ 70 a US$ 75 bilhões com Goldman Sachs Group Inc. and JPMorgan Chase & Co. para reposição de caixa do AIG.
Fonte: Wall Street Journal
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 17, 2008
O governo americano emprestou a partir de recursos publicos US$ 85 bilhões para o AIG Inc para resgatar o banco da falência. Desde o início da crise, o governo dos EUA já desembolsou US$ 900 bilhões para evitar um colapso no sistema financeiro: US$ 29 bilhões para financiar a compra do Bear Stearns para o JPMorgan, US$ 100 bilhões para resgatar o Fannie Mae e o Freddie Mac, US$ 300 bilhões para o Federal Housing Authority, US$ 85 para o AIG e o restante para demais resgates e empréstimos a outras instituições.
Fonte: Reuters
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 18, 2008
Está previsto para meados de dezembro de 2008 as operações da VIVO no estado do RN.
Uma parceria de distribuição terceirizada com uma indústria do setor tabagista já está definida para a comercialização de cartões de recarga para os celulares de sua rede em todo o estado.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 19, 2008
O mercado chinês de minério, o maior do mundo, vai deixar de comprar o ferro brasileiro da Vale caso a empresa insista no reajuste de preço.
O governo chinês, inclusive, está encorajando a indústria mineradora nacional a incrementar a produção e a reduzir as exportações.
Outra alternativa para o mercado chinês é importar o minério vindo da Índia, que se equipara em valor aos preços atuais da Vale.
Fonte: Reuters
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 20, 2008
A crise do mercado de subprime (ou alto risco) americano originou-se na expansão do crédito para pessoas de menor poder aquisitivo dos EUA, principalmente no setor imobiliário. As hipotecas dos imóveis dos consumidores de crédito eram securitizadas e renegociadas ou dadas em garantia em negociações entre a instituição que cedia o crédito com outras instituições. Esse título, ou seja, esse derivativo acabou originando um derivativo dele mesmo. A transferência do risco acaba gerando um efeito dominó exponencial, pois a transferência do risco entre os players do mercado acaba comprometendo a liquidez de vários personagens ao mesmo tempo. Quando a inadimplência eclodiu, as seguradoras e os bancos se viram diante de uma bolha financeira, pois os derivativos, de alto risco, não se liquidaram. E instituições históricas e grandiosas faliram em poucos meses e semanas.
Essa crise no sofisticado mercado financeiro de subprimes, ou derivativos de derivativos, afeta o mercado global de maneira diferente, de acordo com o envolvimento – ou não – dos outros players na cadeia. Para o governo dos Estados Unidos, resta amargar com o desembolso de 1 trilhão de dólares para resgatar os sobreviventes da crise, com a expectativa de curto e médio prazo (provavelmente até meados do segundo semestre de 2009) de recessão. A retomada do crescimento do PIB, reconstrução do Fundo Soberano Americano, retorno de investimentos e financiamentos mais volumosos no mercado o país deve ocorrer de forma mais significante na virada de 2009 para 2010.
Para os demais players, como o grupo de países emergentes BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – o impacto da crise foi sentida pela falta de crédito disponível junto aos fornecedores americanos e pela recessão global, e não pela fragilidade dos fundamentos econômicos destes países. Segue abaixo os principais reflexos da crise no grupo BRIC:
Brasil
Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: Contratos efetivados pelo governo federal elevando os gastos públicos em 13,1% para 2009. O cálculo, segundo o economista-chefe da corretora Conveção, Fernando Montero, é feito da seguinte maneira: considerando que a previsão pessimista do governo do aumento no PIB é de 3,5% multiplica-se esse valor por dois (reflexo no aumento da arrecadação) soma-se com o IPCA de 2009 de 5,5% = 12,5%, próximo dos 13,1% do cálculo do aumento das despesas, mas já com déficit nas contas públicas de 0,6% do PIB / fuga dos investidores internacionais que repatriam suas divisas para os mercados de origem para assegurar liquidez e diminuir riscos o que gera escassez de crédito, que impactará nos investimentos que aportarão no curto e médio prazo (devendo refletir num PIB real menor em 2009, o que aumentará ainda mais o déficit público) / dólar em alta / commodities em baixa / inflação com viés de alta / aumento dos juros / cenário até favorável a exportação, mas com a economia global em recessão, não haverá demanda.
Rússia
Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: O governo russo põe à prova a economia do país forçando a paralisação das duas principais bolsas de valores, a MICEX e RTS, para frear a queda dos índices que são os piores desde a crise russa de 1998 / a cotação do preço do petróleo russo caiu 40% com relação a setembro de 2007 (embora boa parte dessa queda se deva à fuga de investimentos após a invasão à Geórgia) / o ministro das finanças russo promete US$ 60 bilhões para ajudar bancos locais.
Índia
Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: O pânico do sistema financeiro global chega às bolsas de valores indianas (fechamento negativo 5% em 18/09/08) / a HINDUSTAN PETROLEUM vende o barril de petróleo a menos de US$ 92,00 em 16/09/08 / as ações de empresas indianas que lideram o mercado de softwares caíram drasticamente em 12/09/08 devido ao temor da valorização do dólar frente ao euro possa afetar o crescimento dos rendimentos na exportação desses produtos / a seguradora americana AIG Inc – que precisou de US$ 85 bilhões de dólares emprestados do governo dos EUA para não falir – possui duas joint-ventures com o conglomerado indiando TATA, o que gera expectativas sobre possíveis desvalorizações das ações quando e se houver descapitalização do grupo TATA.
China:
Cenários do 3° trimestre de 2008 e 2009: Ações caem e os investidores estão preocupados com as repercussões da falência da Lehman Brothers e o escândalo do leite contaminado com produtos químicos / os investidores chineses não recuperaram a confiança mesmo depois que o governo americano resgatou o AIG com US$ 85 bilhões, o que ajudou a levantar os mercados no Japão e na Coréia do Sul / o índice das ações do continente asiático foram negociadas em Hong Kong abaixo 6,2%, menor índice desde março de 2007 / o governo selecionou ações das principais empresas daquele país e designou a criação de uma agência governamental para acompanhar e comprar essas ações caso suas cotações despenquem / a venda de automóveis na china teve o pior desempenho em dois anos devido ao aumento no preço dos combustíveis e da queda da demanda no mercado / a maior refinaria da Ásia que é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, a SINOPEC CORP, vai reduzir o volume de refino e de importação de óleo cru em 10% para baixar os volumes de seu estoque / a maior produtora de níquel da China, a Jinchuan Group ltd, vai reduzir produção em 10 mil toneladas por ano, para equiparar-se a fraca demanda mundial.
Como se pôde observar, os impactos no grupo BRIC se deu na ausência de oferta de crédito para continuidade dos projetos de expansão econômica dos países, e pela recessão global, o que ocasionou resgates dos investimentos por receio de mais quebras e/ou para recuperar liquidez dos investidores.
A tendência no curto prazo deve ser uma visão mais simplista e cautelosa para investimentos. A volta da rentabilidade dos papéis agrícolas, os investimentos a auferir com biomassa e até mesmo imóveis (com perspectivas de médio a longo prazo) podem ser bastante lucrativas nesse momento de baixos índices. Com essas considerações, a recessão global até 2009 ocasionará:
a) menos consumo de derivados de petróleo (aumento dos estoques e queda das ações);
b) os recursos escassos dos consumidores podem elevar a demanda do combustível oriundo de biomassa como álcool, geralmente mais baratos que os derivados de petróleo;
c) a tendência de repatriar investimentos em outros países deve oxigenar as economias nacionais com divisas, elevando o consumo de alimentos e, conseqüentemente, as ações dessas empresas;
d) os setores infra-estruturais como energia, construção civil, telecomunicações, transportes, terão que se superar para tornar suas operações mais rentáveis sem ou com pouco crédito. O que elevará as ações de algumas empresas desses segmentos.
Por fim, do entendimento da crise do subprime americano, façamos como Wu Xiaoling, ex-representante do Banco Central Chinês, que desperta para a necessidade de mecanismos regulatórios atuantes para o mercado e que as atividades sofisticadas com derivativos de derivativos devem ser evitadas. Realmente, a tão aclamada auto-regulação do mercado não existe!!! O mercado é falho. Soros sempre teve razão.
Fontes: Reuters e ValorEconômico
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 21, 2008
O Governo Bush solicita ao congresso a aprovação da liberação de US$ 700 para comprar as hipotecas não liquidadas do sistema financeiro americano. A iniciativa de intervenção no mercado é a maior desde a depressão de 1930.
O plano desenhado pelo secretário do Tesouro Henry Paulson, está focada em impedir que o congelamento do crédito deixem o sistema financeiro e econômico em recessão.
O plano conta ainda com cortes de gastos públicos nos departamentos de defesa, educação, saúde e serviços à população.
Fonte: Bloomberg
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 24, 2008
O mercado da construção civil de alto padrão está em expansão no estado do RN. Em todo o ano de 2007 foram lançadas 2.232 UH (unidades habitacionais) com VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 320 milhões e, segundo dados da SINDUSCON, até maio de 2008 1.624 UH foram lançadas com VGV de R$ 335 milhões. Contudo, segundo Ana Adalgiza, diretora da SINDUSCON-RN, o número de UH lançadas ainda em 2008 irá indubitavelmente superar as de 2007, e que o VGV 2008 superior ao de 2007, mesmo com um número de unidades lançadas inferior deve-se a empreendimentos mais luxuosos e com maior estrutura social.
O aumento no nível de emprego com carteira assinada de 3,88% em 2008 e de 6,24% no apurado de 12 meses, atrelado a um aumento na renda do potiguar de 21,95%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente a 2005, tem propiciado acesso a empreendimentos imobiliários mais luxuosos pelos compradores locais.
Fonte: IBGE e SINDUSCON-RN
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 27, 2008
O presidente dos Estados Unidos está suspendendo por tempo indeterminado benefícios comerciais concedidos para a Bolívia devido à falta de combate ao narcotráfico no ano passado.
Esta decisão reflete a crescente hostilidade nas relações entre os EUA e a Bolívia sob a presidência de Evo Morales.
Em La Paz, o ministro das relações exteriores, David Choquehuanca, criticou a atitude e considerou-a como vingança à expulsão do embaixador dos EUA da Bolívia. O mesmo afirma que o embaixador fomentava protestos violentos contra Evo Morales.
O ministro disse que embora a Bolívia desejasse usufruir por um prazo mais extendido do acordo comercial com os EUA, o país está se esforçando para fortalecer os laços econômicos com o Irã, Vietnã, Brasil, México, Japão, Índia e China.
Bolívia, Equador, Peru e Colômbia recebem desde 1991 o status de países livres de impostos nas relações com os EUA quando do empenho no combate ao narcotráfico.
Fonte: Reuters
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 27, 2008
A Petrobras informa que comprovou a presença de petróleo no poço 1-BRSA-658-SPS (1-SPS-57), localizado ao sul da Bacia de Santos, em reservatórios arenosos acima da camada de sal. Essa descoberta confirma o bom potencial de petróleo leve nas porções de águas rasas daquela bacia.
O poço que encontrou óleo situa-se no bloco S-M-1289 da concessão BM-S-40, no qual a Petrobras detém 100% dos interesses. Esse bloco está localizado a cerca de 200 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, em profundidade de 274 metros. Fica, também, distante 9,3 quilômetros da primeira descoberta feita ali, pelo poço 1-SPS-56, no prospecto de Tiro, que foi anunciada em maio deste ano.
Os reservatórios descobertos são do tipo arenoso e estão situados a aproximadamente 2.060 metros de profundidade e são similares aos encontrados recentemente pelo poço 1-BRSA-607-SPS (1-SPS-56). A produtividade dos reservatórios será avaliada imediatamente por meio de um Teste de Formação a Poço Revestido.
As dimensões das descobertas feitas por esses poços só serão definidas após Plano de Avaliação que será proposto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme determina o contrato de concessão BM-S-40. Embora ainda esteja na fase preliminar de avaliação, a empresa, baseada nos dois poços e nas anomalias dos dados sísmicos, estima que o volume recuperável de óleo nessa área seja de aproximadamente 150 milhões de barris de óleo equivalente.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 27, 2008
A Vale divulgou em agosto novos investimentos no estado do Pará, que somados aos que já estão em curso e aos que serão realizados até 2012, representam um efetivo aporte ao desenvolvimento sustentável da região.
Nos planos da Vale estão a construção de um pólo metal-mecânico e de uma base de produção industrial, iniciativas anunciadas pelo diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, e pelo presidente Lula. O trabalho será desenvolvido por meio de parceria entre os Governos Federal e do Pará.
Até 2012, a Vale investirá US$ 59 bilhões em todo o mundo, sendo 77% em projetos no Brasil e 23% no exterior. O Pará receberá US$ 20 bilhões, cerca de 34% do valor total, além de 35 mil vagas de emprego.
A fábrica Aços Laminados do Pará será construída em Marabá, sudeste do estado, e prevê a produção de bobinas laminadas a quente, chapas grossas e tarugos, com capacidade inicial de produção de 2,5 milhões de toneladas/ano. O investimento, em sua primeira fase, será de aproximadamente US$ 3,3 bilhões. Na fase de operação, serão gerados cerca de 3.500 empregos diretos e 14 mil indiretos.
Fonte: Vale
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 28, 2008
Economia robusta, fundamentos fortes, a taxa de juros mais elevada do planeta, indicação para investimento pelas agências de rating (risco) internacionais: insumos propícios para as operações de Carry Trade.
Carry Trade são as operações de empréstimos em países com baixas taxas de juros como Japão e Suíça, e aplicação em países com taxas de juros mais elevados como Brasil, onde a diferença é a remuneração do investidor.
A vulnerabilidade das flutuações cambiais e de risco internacionais fazem com que os investidores resgatem essas aplicações. Essa fragilidade da fixação do capital, pelo caráter especulativo da operação, deixam os mercados receptores com o ônus do maior risco: o da fuga repentina do capital como a ocorrida somente nos 10 primeiros dias do mês de agosto na Bovespa de R$ 1,6 bilhão.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 29, 2008
Dow Jones Industrial despencou no fechamento de hoje -6,98% com a média de suas ações “blue chip” (ações com muita liquidez, que são negociadas constantemente no mercado) caindo depois do anúncio que inesperadamente o Congresso dos Estados Unidos rejeitou o pacote de US$ 700 bilhões, visto pelo mercado como essencial para dissipar uma crise financeira global.
A votação foi de 228 votos contra o pacote e 205 a favor.
Foi a maior queda em um dia desde outubro de 1987.
A bolsa de valores Nasdaq, do mercado de tecnologia, teve seu pior dia desde abril de 2000, quando estourou a bolha da Internet, e fechou em baixa de -9,14%
Imediatamente, o fracasso do pacote financeiro fará novas vítimas como a Wachovia Corp, e os bancos europeus.
Fonte: Reuters
Quando a discussão entra no campo político-partidário em detrimento do técnico e racional, percebemos que nós brasileiros não temos exclusividade nas posições e posturas mesquinhas e irracionais. Às vésperas das eleições nos EUA, os políticos receiam em tomar medidas drásticas e prejudicar suas votações no próximo ano, visto que, pesquisas apontam que os americanos não estão entendendo claramente essa crise e não estão favoráveis que a conta seja paga com o dinheiro do contribuinte. Essa crise, não tenham dúvida, é uma crise do capital global sim, mas que se originou e foi alimentada pelos gestores de instituições financeiras dos Estados Unidos. Onde analistas de mercado receberam ordens para ignorar os avisos de risco dos softwares alertando sobre o fator exponencial do risco do subprime quando das operações com derivativos de derivativos. Eles não devem salvar o mundo. Devem consertar o erro que cometeram.
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Publicado por fernandofinanças em Setembro 30, 2008
A maior crise financeira desde a Grande Depressão de 1930 provavelmente causará muitos anos de enfraquecimento do modelo de crescimento econômico da China a partir das exportações.
Diante da fracasso do plano de resgate de Wall Street pela Câmara dos Estados Unidos, não há ainda outra alternativa para solução da crise de crédito, o que causará recessão na economia global sem precedentes e difícil de prever quando irá acabar e quais as sequelas globais que irá deixar.
Para o continente asiático, uma grave consequencia da crise já é inegável. Com a iminente recessão americana, a queda do consumo enfraquecerá as exportações da Ásia para aquele país.
A crise da queda na demanda dos Estados Unidos para o continente asiático é um problema urgente, visto que o mercado bursátil da China está se descapitalizando rápido demais e com a já prevista diminuição nas taxas de crescimento econômico, o consumo de produtos como commodities, minerais e agrícolas oriundos de outras partes do mundo também vão cair, bem como as contas da balança comercial entre esses países e a China.
A bolsa de Xangai acumula uma perda de 64% de 16/07/07 até agora. A dependência da Ásia pela necessidade de equilíbrio dos mercados internacionais para absorção de suas exportações não dá muito dinamismo à sua economia para consumo interno e afeta sobremaneira o desenvolvimento econômico da região.
A iminente crise da Ásia é vista por muitos especialistas como mais destrutiva que a crise do subprime americana, devido à intricada interdependência das balanças comerciais dos países com a China, principalmente.
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 1, 2008
No dia 24/09/08 a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN ABIH-RN promoveu um workshop em Brasília com a presença de vários operadores turísticos do Brasil como CVC, Interline, Tam Viagens, Voetur, Bancorbrás, BRT, Visual e BBTur para promover o estado e o turismo do RN. Representantes do setor consideram que essa é a pior crise do setor de turismo no estado dos últimos 20 anos.
Nos últimos seis anos, o número de visitantes no Rio Grande do Norte quase dobrou – saiu de 1.423.886 em 2002, para 2.096.322 no ano passado. Destes, 1.750.882 foram brasileiros, quase 500 mil a mais que há três anos. Os turistas estrangeiros aumentaram em mais de 100%. Em 2002, eram 147.117 desembarques no Estado; no ano passado, esse número saltou para 345.440. O número de leitos também foi ampliado; passou de 12.056, em 2002, para 24.306 em 2005. (Fonte: Prefeitura Municipal do Natal).
Em 2008, o volume de passageiros de vôos internacionais entre janeiro e agosto caiu 19,08% e de vôos charters internacionais caiu 31,01% (Dados: Infraero).
O bugreiro Adriano Gomes que está na atividade há mais 10 de anos informa que essa crise é sensivelmente sem precedentes. Na baixa estação, Adriano realizava, em média, 3 passeios por semana. Atualmente, realiza 1 por mês. Ele também aponta para que o principal atrativo de marketing de nosso turismo que é o passeio nas dunas móveis, à beira-mar, nas belas lagoas e parrachos de nosso litoral não está sendo explorado e integrado dentro dos pacotes turísticos.
O setor de turismo precisa de uma integração muito forte entre seus elos. Quando o volume de desembarque de visitantes cai drasticamente, toda a cadeia composta por hotéis, pousadas, taxistas, comércio de artesanato, bugreiros, passeios marítimos, guias turísticos, etc sente imediatamente o impacto econômico. O PIB do estado de 2005 foi pouco mais de R$ 7 bilhões sendo que 68,2% desse valor vem do setor de serviços, composto em sua maioria pelo ramo do turismo. (Fonte: IBGE).
Essa importância que o setor do turismo tem para o nosso estado, não está se refletindo nos números dos investimentos publicos. Os nossos vizinhos Pernambuco e Paraíba, por exemplo, estão investindo e promovendo seus atrativos de forma bem mais incisiva.
Pernambuco está investindo R$ 100 milhões na promoção de seus equipamentos turísticos e adota a estratégia de atrair o turismo de negócios para alavancar receitas em períodos de baixa estação.
Já a Paraíba, está destinando R$ 65 milhões para a divulgação do estado e aposta em turismo cultural e temático para atrair visitantes. Dois eventos importantes para o estado são Os caminhos do Frio, na região do brejo paraibano, explorando as baixas temperaturas da região na estação do inverno, e a tradicional festa junina que conseguem, em momentos distintos, taxas importantes de ocupação:em torno de 100% de ocupação.
Para o RN, segundo dados extra-oficiais, os recursos destinado para a promoção do turismo está orçado em pouco mais de R$ 1 milhão.
O nosso estado é repleto de belas paisagens naturais e de excelentes equipamentos turísticos que proporcionam momentos inesquecíveis aos nossos visitantes. Pena que não está sendo priorizado.
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 3, 2008
O congresso aprovou e o presidente George W. Bush sancionou uma planta do salvamento do financeiro-mercado $700 bilhões projetada destravar mercados de crédito e restaurar a confiança no sistema bancário nacional americano.
Foi invertida a rejeição do congresso no começo dessa semana que afundou o mercado global. A medida autoriza o governo comprar recursos das instituições financeiras afetadas pela crise.
O plano contem $149 bilhões nas reduções de impostos, fator que as companhias responsabilizam como princípios geradores. “Estas etapas representam a ação decisiva para facilitar a trituração de crédito que está ameaçando agora nossa economia” disse Bush na casa branca.
O Congresso aprovou a medida 263 a favor contra 171 votos contrários, quatro dias após ter rejeitado uma versão anterior. A derrota do plano de salvamento em 29 de setembro causou uma queda de 778 pontos na média industrial de Dow Jones, alertando dúzias dos deputados a alterar seu voto.Essa foi a maior intervenção no mercado desde Franklin Roosevelt.
O plano não é perfeito, mas isto certamente é melhor do que não fazer nada. Agora o FED – Banco Central Americano – tem que ser muito agressivo sobre comprar uma grande quantidade de hipotecas e títulos dessas instituições muito rapidamente.
A gota-d´agua do mercado de bolsa de valores foi na segunda-feira 29/09/08 e soou como um “acorde!!!!” a muitos países
Alternativa republicana
Um grupo de republicanos tentou a noite passada oferecer uma alternativa que gastasse somente $250 bilhões até o fim do ano. O congresso deveria aprovar somente $50 bilhões por mês para distribuir este ano.
Agitação econômica
É necessário impedir a propagação da agitação econômica iniciada por um número recorde das execuções de hipotecas do sistema habitacional. As primeiras vítimas foram os bancos Lehman Brothers Holdings Inc., que faliu no mês passado, Fannie Mae, Freddie Mac e American International Group Inc., que foram estatizadas pelo governo.
Paulson incitou o congresso dar-lhe imediatamente a autoridade legislativa para tomar a ação. Os legisladores responderam questionando o aumento do risco, mais dae (dispositivo automático de entrada) para impedir execuções de hipotecas e limites na compensação executiva nas companhias que tiram proveito do programa.
Bush endossou um acordo, dizendo que era necessário impedir uma retirada dolorosa.
A agitação do mercado de crédito está abatendo os governos locais. Os estados e as municípios dos E.U.A. negociaram aproximadamente $700 milhões de ligações tax-exempt esta semana, menos de 15 por cento de uma semana típica; edições novas da taxa fixa de s.
Empréstimos da emergência
O governandor da Califórnia Arnold Schwarzenegger comunicou a Paulson a noite passada, informando que a Califórnia ou outros estados podem precisar empréstimos federais da emergência de manter operações do governo se a crise de crédito continuar.
Esta crise do crédito tem o poder levar a economia americana a uma parada, ‘ ‘ Escreveu Schwarzenegger escreveu em um e-mail a Paulson.
As companhias reforçaram na sustentação da medida do salvamento. Os fabricantes de automóveis requerem padrões mais resistentes de crédito, e divulgaram queda de 27 por cento nas vendas de automóveis nos Estados Unidos no mês passado.
O mercado para as commercial papers (notas promissórias a curto prazo e não-garantidas), de empréstimo a curto prazo para empresas, sofreu mais uma grande queda essa semana. A queda foi de $94.9 bilhão, ou 5.6 por cento, durante essa semana terminada primeiro de outubro.
Arriscado e caro
Ainda, os deputados rejeitaram no começo dessa semana o acordo que os líderes congressionais confeccionaram com o executivo, dizendo o eram demasiado arriscados e caros.
O Senado aprovou pacote – depois de ampliado e esclarecidos os termos em um documento de 450 páginas, diferente das 3 páginas do documento inicial elaborado por Paulson- a plano de salvamento contém uma cláusula de aumento provisório no limite no seguro de depósito federal a $250.000 de $100.000.
O Senado igualmente amarrou o pacote a uma extensão bienal das reduções de impostos que favorecerão indivíduos e corporações em aproximadamente $149 bilhões durante a próxima década, um movimento popular entre republicanos da casa. As provisões incluem $17 bilhões nos créditos para o desenvolvimento de energia solar, eólica e dos outras tecnololgias de energia renovável.
O democrata Barack Obama e o republicano John McCain retornaram da campanha eleitoral presidencial para votar para o pacote no Senado esta semana.
Obama disse que tinha conversado com diversos deputados na tentativa de gerar a sustentação para o pacote
Segurança e transparência
Um grande número de membros de congresso não tinham votado pois queriam alguma garantia que estes $700 bilhões não estavam indo para alguns bancos mas que de fato, estavam resgatando o mercado de crédito.
“A ação que o congresso tomou é hoje um torniquete” disse John McCain hoje no Arizona.
O pacote igualmente afirma a segurança da economia americana e dá a autoridade econômica o poder para suspender normatizações contábeis que os banqueiros e outros executivos afirmam que agravará seus problemas.
O regulamento-padrão do pacote chamado de justo-valor exigirá que as companhias revejam recursos e relatem perdas se seus valores declinam. Os deputados e a associação americana dos banqueiros requerem a suspensão desse regulamento, por forçar as empresas a relatar perdas mais profundas do que as necessárias em recursos tais como hipotecas do subprime.
Fonte: Bloomberg
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 22, 2008
A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) antecipou a reunião que estava marcada para novembro/08 para ainda em outubro/08 onde irão decidir por uma redução de petróleo de aproximadamente 1 milhão de barris por dia para forçar uma valorização da commoditie no mercado global.
Mohammad Ali Khatibi, representante iraniano da OPEP, argumenta que a decisão acompanhará também a redução do consumo global de petróleo que foi de 2 milhões de barris por dia.
O fato é que a retomada da valorização do barril no mercado de contratos futuros da commoditie irá reduzir a margem de lucro obtida com a queda do barril e a alta do dólar, o que propiciou resultados de lucros voluptuosos até agora. Além do mais, teremos um cenário de desaceleração econômica global, desemprego crescente (a Organização Internacional do Trabalho aponta que a crise financeira atual acarretará no acréscimo de 20 milhões de desempregados no mundo), onde os aumentos de preços não serão bem vindos, o que acarretará redução no consumo de petróleo e derivados e problemas para as empresas do setor. Ademais, a estabilização do crédito no sistema financeiro internacional irá reduzir a valorização do dólar frente a outras moedas (principalmente pelo retorno da confiança dos investidores nos papéis fora dos EUA) o que prejudicará ainda mais a lucratividade global das empresas.
Esse cenário favorecerá o mercado de biocombustíveis quando a disponibilidade de crédito se estabilizar, os investimentos forem retomados e a competitividade do preço frente ao petróleo se instaurar.
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 28, 2008
Diante da instabilidade política e econômica na américa do Sul, o Brasil está aquartelado nas trincheiras de uma caserna geopolítica montada pelo “socialismo do século XXI” idealizado pelo presidente da Venezuela, Hugo Cháves, em consonância com os vizinhos Bolívia e Equador.
Invasões militares nas bases da Petrobrás na Bolívia, expulsão da empresa brasileira Odebrecht no Equador, são tidos como “contra-peso” face à “dominação política e hegemonia do Brasil no continente.” As ações desses países embasadas com uma retórica de defesa dos interesses nacionais é a volta à década de 1970, marcada por ditaduras militares em nosso continente, só que agora, o nosso país é associado ao eixo-do-mal-do-neo-liberalismo, por termos o maior PIB do continente e um parque industrial mais avançado.
As reuniões do Mercosul também parecem uma partida de futebol clássica: Brasil x Argentina. As divergências estratégicas entre os países são gritantes principalmente no tocante à política de comercialização para fora do bloco:
1) a Argentina acredita que o bloco deve criar uma Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de produtos - principalmente asiáticos – de forma a proteger o bloco da invasão desses produtos nesses tempos de crise,
2) A Argentina tem objetivado proibir acordos bilaterais de seu rival Uruguai com os EUA,
3) A Argentina incluiu diversos produtos brasileiros numa lista alfandegária que será controlada e sobretaxada para barrar nossas exportações para aquele país
4) e na Rodada Doha – em julho desse ano- a Argentina se opôs a todas as propostas de redução de tarifas industriais. Ou seja, as reuniões do Mercosul, são na prática, uma torre de Babel de interesses e vaidades políticas também.
Ora, a recessão é mais drástica e destrutiva quando os países se fecham comercialmente, elevando taxas e inibindo a fluidez do capital que combateria a própria recessão, como na crise de 1929.
Temos que instaurar mecanismos de adaptação competitiva para todo o bloco. Mecanismos institucionais estabelcidos e voltados para adoção de medidas de salvaguarda cambiais ou de políticas industriais, que ajustem o mercado entre os integrantes. Só a partir da regulação, os investidores voltarão a acreditar em projetos entre os países do bloco sem o temor que novas estatizações e expatriações ocorram, garantindo, também, que não haja sobreposição de nenhuma economia sobre as demais.
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 29, 2008
O IBovespa oscilando próximo aos 33.000 pontos acaba sendo atraente e barato para os investidores mais atentos aos índices das empresas.
Controversos na literatura financeira, os autores Robert Kiyosaki (Pai Rico e Pai Pobre) e Max Gunther (Os Axiomas de Zurique) enfatizam que o mito de diversificar para reduzir riscos é o mesmo que apostar no empate (uns papéis ganham e outros perdem) mas que em tempos de crise como a que estamos vivendo, os investimentos diversificados em índices, carteiras, multimercado, hedge, foram na verdade os que apresentaram os piores resultados. Os autores recomendam “uma cesta” em um número de investimentos que permitam acompanhamento de perto com pesquisas no mercado nacional e internacional, possibilitando pleno conhecimento dos riscos e oportunidades dos mesmos. Com um número elevado de investimentos, esse acompanhamento fica complicado, demandando muito tempo em análises e pesquisas. Já com a diversificação em fundos, carteiras e índices, o risco e o retorno ficam por conta dos gestores e/ou da sorte do balanço entre os papéis na auferição do desempenho.
Portanto, analise bem quais os seus objetivos de investimento. Acompanhe de perto o mercado no qual eles estão inseridos e tenha pulso firme para saber o momento de investir ou liquidar os mesmos.
No cenário atual, os papéis que representam os fundamentos econômicos de nosso país estão quase totalmente no setor de commodities – petróleo e siderurgia. As ações da Petrobrás e da Vale estão amargando fortes perdas em suas cotações, refletindo o medo e as turbulências no cenário econômico mundial frente a recessão eminente. A desaceleração econômica global está minando os investimentos e consumo e o aperto no crédito força os investidores a liquidar posições e retornar o capital para assegurar liquidez na fonte. Portanto, para os investidores nesses papéis, recomenda-se calma e visão de longo prazo (acima de dez anos) para obter os frutos que esses papéis certamente darão, tendo em vista a solidez dessas companhias.
Contudo, há de se considerar o custo de oportunidade na continuidade em papéis com prazos tão elevados de retorno. Investimentos atraentes surgem em crises como a atual e basta se debruçar sobre esse mundo de oportunidades para aproveitar seus dividendos em prazos mais curtos:
1º) Papéis de renda fixa: com rentabilidade indexada à inflação, dará rentabilidade atrativa de 10% ou mais e ainda somar o IPCA.
2º) Biocombustíveis: com apresentação de resultados negativos nos EUA do etanol a base de milho, proposta de redução na produção de petróleo a partir de dezembro/08 para provocar aumento de preços deliberados na última reunião da OPEP semana passada em meio a um cenário recessivo global, tenderá a favorecer a produção e consumo dos bioscombustíveis. O mercado nacional está se desenvolvendo e empresas estrangeiras – como a anglo-suíça Syngenta – estão aportando com investimentos no setor. Essas empresas se valorizarão rapidamente, mas que se a produção tiver que ser exportada, o preço para o mercado nacional se elevará consideravelmente.
3º) Papéis com média liquidez (facilidade de conversão em dinheiro). Investimentos de curto prazo (um mês), pois há vários fatores circundando os papéis.
| PAPEL |
DE JAN/08 A SET/08 |
28/out |
| NOSSA CAIXA ON |
75,66% |
3,44% |
| ELTROBRAS ON |
20,19% |
6,54% |
| HAGA S/A PN |
413,33% |
2,85% |
*Por ordem descendente de liquidez.
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Publicado por fernandofinanças em Outubro 30, 2008
A devida análise dos relatórios financeiros é fundamental para a boa gestão empresarial. E boa parte da falta de familiaridade desses relatórios deve-se a não disponibilidade dos mesmos pelas pequenas empresas. Muitas vezes por não possuir departamento de contabilidade próprio, geralmente os escritórios ou não emitem ou não estimulam o acompanhamento dos índices junto aos gestores das empresas. Acaba-se por fazer controles paralelos e quando ainda os fazem: o termômetro mesmo é o saldo da conta corrente.
Escuto com muita freqüência no início de cada consultoria“Fernando, temos que reduzir os custos”. Mas quando os números aparecem o espanto é generalizado. Os empresários não sabem o quanto que gastam com cada conta contábil.
O conceito ABC de custos, a DRE, o Balanço Patrimonial e dos índices de endividamento, lucratividade, da atividade e de liquidez deveriam ser a pauta da reunião todo 1° dia útil de cada mês. Os dados num bojo de análises cross-sectional (em comparação com o segmento da empresa) e série-temporal (da própria empresa ao longo do tempo) são primordiais para planos de reduções de custos e de investimentos, dando sobrevida e prosperidade para o empreendimento.
Mas esse desconhecimento nem sempre é exclusividade dos pequenos empreendedores. Grande parte das perdas financeiras dos investidores deve-se a falta de familiaridade com esse tipo de análise e de falta de transparência e de reais boas práticas na governança coorporativa de algumas SA que apresentaram perdas em operações com derivativos de posições vendidas em dólar, contratos de “target forward”, e contratos de pré-pagamentos de exportação, como foram os casos das empresas Sadia, Aracruz e Vicunha. A simples análise desses relatórios indicariam a alta exposição a riscos extremos em que os dirigentes dessas companhias estavam apostando suas “fichas”.
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Publicado por fernandofinanças em Novembro 7, 2008
A COSAN, gigante nacional do setor de açúcar e álcool, lançou dia 30/10/08 $ 500 milhões de dólares em notas promissórias com colocação e distribuicao publica, sob o regime de garantia firme, administrada e operacionalizada pela CETIP S.A. – Balcao Organizado de Ativos e Derivativos (“CETIP”), sendo a
distribuicao liquidada na CETIPcom rentabilidade de 120% e resgate em 360 dias.
As notas promissórias são instrumentos mais baratos e ágeis para a captação de recursos no mercado, bem como, quando bem selecionados, são excelentes opções de investimento, com rentabilidade e retorno a curto prazo bastante atrativo.
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Publicado por fernandofinanças em Novembro 8, 2008
O panorama das commodities agrícolas brasileiras é extremamente favorável ao seu pleno desenvolvimento, elevando a participação das vendas brasileiras no comércio total de commodities agrícolas no comércio mundial. Um estudo da EMBRAPA, IBGE e CONAB compararam o desenvolvimento do setor no Brasil nos últimos 32 anos e apontam para o crescimento da soja em 5,2 milhões de hectares, milho 1,75 milhões de hectares e cana-de-açúcar em 6 milhões de seis milhões de hectares.
A produção de grãos (milho, soja, trigo, arroz e feijão) e carnes (bovina, suína e de frango) deve crescer expressivamente. No primeiro caso, passará de 139,7 milhões de toneladas, em 2007/2008, para 180 milhões, em 2018/2019. As carnes, por sua vez, passarão de 24,6 milhões de toneladas, em 2008, para 37,2 milhões, em 2018. O açúcar tem potencial de crescimento de mais 14,5 milhões de toneladas, o etanol de mais 37 bilhões de litros, e leite 9 bilhões de litros. No período que abrange o estudo, 52% da produção de soja e milho será destinada ao consumo interno. Nas carnes, do aumento previsto na produção de 12,6 milhões de toneladas, 50% deverão ser absorvidos internamente.
As exportações de carne bovina representarão 60,6% do comércio mundial, as de carne suína, 21% e as de carne de frango, 89,7%, tendo como principais mercados a China, Hong Kong e Egito. A soja aumentará sua participação no comércio mundial de 36% para 40%. O óleo de soja de 63% para 73,5%. O milho de 13% para 21,4%. E o açúcar de 58,4% para 74,3%.
Ontem, 06/11/08, os representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Açúcar e Álcool discutiram medidas estruturantes para o setor sucroalcooleiro. Entre os assuntos da pauta, foram debatidos o crédito agroindustrial, o abastecimento de combustível e políticas agrícolas para os fornecedores. Também foram apresentados os resultados dos grupos de trabalhos, criados na reunião anterior, que trataram de regulação e abastecimento, políticas para produtores independentes de cana-de-açúcar, bioeletricidade e questões ambientais.
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Publicado por fernandofinanças em Novembro 11, 2008
Na edição de 31/10/08 a 02/11/08 o jornal ValorEconômico publicou uma matéria riquíssima sobre sistemas de avaliação de desempenho no Brasil. Reportando uma pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers com empresas de grande porte no Brasil (faturamento acima de US$ 300 milhões), cujas descobertas foram bombásticas: os executivos brasileiros são eficazes em desenvolver planos de desenvolvimento e cobrar, mas não sabem – ou não são eficazes – em conduzir pessoas para a consecução desses objetivos.
Os avanços nos sistemas de avaliação de desempenho que, na verdade, saíram das pré-históricas avaliações por traços de personalidade – o “desenrolado”, o “sempre ocupado”, o “solícito” etc. – para o sistema da meritocracia (avaliação por mérito) possibilitam que a gestão de desempenho se alie com a gestão estratégica. E isso é fundamental para que deixemos de obter resultados de curto prazo apenas por fatores quantitativos, e que passe a considerar mais fatores qualitativos como adequação à Missão e Visão Organizacionais bem como desenvolvimento dos Recursos Humanos propriamente dito.
Parabéns ao ValorEconômico, vale a pena conferir na íntegra a reportagem.
Mas…
Enquanto grandes consultorias internacionais não realizam estudos do tema nas médias e pequenas empresas, sugiro alguns passos para um eficaz plano de avaliação de desempenho:
1° Tenha certeza de que as pessoas certas estão nos cargos certos, realizando um estudo profissiográfico abrangente, evitando que grandes talentos estejam sendo subutilizados ou empregados de forma inapropriada em cargos alheios aos aspectos vocacionais do indivíduo, concretizando somente uma relação esforço = salário;
2° Define e apregoe a Missão e Visão da sua empresa;
3° Defina scores (objetivos) quantitativos referente às metas numéricas inerentes a função em si de cada cargo, mas também defina scores qualitativos que representem os valores da empresa e seus objetivos expressos na Visão;
4° Entenda e considere a força da Teoria das Expectativas: as pessoas correm atrás daquilo que elas desejam. E isso varia de indivíduo a indivíduo.
5° Monitore atentamente a satisfação de seus colaboradores. As implicações disso com absenteísmo, rotatividade, sabotagens, afastamentos são palpáveis.
6° Prime pela transparência e eqüidade no processo de avaliação de desempenho. Se o mesmo não tiver crédito ou não for aceito, a elevação do desempenho não ocorrerá!
7° Métodos mais completos e que conseguem melhores resultados na avaliação de desempenho consideram não só a opnião do superior imediato, mas também colegas de trabalho, clientes e fornecedores.
8° Treinamento não somente para os avaliados, mas para os avaliadores também!
9° Feedback constante para os avaliados; e
10° Metas elaboradas com participação de todos os envolvidos tem mais probabilidade de serem aceitas do que ao contrário. Considere também o impacto motivacional de dar às pessoas o poder de participar das decisões sobre os fatos que afetam a vida de todos.
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Publicado por fernandofinanças em Novembro 12, 2008
A notícia que o grupo Capuche decretou concordata tomou grandes proporções na mídia do RN e tem trazido receio aos investidores locais. O que se comenta é que o grupo pediu concordata para congelar cobranças de fornecedores, pois teria realizado operações de financiamento comprometendo receitas futuras. A operação teria comprometido o caixa da empresa com a crise no crédito no sistema financeiro internacional, que gerou indisponibilidade de capital para financiamentos ou com custo de captação (taxas de juros) elevado associado a um menor prazo para quitação.
O grupo Capuche iniciou suas operações no ramo imobiliário no início dos anos 90 e já construiu mais de 252 mil m2 no estado. O grupo tem 5 lançamentos e 7 empreendimentos em construção na cidade no momento.
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Publicado por fernandofinanças em Novembro 15, 2008
Os indicadores da produção industrial no Brasil apontam uma elevação da atividade industrial em 6,8% nos últimos 12 meses (de outubro/07 a setembro/08) ou 6,5% quando analisados só os resultados de 2008 até setembro.
O resultado reflete o bom desempenho dos setores de bens de capital, bens duráveis e os resultados obtidos com as exportações até o segundo semestre.
O melhor resultado em 2008 foi o do estado do Espírito Santo com 14,8% de crescimento. Outros resultados positivos foram Goiás 11%, Paraná 10,9%, São Paulo 8,7%, Pará e Amazonas ambos com 7%, Pernambuco 6,9% e Minas Gerais 6,6%.
Abaixo da média nacional figuram Rio Grande do Sul 5,7%, Bahia 5,1%, Nordeste 3,9%, Rio de Janeiro 3,3% e Santa Catarina 1,7%.
Os setores que mais se destacaram foram os de extrativismo, metalurgia básica, alimentos e bebidas, produtos químicos, automotores, edição e impressão, máquinas e equipamentos, celulose e papel.
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Publicado por fernandofinanças em Novembro 27, 2008
Durante essa semana, postarei alguns artigos específicos para investidores individuais (homebrokers) que necessitam de analisar rápida e facilmente o rendimento de seus papéis.
Hoje, dou um exemplo em excel que uso para analisar os rendimentos de meus investimentos.
Na planilha abaixo informo o papel, o número de ações compradas e o valor que comprei a ação.

Em seguida, crio espaços com datas e informo os fechamentos do papel. Nomeio clicando no localizador de células (circulado em vermelho) os valores da cotação com o nome CONTARA2 (referência ao nome do papel que se localiza na célula A2).

Após terminado, crio as seguintes fórmulas que me permitem analisar o rendimento do papel automaticamente.

Pronto, a planilha calcula automaticamente a quantas anda o rendimento do seu papel. No exemplo acima, a fórmula “cont.valores” encontra no espaço selecionado CONTARA2 quantas células estão preenchidas. Já a fórmula “índice”, localiza pelo número de células preenchidas pela fórmula “cont.valores” qual a última cotação informada. O resultado da análise do rendimento do papel aparece na célula F2 na coluna “VALORIZAÇÃO”.
Quinta, 04/12/08, postarei sobre um poderosíssima ferramenta para análise de cenários de investimentos para ajudar o trabalho dos homebrokes.
Até lá.
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Publicado por fernandofinanças em Dezembro 3, 2008
Pessoal, estive ocupado esses dias com uma emergência em um cliente que está atendendo solicitações da Covisa, e portanto não pude postar sobre a poderosa ferramenta que prometi no post passado. Mas atendendo a pedidos de pessoas que entraram em contato comigo para complementar a planilha com análises de posições de “liquidar” ou “vender” o papel, estou postando hoje sobre o incremento de cálculos de “stop loss” e “atingimento de meta” para o papel.
Essas duas ferramentas são bastante subjetivas e refletem o perfil e o objetivo de investimento de cada um para o papel selecionado. Contudo, nesses dias de grandes oscilações os investimentos em curto prazo são os mais procurados e, como disse em post anterior, deve-se sempre manter a devida cautela com a análise da DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) que é publicada anualmente de acordo com a Lei das Sociedades por Ações.
Vamos voltar ao exemplo anterior. Nesse caso, temos que incluir duas colunas (Inserir -> Colunas) após a coluna da célula “Invest.” Vamos nomeá-las “Liquidar” e “Vender” conforme figura abaixo. Em seguida, estipulamos um percentual para que que a planilha informe a posição de liquidar papel assim que o valor da ação na célula D2 atinja uma cotação de um determinado valor, resultado da cotação vezes esse percentual, que no exemplo abaixo é de -20% (D2*0,8). Da mesma forma, estipulamos um percentual para que que a planilha informe a posição de ”vender o papel” assim que o valor da ação na célula D2 atinja uma cotação de um determinado valor, resultado da cotação x esse percentual, que no exemplo abaixo é de +20% (D2*1,2).

Feito isso, devemos inserir uma coluna após a coluna “rendimento” e nomeá-la como “controle”. Construímos então uma condição se para que se o valor da ação em “Ult Cotação” for menor que o estipulado de stop loss em “liquidar” a célula escreva a recomendação de LIQUIDAR PAPEL. Da mesma forma, se o valor da ação ultrapassar o valor da ação em “Ult Cotação” a célula escreva VENDER PAPEL. Enquanto as cotações diárias estiverem oscilando entre esses dois patamares e nenhuma outra informação ou evento estiver relacionado com a empresa ou com o mercado impactar no valor da ação, podemos trabalhar a oscilação como movimento de compra e venda diário, e pode-se determinar a venda do papel caso haja um período maior de estagnação da cotação.

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Publicado por fernandofinanças em Dezembro 23, 2008
Bom pessoal, conforme prometido informo as ferramentas de acompanhamento e análise que uso e recomendo para os investidores individuais (homebrokers) e para todo aquele que precisa acompanhar o mercado de ações: o my.Yahoo! e o Yahoo!Finanças.
Por que são tão poderosas essas ferramentas? Porque elas proporcionam rápida análise (em tempo real) de como está se comportando os seus papéis de maior interesse e ainda agrupar por segmentos de atuação, cujo comportamento setorial pode revelar avaliações do mercado que a empresa emissora da ação está inserida e também seu desempenho individualmente.
Primeiramente, você precisa ter uma conta de e-mail no Yahoo! Isso é rápido e fácil de fazer. Além do mais, o Yahoo! possui uma plataforma que eu considero a mais funcional para e-mail bem como uma gama de serviços e de estrutura superiores no tocante a grupos de relacionamento (Yahoo!Grupos), notícias diversas, esportes, música, cinema, entretenimento, etc, além das ferramentas constantes no título deste post.
Após logar no e-mail, abra uma nova aba e digite no navegador http://my.yahoo.com/. Feito isso, aparecerá o seu perfil padrão no My.Yahoo! Vamos primeiramente configurar o seu perfil no Yahoo!Finanças que este último migrará as informações que desejamos para o My.Yahoo! onde ocorre a análise e o acompanhamento.
Abra outra aba e digite http://br.finance.yahoo.com/. Feito isso, clique no botão editar abaixo dos índices.

TELA 1: Tela principal do Yahoo!Finanças
A tela que segue abaixo é tela que armazena os índices que constam na capa do Yahoo!Finanças. Portanto é interessante antes pesquisar qual o nome do registro do papel, para informar já na tela abaixo, o símbolo do papel. Observem que há nove espaços para os símbolos, que para facilitar no exemplo cito o Dow Jones, Nasdaq, Bovespa, FTSE (Europa), e Nikkei (China).

TELA 2: Tela de índices ou Tela de cotações principais
Esses são índices principais que irão aparecer na capa do seu Yahoo!Finanças.
Na tela principal do Yahoo!Finanças clique no botão “Meus Investimentos.” Aparecerá, inicialmente, o portifólio 1, padrão do Yahoo!Finanças. Clique, então, em “Criar novo portifólio” . Nomeie o seu portifólio e insira diretamente no campo “Símbolos” – separando quando houver mais de um com vírgula -, o símbolo da ação pretendida, ou pesquise clicando no botão “(pesquisar símbolo)”.

TELA 3: Criação de portifólio e inclusão de símbolos das ações, índices etc.
Clique em concluído quando tiver informado todos os símbolos e em “Início” na aba superior á direita, para voltar a tela inicial do Yahoo!Finanças. Crie tantos portifólios e insira a quantidade de símbolos que forem necessários para as suas análises.
Após inserido os símbolos de ações ou índices, se faz necessário confirgurá-lo e dar maiores informações sobre o mesmo. Clique sobre o botão “Meus Investimentos” no menu principal. Selecione o portifólio que contém o símbolo desejado, clicando em “editar”.

TELA 4: Tela de edição de portifólio.
Após isso, aparecerá a tela abaixo (tela 5) onde clicaremos em “Entre mais informações”. Devemos preencher os campos com os dados de nossas transações de compra: quantidade, preço por ação, data da transação, Com. (comissão), limite inferior, limite superior, observações. Essas informações ficarão disponíveis quando acessarmos o portifólio.

TELA 5: Tela das informações sobre os símbolos.
Clique em “Concluído” ao terminar. Em seguida clique em “Concluído” para sair da edição de portifólio e retorne ao menu principal.
Para complementar a visualização com informações relevantes para o seu portifólio, você deve posicionar o mouse sobre o botão “Meus Investimentos” no menu principal, clicar sobre o portifólio pretendido, e clicar em “Editar”.

TELA 6: Tela de edição de portifólio. Obs: o “v” ao lado do 30,72 (em vermelho) do exemplo da cotação da ação da CMIG4.SA indica que a ação caiu abaixo do limite estipulado para perdas e que está na hora de vender conforme orientação constante no campo “Notas”.
Depois, clique no seletor de opções das linhas de 6 – 10 e selecione as informações conforme tela 7 e clique em “Concluído”. Após alguns instantes, as informações adicionadas irão aparecer na tela do portifólio selecionado.

TELA 7: Tela das informações adicionais sobre símbolos.
Mais opções de visualização de alertas para as cotações podem ser editadas clicando no botão “Meus Investimentos” no menu principal, depois em “Personalizar opções de exibição”. Selecione as cores e formatos que mais se adequem a sua necessidade e preferência.

TELA 8: Tela de formatação dos valores de cotação de símbolos. Obs: mudei a seleção da exibição de dos limites operacionais para “Intermitente”. Assim, quando a cotação do símbolo estiver abaixo ou acima do limite estipulado, o valor da cotação aparecerá intermitentemente chamando a atenção para a emissão de ordem de venda do papel.
Para inserir símbolos em portifólios já existentes, devemos clicar em “editar” no menu principal (abaixo das cotações principais). Feito isso, note que no lado direito da tela acima temo botão “pesquisa de símbolos”. Clicando nesse botão, teremos acesso a inserir os demais símbolos que representam os papéis de nosso interesse, conforme tela abaixo. Digitamos a empresa ou o símbolo do papel que queremos.

TELA 9: Pesquisa de símbolos para localizar ações, índices, opções, futuros e fundos.
Em seguida, aparecerá todas as ações listada para a empresa pesquisada. Devemos clicar em “add” para adicionar a ação que pretendemos transferir para o portfólio.

TELA 10: Tela com a relação de ações por empresa, de índices, opções, fundos e futuros.
A tela abaixo aparecerá. Devemos marcar a caixa de seleção “Eu quero informar o preço pago, o n° de ações etc para cada símbolo.” Após isso, selecione o portifólio que deva receber o símbolo.

TELA 11: Tela de confirmação de inclusão do símbolo da ação
Após isso, apertar no botão “adicionar”. A tela de “Adicionar um símbolo ao meu portifólio” (tela 5) aparece, quando devemos preencher os campos com os dados de nossas transações de compra: quantidade, preço por ação, data da transação, Com. (comissão), limite inferior, limite superior, observações, conforme já vimos anteriormente.
Após a configuração do Yahoo!Finanças, clique na aba do My.Yahoo! e confira em tempo real as cotações dos seus papéis.

TELA 12: My.Yahoo!
Bom, espero que tenham gostado da minha dica e que tenham sucesso nos investimentos.
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Publicado por fernandofinanças em Dezembro 24, 2008
Bernard Madoff, gestor da Bernard Madoff Investiment securities LLc, ex-presidente da Nasdaq, está preso em regime domiciliar acusado de ser o mentor de um esquema de fraude estimada em 50 bilhões de dólares.
O esquema conhecido nos EUA como Ponzi, funciona como uma pirâmide ilusória para os investidores, onde os mais antigos recebem pagamentos de prêmios por rendimentos oriundos exclusivamente das receitas advindas de novos investidores. Essa gestão ilegal de recursos informava que os rendimentos do fundo hedge montado para investir em “blue chips” (ações de empresas de primeira linha, com alta liquidez e rendimentos), em opções de compra e em opções de venda, para ao fim de cada mês aplicar em Letras do Tesouro americano.
Essa operação é visivelmente incompreensível do ponto de vista do valor do dinheiro no tempo, pois a aplicação em Letras do Tesouro sempre tem a implicação de permanência por um longo período o que inviabiliza os resgates dos investidores antes do prazo, o que também afeta a rentabilidade do fundo.
Da mesma forma, o volume de transações informadas por Madoff não era compatível com os movimentos diários do mercado de opções, onde quando o balanço diário informava hedge de US$ 500.000, Madoff informava movimentar US$ 17 bilhões.
A fraude está sendo a maior já ocorrida em Wall Street e afeta investidores, fundos de pensão empresas e instituições como a Universida de Nova Iorque, que relatou ter perdido US$ 24 milhões.
O estrago é tão considerável que até quem liquidou participação antes da notícia ganhar o mundo, pode ter que reintegrar o capital a massa falida do fundo e compartilhar do prejuízo dos demais investidores. Assessorias, empresas de auditoria e firmas de investimentos devem processadas pelo SEC – Security Exchange Commission -, órgao regulamentador das bolsas dos EUA.
Me lembro que o motivo de ter iniciado a postar nesse blog foi justamente esse: tentar disseminar informações que alertem as pessoas que querem investir suas economias, frutos de seus trabalhos e privações, bem como esperança de usufruir de um futuro melhor para si e para os seus descendentes, de que no mercado financeiro não existem gurus, magos ou profetas. Desconfie de todo aquele que disser que tem uma fórmula mágica e imbatível de ficar milionário nesses investimentos. Como diz com muita propriedade Max Gunther em seu livro “Os Axiomas de Zurique” investir no mercado financeiro é investir no caos: só com muito empenho, abnegação e objetividade se pode se divorciar das ilusões de que:
”dará certo no final”;
”esse cenário já aconteceu antes e com certeza teremos rendimentos espetaculares”;
”não posso sair desse papel porque senão saio perdendo”;
O investidor é como um jogador, que percebe a hora certa de agir e sabe claramente qual o seu objetivo na ação que toma, sabe onde quer chegar e traça alternativa caso as coisas não saiam como esperado.
O investidor deve se contentar com pequenas perdas e ganhos, para não chorar em grandes perdas e não esperar por grandes ganhos que podem nunca ocorrer! Ele ganha dinheiro em tudo o que faz e a todo instante, é contido em suas despesas, e escolhe sempre fazer o dinheiro trabalhar para ele (render) do que trabalhar pelo dinheiro.
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Publicado por fernandofinanças em Dezembro 31, 2008
Tenho visto com muito orgulho o andamento de nossa política externa.
Primeiro pela maturidade com que temas importantes são pleiteados como os nossos esforços em dar continuidade a Rodada Doha e de temas relacionados a proteção do meio-ambiente e redução de gases na atmosfera.
Segundo, por nos afastarmos de armadilhas medíocres mas tentadoras como nos aliarmos a alguns vizinhos agitadores da América do Sul que estão tentando reduzir o continente a um reduto desvairado de um socialismo de caserna torpe anti-E.U.A-por-que-sou-3°-mundo. Não nos esquivamos de assumir posições duras contra injustiças das grandes potências mundias, como criticar a continuidade do embargo dos EUA a Cuba, mas com diplomacia e objetivamente. O nosso pré-sal é uma riqueza para várias de nossas gerações e não podemos cair em tentação de nos filiarmos ao cartel da OPEP: temos que ser vistos mundialmente como alternativa energética a esse grupo.
E terceiro, pela credibilidade que o Brasil tem conseguido junto às grandes nações, blocos ecônomicos e organismos internacionais. A contínua diminuição do risco-brasil (embora com revés nas últimas semanas, mas continua sendo um índice expressivo), acordos bilaterais importantes, reuniões estratégicas como a ocorrida em 22/12/08 no Rio, com o presidente da França Nicolas Sarkozy, e o presidente da comissão européia, José Durão Barroso, onde foram debatidos para formação de consenso e união de forças desde reformulação das finanças globais, passando por quebra de barreiras alfandegárias e burocráticas, redução da emissão de pouluentes, perda de biodiversidade, e também investimentos em energias biorenováveis.
Temos desempenhado um papel importante para todos os países emergentes e para a América Latina. E isso é importante para fortalecer e estreitar laços econômicos e diplomáticos principalmente em tempos de crise.
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Publicado por fernandofinanças em Janeiro 16, 2009
Da organização inicial das atividades humanas de caça e coleta à atual economia de mercado global, a raça humana experimenta e proporciona uma transformação deveras veloz dos meios da produção da vida material, principalmente nos últimos 200 anos com o advento da revolução industrial.
Nesse contexto, o estresse pode ser definido como essa resposta dos organismos vivos às adaptações e às situações de fuga e luta advinda de fatores físicos e psíquicos, bem como ao processo formado por uma complexa cadeia de reações fisiológicas e psicológicas que possibilitam que o organismo supere o fator estressor e reestabeleça a homeostase, ou condição anterior mais relaxado.
Ademais, de acordo com a intensidade e a duração do estímulo estressor, a percepção do mesmo acarretará a somatização de doenças físicas e psíquicas, bem como um quadro de deficência atitudinal que propicia a ocorrências de acidentes graves ou fatais e desempenho insatisfatório.
O stress ocupacional se correlaciona diretamente com a satisfação laboral do indivíduo. Dentro de uma abordagem estimulante, desafiadora, o stress tem caráter motivador e recebe a denominação de eustress. Contudo, quando contém exigências excessivas e prolongadas causa desgaste físico e emocional e é denominado distress.
Contudo, o desencadear do processo de resposta do organismo depende da percepção que o organismo faz do evento, influenciado pela experiência passada com o mesmo evento ou similar a este, do contexto onde o evento ocorre e das características de personalidade do indivíduo.
O estresse possui três níveis diferentes de manifestação que são resultantes do sucesso na eliminação ou controle pelo ser da situação estressante: 1) fase de alerta, onde ocorre uma excitação do sistema nervoso simpático, rico em neurônios secretores dos neurotransmissores norepinefrina e encefalina, que atuam sobre os terminais nervosos do sistema nervoso autônomo, sobre a medula das adrenais (secretando adrenalina para realizar glicólise), e ativa o córtex cerebral, que controla a tomada de decisão e raciocínio, 2) fase de resistência, quando há a liberação e catalisação do hormônio corticosteróide cortisol, consumindo as reservas de gordura e proteína para produzir energia, e 3) fase de exaustão, onde pela duração ou exposição prolongada e intensa aos agentes estressores, aparecem as doenças decorrentes da incapacitação do sistema imunológico.
Esses estressores de longo termo acabam por produzir efeito contrário da potencialização metabólica quando da exposição prolongada aos agentes, como por exemplo destruição de neurônios da região CA1 do hipocampo (responsável pela memória), infertilidade, aumento da pressão arterial, inibição do crescimento, lesões musculares (incluindo as doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho, ou DORT), redução da eficácia do sistema imunológico, doenças cardíacas, além de interferir substancialmente para o desencadeamento de outras enfermidades como diabetes, doenças da tireóide e transtornos psiquiátricos.
Dentro do ambiente de trabalho, podemos identificar, dentre outros, os seguintes fatores ou agentes estressores: chefia insegura ou incapaz, políticas governamentais, autoridade mal delegada, bloqueio de carreira, conflitos entre colegas de trabalho, organização deficiente do ambiente de trabalho, má administração, protecionismo, salário inadequado para satisfazer a ambição individual, falta de motivação, e desconhecimentos das responsabilidades entre outras.
Diante dessas variáveis, as características da personalidade do indivíduo determinará a intensidade da reação frente ao agente estressor. Existem na bibligrafia especializada dois tipos de personalidades, a do tipo A predispostas a sentir constantemente raiva e hostilidade, que enfatiza realizações pessoais, urgência de tempo, competitividade excessiva, a do tipo B, que possui valores opostos a do tipo A. Um dos maiores desafios da ciência administrativa é indubitavelmente administrar pessoas, visto que para administrar pessoas, as fundamentações para a experimentação empírica só são possíveis via “sinapse” entre os pressupostos administrativos com outras ciências, como as ciências psicológicas, sociológicas e até mesmo as biomédicas.
As características da personalidade em interação com a situação estressora acarreta um enfrentamento pelo indivíduo a partir de dois padrões distintos, mas correlacionados, de estresse: o eustress e o distress.
O eustress é padrão de estresse que possibilita ao indíviduo uma resposta positiva e adaptativa a situação estressora. É um agente motivador de desempenho, e proporciona a sensação de bem estar e satisfação, mesmo que decorrente de um esforço abrupto.
A psicologia e sociologia não conseguiam intervir, explicar e prever os comportamentos dos indivíduos, até avançarem com as “sinapses” entre si e com a ciência biológica na década de 80.
Identificar e correlacionar o stress, a satisfação, absenteísmo, a motivação e o desempenho profissional dos colaboradores, aplicando projetos intervencionistas para que propiciem produtividade e a maximização da riqueza dos acionistas da empresa é um objetivo estratégico que em um mercado cada vez mais competitivo fará a diferença na produção de bens e serviços de altíssima qualidade, com maior eficácia, mas com menos custos e desperdícios e com mais qualidade de vida para todos os envolvidos: acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores e sociedade.
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Publicado por fernandofinanças em Janeiro 21, 2009
Que os próximos meses (e é impossível prever quantos) serão de estagdeflação (um cenário composto de recessão e deflação) isso todos já sabemos. A queda na demanda no consumo mundial tem arrastado a economia dos países para um poço que cada vez mais parece sem fundo.
Os segmentos de bens duráveis (automóveis e eletroeletrônicos) e de bens de capital (bens que servem para produção de outros) padecem após uma longa jornada de recordes de vendas e de produção. O desemprego tem assolado o globo com números tão chocantes quanto as cifras de prejuízos das empresas.
Contudo, assim como tem sido expressado principalmente pela União Européia, o Brasil está numa posição menos dramática do a maior parte dos países principalmente os desenvolvidos. Somo considerados partes da solução da crise, e não mais um de seus mutilados.
Após um longo período de desvalorização do real, nossas contas fiscais de dívidas públicas em moeda estrangeira foram favorecidas e a nossa dívida pública líquida reduziu, aumentando a percepção e real solvência de nosso país.
Com “caixa” de US$ 200 bilhões em nossas reservas internacionais, ficamos em uma situação mais favorável pois não iremos, a princípio, depender de credores estrangeiros para sanar eventuais ajustes nas contas públicas ou para socorrer a economia nacional.
Nossas instituições financeiras tradicionais tem exposição cambial e dependência externa moderada de credores estrangeiros, o que nos defende dos efeitos da crise sofridos por outros países, já que nossa economia doméstica é estável.
Nosso dever de casa para 2009 diante de um crescimento da economia de apenas 3,2% está em:
1) estimular a economia com investimentos públicos correntes em infra-estrutura (mas não com gastos com pessoal) ;
2) atentar para a balança comercial posto que com a retração do consumo externo, o volume de importações traz a possibilidade de deterioração na conta de capital que acarretaria em estímulo externo na inversão do atual quadro de demanda menor que oferta, o que causaria aumento da inflação;
3) atentar para a duração e vigor da crise no planeta e na deterioração das transações comerciais;
4) uma desvalorização mais aguda do real frente ao dólar e o consequente repasse de preços para nossa economia que não terá folga em absorver domesticamente um maior despêndio representado em seu PIB acima da oferta.
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Publicado por fernandofinanças em Fevereiro 11, 2009
OBJETIVO:
· Identificar possíveis fatores que estão contribuindo para a “perda de tempo” nas organizações e na vida pessoal, como amenizá-los e até extinguí-los;
· Definir, a partir dos “economizadores de tempo”, um plano de ações de compromisso com a mudança.
PÚBLICO-ALVO:
Este curso destina-se a todos os profissionais que desejam otimizar seu tempo nas rotinas desenvolvidas na vida pessoal e dentro das organizações.
CONTÉUDO PROGRAMÁTICO:
· Dimensões do tempo: Passado, Presente e Futuro;
· Fator Tempo na vida pessoal e nas Organizações;
Fazendo uma auditoria no uso do tempo;
· Grandes grupos de desperdiçadores;
· Estabelecimento de Prioridades;
· Avaliação de desperdiçadores de tempo;
· Detectando possíveis problemas;
· Análise dos economizadores de tempo;
· Estratégias para gerenciar melhor o seu tempo.
· Mudando de atitudes para gerenciar melhor o seu tempo.
METODOLOGIA:
Vivencial, com jogos e dinâmicas de grupo. Exposição dialogada, e análise de filme temático com recursos áudio-visuais tais como: Multimídia completo, com data show, apostila, material das dinâmicas e som.
INSTRUTORA:
Ivanilde Maria Severiano.Psicóloga. CRP 17/0099.
Especialista em psicologia do trabalho e organizacional. Consultora empresarial, tendo prestado serviços em empresas públicas e privadas. Ministra cursos, palestras, oficinas e workshops na área de Gestão de Pessoas, Empreendedorismo, Desenvolvimento Gerencial e Desenvolvimento de Equipes.
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Publicado por fernandofinanças em Fevereiro 19, 2009
Conforme escrevi em 20/09/2008, as projeções da equipe econômica do governo que projetaram um cenário para o Brasil com aumento no PIB de 3,5%, o que fomentou aumento nos contratos efetivados e elevando os gastos públicos em 13,1% para 2009, mas apontava logo no início um déficit nas contas públicas de 0,6% do PIB.
Recentemente, a equipe do BNDES projetou um aumento no PIB de 1% para 2009. Realmente, num cenário global de recessão onde mesmo as potências econômicas projetam retração no PIB, o Brasil, aliado a ter a maior taxa de juros do mundo, é um oásis mundial para investimentos (como diz o dito popular, em terra de cego, quem tem um olho é rei).
Mas o mais preocupante é observar que a elevação dos gastos governamentais não foca os investimentos, mas sim as despesas correntes ou despesas primárias.
Transferências para Estados/Municípios, Pessoal, Inss, Outras despesas correntes e de capital totalizaram 22,4% do PIB em 2009. As despesas primárias engessam o orçamento da União e tem forte pressão sobre a carga tributária, solução corrente para equilibrar as contas com aumento nas receitas.
Essa limitação na capacidade de expansão oriunda da modesta destinação de recursos para infra-estrutura do país principalmente em tempos de crise, onde temos aumento nas demissões e queda na renda dos trabalhadores, é uma perda de uma boa oportunidade de fazer com que o PAC deixe de ser propaganda política (o que realmente não o é de todo) e passe a ser um agente de desenvolvimento econômico e social do Brasil. Com o necessário arroxo nas contas públicas, estamos fazendo nosso “dever de casa” para minimizar os impactos da crise internacional e disponibilizar para nosso parque industrial e de serviços, melhor infra-estrutura e ganho de produtividade e competitividade internacional.
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Publicado por fernandofinanças em Março 25, 2009
De longe éramos a nação sentindo menores impactos da crise internacional até mesmo entre os países desenvolvidos. Éramos. Infelizmente as declarações de nosso presidente o Sr Luiz Inácio Lula da Silva não só são inadequadas do ponto de vista econômico mas também do ponto de vista psicológico e político.
Tudo isso devido às declarações de nosso presidente comparando os efeitos da crise como um tsunami nos Estados Unidos e como uma marolinha no Brasil, foram inadequadas e deram corpo a “marolinha”.
Do ponto de vista econômico, não somos um oásis econômico auto-suficiente em meio ao caos global. Como subsistema de um sistema econômico e financeiro global sofreremos com as “sinapses” com o mercado global, seja pelo avanço do protecionismo alfandegário, queda das exportações - oriundas pela queda da demanda global – ou mesmo pela intensidade e duração da crise de outros subsistemas (países) e suas realidades individuais. No nosso caso, estamos com fundamentos econômicos robustos (com boa liquidez e bom caixa nas empresas) e com reserva de recursos para intervir em auxílio a setores mais expostos à crise e ainda investir, que é o caso do PAC.
Do ponto de vista político, essas declarações servem de munição pesada para uma oposição medíocre que têm se baseado unica e exclusivamente nesse fato, mas não tem coragem de repetir, por exemplo, a frase proferida pelo economista Jim O´Neil do Goldman Sachs ao The Wall Street Journal atestando a condição de emergente ao Brasil pela força e robustez com que tem passado por essa crise.
Do ponto de vista psicológico, a “marolinha”, que agora já é uma “onda” com alguns pés, faz cair por terra a confiança no governo do presidente Lula e na condução da política econômica na medida que o emprego industrial recuou 2,4% nos últimos 3 meses e pela primeira vez na série tem saldo negativo em comparação ao mesmo perído do ano passado (-0,1%). O faturamento das indústrias caiu 4,3% em janeiro/09 em comparação a dezembro/08 e 13,4% em comparação ao mesmo mês de 2008.
Todos esses fatores são interdependentes, pois como percebido em todo o globo, a duração e a intensidade da crise vai depender não só de medidas assertivas dos Bancos Centrais de todos os países, mas também de fé e confiança dos povos, das empresas e dos investidores na recuperação do sistema econômico-financeiro.
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Publicado por fernandofinanças em Abril 1, 2009
Os números da Previdência Social são alarmantes. Embora o primeiro bimestre de 2009 tenha representado um decréscimo de -0,405% no número de benefícios concedidos, o valor per capita dos benefícios subiu 10,59% no mesmo período. O que ocasionou em um déficit entre arrecadações x pagamentos de aproximadamente 8,5 bilhões de reais só em 2009 e de mais de 55 bilhões em 12 meses, conforme tabela abaixo:
Como podemos observar no quadro abaixo, os pagamentos de benefícios previdenciários cresceram 44,93% de 2003 a 2008. Contudo, a arrecadação cresceu 57,25% no mesmo período. Mantendo o atual ritmo de crescimento de 11,45% a.a. para a arrecadação e de 8,99% a.a. para os pagamentos, o déficit só seria extinto daqui a 49 anos.

Portanto, empresários, trabalhadores, ou seja, todos nós, devemos denunciar práticas fraudulentas de requisição e usufruto de benefícios, denunciar corrupção e desvios, afinal, é um direito de todos que está em jogo.
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Publicado por fernandofinanças em Abril 23, 2009
O relatório publicado pelo FMI em 02/04/09 prevê que a economia global vai desacelerar -1,3% em 2009 com relação a 2008. A previsão inicial para 2009 era de crescimento de apenas +0,5% mas com os desdobramentos da crise na Europa e Ásia os números foram revistos.
A crise já desponta como a pior queda da economia global desde a Segunda Guerra Mundial, episódio que arrasou boa parte da Europa e Japão, maiores potências econômicas da época. As perdas financeiras estão orçadas em $ 4,1 trilhões até o fim de 2010.
Para a China, o FMI prevê crescimento de 6,5% em 2009 e de 7,5% em 2010. Para a Índia, as previsões são de 4,5% e 5,6% respectivamente. O apontamento de que os preços ao consumidor caíram 0,2% em 2009 e cairão mais 0,3% em 2010 não expressa toda a realidade atual visto que as exportações do ramo siderúrgico da China para a América Latina está subsidiada pelo governo daquele país, de forma que outros players internacionais como EUA e Brasil, entraram com processos antidumping na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a China que está praticando competição deslelal de preços. As exportação chinesas desse produto cresceram 90% em 2009 e as brasileiras decresceram aproximadamente 40%.
Para o Brasil, o FMI prevê que em 2009 o país terá crescimento negativo de 1,5% devido a queda de cotações de nossas commodities. Para 2010 o crescimento seria de 1,6%.
Um fato importante que precisa ser considerado é que o processo de ajuste de estoques que sinalizaram uma queda de no volume de 13,5% na produção industrial embora tenha tido ocorrido aumento de 3,8% no volume de vendas e de 10,15% na receita (comparando fev/09 com fev/08) é um sinal que a economia doméstica está aquecida. Essa redução no volume de produção, serviu para escoar estoques e fazer caixa, deixando o patrimônio das empresas mais líquido. Portanto, como o consumo doméstico está aquecido e ainda temos alguns meses de isençao de IPI para a indústria automobilística e cuja isenção se extenderá em breve para todo o segmento industrial da ”linha branca” (geladeiras, freezers, máquina de lavar roupas etc) teremos sim forte expansão da atividade industrial já a partir de abril.
O cenário ficará mais favorável se a OMC acatar e impor sanções à China caso ela insista em intervir politicamente em assuntos que são na verdade de regulação das forças do mercado. Além dos produtos siderúrgicos, os produtos têxteis estão invadindo os mercados e pressionando as empresas com concorrência desleal devido aos altos subsídios e baixos custos de produção, visto que a qualidade dos direitos trabalhistas na China ainda é bastante precária.
Bem como, a partir da inversão dos pólos financeiros – originada na atual crise – que tradicionalmente concentravam os investimentos nos países desenvolvidos mas que agora direcionam um volume maior de investimentos nas economias emergentes como o Brasil (prática conhecida como Carry Trade), podemos contar com a confiança do investidor internacional a partir até mesmo do respaldo do presidente dos EUA, Barack Obama, com a injeção de capital em nossa economia. O fato tem gerado altas consistentes nas cotações das ações nacionais. Contudo, a fragilidade da especulação a partir do Carry Trade é que o atrativo é pura e simplesmente o retorno obtido pelas altas taxas de juros em comparação com países desenvolvidos e de estarmos sob os holofotes do mundo financeiro. Mas a partir da publicação do relatório do FMI a possibilidade de ocorrer fuga de investimentos principalmente no curto prazo é considerável.
Não sou tão otimista como a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que projetou crescimento de 2,0% em 2009. Acredito em um crescimento entre 0,5% e 1,0% pois os números de nossas exportações estão em queda exponencial em vários setores como carne, siderúrgia, petróleo, agrícola, e têxtil. E não há mudança no curto prazo na elevação da demanda internacional por esses setores.
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Publicado por fernandofinanças em Abril 24, 2009
O número de desempregados subiu 0,5% em relação a fevereiro/09 e está em 9% da população economicamente ativa. Isso representa a desocupação de 141 mil postos de trabalho. o volume de contratações não foi significativo e representou a contratação para 9 mil postos de trabalho.
Fonte: IBGE
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Publicado por fernandofinanças em Maio 5, 2009
Conforme ocorrido em 2008, as fortes chuvas do período castigam o RN e 8 municípios ja enviaram ao governo federal pedido de decretação de estado de emergência. No ano passado, o governo federal prometeu ajuda de R$ 98 milhões mas só repassou R$ 7 milhões.
A Defesa Civil estima que aproximadamente 35 mil habitantes estejam desabrigados, em decorrência das inundações originadas pela sangria de açudes e barragens, bem como do forte aumento no nível dos rios.
As inundações já afetam os agroprodutores e carcinicultores das regiões do Seridó e Alto-Oeste. A previsão da Emater/RN é de perca de 70% da safra 2009.
As atividades agrícolas e de carcinicultura no RN tem forte vocação exportadora via “packing houses”, representando boa parte do resultado das exportações do estado.
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Publicado por fernandofinanças em Maio 6, 2009
Segue abaixo tabela atualizada em 06/05/09 às 08:10 com dados humanos dos desabrigados, desalojados e afetados pelas fortes chuvas no RN.

Fonte: Defesa Civil/RN
O número de afetados é impressionante. O Governo Estadual dispobilizou equipes do corpo de bombeiros, defesa civil, dois helicópteros para auxiliar no socorro e remoção da população.
Contudo, conforme ocorrido nessa mesma época do ano passado, sem aportes proporcionais aos danos sociais e econômicos pelo Governo Federal, a economia do nosso estado acumulará prejuízos que impactará na sobrevida de empresas do agronegócio e empresas salineiras da região do Alto-Oeste que representam parcela significativa do PIB estadual.
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Publicado por fernandofinanças em Maio 25, 2009
Bom pessoal, uma dica para quem quer investir em empregabilidade e se atualizar e aprofundar os conhecimentos na área de Finanças Coorporativas é o MBA da FGV-MRH. Os professores são da FGV mas as aulas serão ministradas aqui em Natal mesmo.
O valor da mensalidade está muito acessível e com certeza trata de um plus na carreira profissional.
Informações com a sra Naide nos telefones (84) 3201-0705 e (84) 3201-0753.
Abaixo, segue resumo do conteúdo programático.
PARTE COMUM
1) Análise Econômico-Financeira
2) Auditoria das Demonstrações Financeiras
3) Contabilidade Avançada
4) Contabilidade Financeira
5) Economia Empresarial
6) Finanças Corporativas
7) Gestão de Custos
8 ) Matemática Financeira
9) Orçamento Empresarial e Fluxo de Caixa
10) Planejamento Tributário
PARTE COMPLEMENTAR
1) Administração de Capital de Giro
2) Análise de Projetos de Investimentos
3) Comunicação Interpessoal
4) Estratégia de Empresas
5) Jogos de Negócios
TÓPICOS ESPECIAIS
1) Controladoria
2) Ética e Responsabilidade Social
3) Gestão de Projetos
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Publicado por fernandofinanças em Maio 25, 2009
Apresentação:
A Orientação Vocacional e Profissional, como qualquer outra modalidade de atendimento em Psicologia, comporta olhares múltiplos e diversas técnicas e modos de atuação, coerentes com seus pressupostos teóricos e metodológicos.
Neste Workshop, propomos uma forma de inserir os Testes Psicológicos e outras técnicas, em um modelo dinâmico de orientação, que leva em conta a participação ativa do orientando, a partir da conceituação teórica e da experiência profissional, do orientador.
Objetivo: Oferecer conhecimentos teórico/prático a cerca do uso de testes psicológicos e outras técnicas no processo de orientação Vocacional/Profissional.
População alvo: Psicólogos e estudantes do curso de Psicologia.
Conteúdo Programático:
1- O processo em Orientação Profissional /Vocacional;
2- A utilização de técnicas em Orientação Profissional :
- Dinâmicas de grupo e jogos grupais;
- A Entrevista Vocacional;
- Testes das Frases Incompletas – Uma proposta de análise;
- O uso da Autobiografia como técnica de avaliação;
-Aplicação do Jogo das Profissões.
3- Uso de Testes e outros instrumentos:
- EMEP/ LIP/ QVI/ TEV/ TDP/ HTP/Jogo das Profissões.
Duração – 16 horas/aula
PERÍODO DO CURSO:
19 (19:00 às 22:00) e 20/06/2009 (08:00 às 12:00 14:00 às 18:00)
TOTAL DE VAGAS: 15 (Quinze)
INVESTIMENTO:
Estudante:
R$ 200,00 pagamento até dia 09/06/2009
R$ 220,00 pagamento até dia 15/06/2009
Profissionais:
R$ 220,00 pagamento até dia 09/06/2009
R$ 240,00 pagamento até dia 15/06/2009
Investimento: Incluso material didático e coffee-break
OBS: Os testes serão vendidos para profissionais com desconto.
Mini-currículo das Instrutoras:
Germana Lúcia G.P. Gouvêa Pessoa – CRP 13/0530- Psicóloga, formada pelo Instituto Paraibano de Educação, IPÊ, hoje Centro Universitário de João Pessoa, UNIPÊ, em 1981. Formação em Organizacional e Clínica na abordagem psicanalítica. Especialização em Psicologia da Infância e Adolescência, pela Facisa.
Psicóloga integrante da ABOP (Associação Brasileira de Orientadores Profissionais)
Atuação profissional: consultório particular e da rede pública, e em escolas.
Maria de Fátima Ferreira de Macedo – CRP 13/2698 – Psicóloga, formada pelo UNIPÊ em 1999. Formação em psicologia clínica na abordagem psicanalítica e com supervisão na área escolar e hospitalar. Especialista em Psicopatologia Psicanalítica Contemporânea pela UFPB.
Atuação Profissional: consultório particular, escolas e supervisão em Orientação Vocacional e Profissional e Dificuldades de Aprendizagem
Local para inscrições e Realização do Curso:
Endereço: Av. Odilon Gomes de Lima, 8-A, Q-11, Bloco A, Village dos Mares, Capim Macio Natal/RN
Contato pelos Telefone(s): (84) 3207-2813 / 8722-6882/ 9147-9094
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Publicado por fernandofinanças em Junho 2, 2009
Conforme postamos em 23/04/09, a retração da economia global e o ajuste de estoques promovido pelas empresas resultaram em queda do volume das exportações brasileiras em 19,4% com relação ao primeiro trimestre do ano passado.
O saldo da balança comercial apontou superávit de US$ 1,8 bilhão em março e saldo de US$ 3 bilhões no trimestre. O valor representa um crescimento de 9,1% com relação ao primeiro trimestre de 2008. Esse crescimento foi devido a queda acentuada das importações: queda de 19,4% no período. Há um fator importante a ser considerado sobre a queda das importações em março de 2008. Nesse mês, os auditores da Receita Federal decretaram greve geral, o que acarretou em paralisação das atividades alfandegárias, acarretando baixa correlação entre os dados.
Se considerarmos os valores acumulados em 12 meses (abril/08 a março/09), as exportações totalizaram US$ 190,4 bilhões e apresentaram um crescimento de 15,2% em relação aos 12 meses anteriores. Se comparados os volumes mensais, verifica-se uma redução de quase US$ 8 bilhões em relação ao pico de novembro/08. As importações totalizaram US$ 165,4 bilhões e apresentaram um crescimento de 26% em relação aos 12 meses anteriores. Se comparados os volumes mensais, verifica-se uma redução de quase US$ 7,7 bilhões em relação ao pico de dezembro/08. Se extrairmos percentuais de redução com relação aos picos, o volume de redução das importações foi superior a redução com relação ao pico das exportações: -4,5% e 4% respectivamente.
A exportação de produtos básicos tem mantido sua representatividade no volume total. Os mesmos cresceram 25,6% com relação a março de 2008. Os demais produtos de exportação tiveram queda de volume.
Fonte: Funcex
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Publicado por fernandofinanças em Junho 3, 2009
O relatório do IBGE divulgado em 01/06/09 aponta que a produção industrial brasileira recuou 14,7% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período de 2008. No acumulado de doze meses, em trajetória descendente desde outubro, o indicador registrou taxa de -3,9% , sua marca mais baixa desde junho de 1996.
Abaixo, segue tabela com resumo dos índices por categorias.

Em comparação com abril de 2008, os seguintes setores apresentaram acentuada redução na produção: veículos automotores -24,8%, máquinas e equipamentos -32,3%, metalurgia básica -27,9%, material eletrônico e equipamentos de comunicações -44,0%.
Ainda analisando a comparação com abril de 2008, o índice da categoria de uso de bens de capital apresentou recuo de -31,7% , influenciados pelos índices negativos da indústria de bens de capital para uso misto -33,9% (resultado da desaleração de investimentos nas áreas de telefonia celular e informática) e bens de capital para transporte -15,4% (resultado da redução da fabricação de caminhões e tratores).
Com relação ao segmento de bens de consumo duráveis, o recuo de -21,6% do índicecom relação a abril de 2008 foi influenciado principalmente pela queda nos volumes dos ítens automóveis -15,6%, eletrodomésticos -16,8%, e telefones celulares -44,9%.
O desempenho do segmento de bens intermediários com relação a abril de 2008 foi influenciado negativamente pela queda na produção da metalurgia básica -27,9%, veículos automotores -33,1%, extrativismo -11,6%, borracha e plástico – 21,2%, e outros produtos químicos -10,0%. Contudo, sofreu influência positiva no desempenho da indústria alimentícia +9,4% (devido ao aumento na produção de açúcar cristal).
O segmento de bens de consumo semi e não duráveis recuou -4,2% influenciado por todos os ítens com exceção dos carburantes que tiveram desempenho positivo de +4,9% com destaque para a elevação na produção de álcool.
A retração de 14,7% na comparação de janeiro a abril de 2009 contra igual período de 2008 é a maior da série histórica e representa um dado generalizado relativo as quatro categorias de uso do capital, de vinte e quatro setores e 63 dos 76 subsetores industriais.
A tabela abaixo representa a curva da produção industrial no acumulado de janeiro de 2007 a abril de 2009.

Contudo, devemos considerar – conforme postamos em 23/04/09 – que o varejo no brasil teve elevação de 3,8% no volume de vendas e 10,15% no total de receitas comparando fevereiro de 2009 com o mesmo mês de 2008. Isso demonstra que o consumo doméstico está aquecido e que boa parte da redução da produção industrial deve-se bem mais a escoamento dos estoques para fazer caixa para as empresas e de desaquecimento da economia global – consequente reflexo nas quedas das exportações conforme post anterior – do que sinais internos de agravamento da crise na indústria brasileira.
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Publicado por fernandofinanças em Junho 4, 2009
As exportações do agronegócio no Brasil em abril de 2009 recuam 4,7% com relação a abril de 2008.
O volume de exportações totalizou US$ 5,483 bilhões e as importações totalizaram US$ 679 milhões, apresentando superávit de US$ 4,804 bilhões. As importações apresentaram queda no volume de negócios de 13,4%.
Os produtos que representaram maiores taxas de crescimento foram:
o complexo soja +12,2%: os subprodutos da soja tiveram forte alta em volume exportado mas queda abrupta de preços;
complexo sucroalcooleiro +21,1%: o açúcar teve aumento de 8,2% nos preços e de 36,7% em volume. Já as exportações de álcool tiveram redução de -13% em volume e de -22% em preço;
animais vivos +14,6%
produtos apícolas +113,7%.
Os produtos que apresentaram decréscimo na exportação foram:
carnes – 11,3%: o volume exportado de carne bovina recuou 4,9% e sofreu queda na cotação de 15,4%, a carne de frango in natura teve aumento na quantidade embarcada de 28,2% e queda de -18,7% na cotação, a carne suína sofreu -28,5% de redução na cotação e aumento de 8,1% na quantidade exportada.
couro e seus produtos – 49,4%
produtos florestais -10,9%
café -12,2%: dificilmente se recuperará no decorrer de 2009, pois a safra 2009/2010 está no ciclo bianual de baixa do café tipo arábica e também devido a seca que assola as regiões produtoras no sul e sudeste.
Abaixo, segue gráfico com a evolução mensal das exportações e importações entre 2008 e 2009.

Fonte: Elaborado pela SRI /MAPA a partir de dados da SECEX / MDIC
Para melhor compreensão dos agronegócios brasileiros, segue abaixo tabela com nossos maiores parceiros comerciais.

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Publicado por fernandofinanças em Junho 8, 2009
A MP 458 que foi lançada em fevereiro desse ano e aprovada pelo Senado em 03/06/09 é na verdade uma indulgência a quem roubou terras públicas e irá favorecer laranjas e grileiros de terras na Amazônia.
A MP permite que o governo doe ou venda sem licitação terras de até 15 km2, permitindo que até empresas se beneficiem com a lei.
É um absurdo que estejamos condenando a destruição e exploração comercial a maior bacia hidrgráfica, bem como a maior biodiversidade de espécies do planeta.
Segue abaixo os principais pontos da nova lei:
Medida provisória 458
Quais terrenos? As terras públicas da Amazônia Legal, de até 15 km² (1.500 hectares, ou dez vezes o parque do Ibirapuera, em São Paulo).
Quem pode receber? Pessoas que ocupem a terra antes de 1º de dezembro de 2004. Não é necessário morar no terreno. Empresas também têm direito, mas com algumas restrições.
Quanto vai custar? Até 100 hectares – doação
de 101 a 400 hectares – venda por valor simbólico
de 401 a 1500 hectares – venda a preço de mercado, com prazo de 20 anos para pagamento.
Quais são as condições antes da transferência? – Ter obtido o terreno de forma pacífica.
- Comprovar que a terra está sendo usada, que não está abandonada.
- Nunca ter recebido terreno em assentamento ou em outros projetos do governo.
E depois da transferência? – Quem receber até 400 hectares ficará proibido de vendê-los por dez anos.
- Áreas maiores poderão ser vendidas depois de três anos.
- É necessário reflorestar as áreas que foram desmatadas além do limite previsto por lei (hoje, na Amazônia, proprietários rurais devem manter 80% da floresta preservada).
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